Seremos todos alcoólicos?

Trata-se efectivamente de uma questão à qual muitos de nós terá alguma dificuldade em responder, quer por se tratar de um assunto incómodo quer pela negação do problema, quer muitas vezes pelo seu não reconhecimento.

Analisemos então as diferenças entre o estar embriagado aos fins-de-semana e os que passam assim o seu dia-a-dia!

O alcoolismo agudo (embriaguez) não poderá ser confundido com o alcoolismo crónico (doença alcoólica), uma vez que se trata de uma ingestão única de uma grande quantidade de álcool, num dia ou num curto espaço de tempo. O alcoolismo crónico pressupõe uma ingestão excessiva de bebidas alcoólicas, com frequência, ao longo do dia em várias doses, que vão mantendo uma alcoolização permanente do organismo, provocando perturbações físicas, psicológicas, familiares e sociais. Tornando-se assim, não apenas uma doença mas todo um conjunto de problemas motivados pelo abuso das bebidas alcoólicas.

Os motivos que nos levam pontual e socialmente a um consumo excessivo não são tão diferentes dos que levaram e levam os doentes alcoólicos a fazerem-no, como poderíamos julgar à primeira vista. Se fizermos uma análise mais cuidada às causas do consumo excessivo de álcool verificamos que há causas comuns, como um estado deprimido pontual até a um contexto sociocultural facilitador do consumo.

Entre as causas que são apontadas referimos:

Como podemos verificar as causas que levam um indivíduo a iniciar um percurso alcoólico estão relacionadas com as nossas frustrações e angústias do dia-a-dia, pelo que devemos ter em atenção que o limite que separa estes dois modos de lidar com o álcool poderá ser mínimo.

Trata-se efectivamente de integrarmos o álcool na nossa vida de um modo moderado e responsável, tentando evitar os excessos.

As consequências destes excessos serão alvo num próximo artigo.

O Serviço Psicossocial