Notícias do Alvorge

Obras na Santa Casa da Misericórdia do Alvorge já arrancaram

Começaram a partir do início do mês de Janeiro na Santa Casa da Misericórdia do Alvorge as obras para construção de um Lar Residencial para Deficientes, para ampliação do Lar de Cidadãos Dependentes e alargamento do Centro de Actividades Ocupacionais (CAO) para Deficientes. As obras prolongar-se-ão durante quinze meses, havendo lugar a mais três meses para celebração de acordos e apetrechamentos, pelo que os serviços e novas instalações entrarão em pleno funcionamento no Verão de 2009.

As construções resultam de uma candidatura ao Projecto Pares, com vista à expansão da Santa Casa da Misericórdia do Alvorge.

O Lar Residencial para Deficientes era uma prioridade, tendo em conta o facto de a instituição contar com utentes no CAO que já não têm família (vivem com terceiros familiares) e se querer proporcionar a esses utentes a possibilidade de dormirem na instituição, assim permanecendo todo o dia na Santa Casa: de dia no CAO e à noite no Lar Residencial para Deficientes, que disporá de 18 camas.

Com as novas remodelações, o Lar de Cidadãos Dependentes passará a contar, por sua vez, com mais dez camas, somando um total de sessenta. Quanto ao CAO, terá capacidade para receber 25 utentes, mais dez do que presentemente.

A Santa Casa conta hoje em dia com 40 funcionários efectivos na instituição, mais oito enfermeiros em regime de avença, mas este recente investimento implicará um acréscimo de vinte postos de trabalho: um psicólogo, uma terapeuta ocupacional e uma monitora ocupacional para o CAO, doze ajudantes de Lar e cinco auxiliares de limpeza, a maior parte dos quais ficará afecta ao Lar Residencial para Deficientes e os restantes ao Lar de Cidadãos Dependentes. No que se refere ao primeiro, haverá no total 12 funcionários para 18 utentes, o que torna esta valência muito cara, embora a comparticipação da Segurança Social também seja significativa. No cômputo geral, a Santa Casa incluirá então 60 funcionários efectivos, não contando com os enfermeiros e o pessoal médico.

Como se vê, estamos perante um encargo bastante grande para a Santa Casa porque a ampliação do Lar de Cidadãos Dependentes e a ampliação do CAO não foram totalmente comparticipadas. O Lar Residencial para Deficientes será financiado em 70%. A maioria do projecto é portanto suportada pelas verbas da Santa Casa da Misericórdia. As obras vão contemplar igualmente uma cave, que não é comparticipada, para garagem, arquivo, escadas de acesso e maquinaria.

A Santa Casa da Misericórdia do Alvorge, que conta já com alguns séculos de existência, é reconhecida como uma Instituição Privada de Solidariedade Social desde 5 de Julho de 1985 e apresenta actualmente cinco valências, as quais passamos a descriminar pela ordem cronológica da sua criação. A valência mais antiga é o Lar de Cidadãos Dependentes, a funcionar desde 1992, onde se incluem jovens e idosos. Os utentes vão para a instituição desde que haja vagas, por intermédio do hospital ou das famílias que contactam directamente a Santa Casa. Na verdade, a procura é muito grande. A instituição possui 50 camas e o Provedor informou-nos, para termos uma ideia da extensa lista de espera, de que se verifica uma inscrição em média por dia.

A maioria dos utentes do Lar são cem por cento dependentes e os restantes registam um nível de dependência entre os sessenta e os oitenta por cento. As pessoas que são aceites não são seleccionadas em termos da sua capacidade financeira. Pelo contrário, Jaime Laím afirmou que procura atender sempre os que mais precisam em termos de doença, de necessidades físicas e carência económica. Esta é uma valência que recebe dependentes de todo o distrito, embora se dê prioridade, em primeiro lugar à freguesia, depois ao concelho e, por fim, à área mais vasta do distrito. Existe um serviço de enfermagem permanente das 9 às 22 horas e, a partir dessa hora, a qualquer momento que se necessite de um enfermeiro, é chamado um profissional para estar presente. No Lar de Cidadãos Dependentes, os rácios de funcionários por utentes são elevados, quer isto dizer que por cada seis dependentes existem duas ajudantes de lar e um auxiliar de limpeza.

Outra das valências da Santa Casa da Misericórdia é o Centro de Actividade Ocupacionais (CAO) para deficientes, a funcionar desde 1996, onde os 19 utentes, com idades compreendidas entre os dezoito e os sessenta e cinco anos, permanecem entre as nove as dezassete horas, pertencendo ao concelho de Ansião e Pombal. A instituição encarrega-se do transporte de ida e volta para casa. Esta valência tem contado com os serviços de um terapeuta ocupacional e, a partir de Setembro, disponibilizará também de um psicólogo.

Outra ainda das valências da Santa Casa é o Serviço de Apoio Domiciliário, iniciado em 2003 e que abrange hoje 25 utentes do nosso e de outros concelhos, nomeadamente Soure. É-lhes providenciada alimentação e a limpeza da casa e da roupa. Além disso, os mesmos são trazidos até à instituição um ou dois dias por semana, para a realização da higiene, assim como para cuidados de enfermagem, caso se justifique, e são levados aos respectivos Centros de Saúde, quando os mesmos necessitem de se deslocar lá. A instituição tem organizado visitas a nível concelhio, distrital e até nacional (os utentes já foram em passeio ao Parque das Nações em Lisboa). Por isso, o Provedor entende que «fazemos parte da sua família». Trata-se de pessoas cujos familiares estão emigrados ou que vivem efectivamente sós. Quando estas pessoas não têm família, estão em primeiro plano para receber o apoio domiciliário, já que, não só por imperativo da Segurança Social mas porque o Provedor também assim entende, a Santa Casa, quer em termos deste apoio que é dado casa a casa, quer em termos do financiamento dos cuidados que são providenciados pelo Lar de Cidadãos Dependentes, não pretende retirar o papel que também às famílias cabe nestes domínios, de forma a que estas não abdiquem dos seus deveres.

Uma quarta valência da Santa Casa da Misericórdia, desde 2005, é o ATL (Actividades de Tempos Livres), que recebe 21 crianças da Escola Básica do 1º Ciclo do Alvorge, todos os dias úteis depois das 15.30 ou das 17.30, conforme os estudantes tenham ou não actividades extracurriculares depois das aulas, e dias de férias ou dias em que falte a professora. A instituição vai buscar as crianças à escola e levá-las a casa a partir das 19 horas. Por fim, mais recentemente, a partir do final de 2006, a instituição garante também o fornecimento da segunda refeição às 36 crianças dessa escola.

A Santa Casa da Misericórdia do Alvorge assume-se assim como um pilar fundamental na vida social desta região dispondo de instalações e equipamentos modernos e prevendo, com as actuais obras, aumentar e melhorar a sua capacidade de atendimento, sempre trabalhando em função do bem-estar de todos os que usufruem dos seus serviços. «Não trabalhamos em prol do lucro», conclui Jaime Laím, que garante que a instituição não pratica preços exigentes em quaisquer das suas valências.

Rogério Medeiros

 

Alvorge vai ter Centro paroquial e Capela mortuária durante 2008

A construção do Centro paroquial e Capela mortuária de Alvorge será finalizada ainda este ano ou no início do próximo, garante o Provedor da Santa Casa da Misericórdia do Alvorge, Jaime Laím, tesoureiro da Comissão Instaladora. Neste momento, a obra, que custará à Fábrica da Igreja 300.000 euros, está totalmente erigida e não há pagamentos em atraso. Só faltam os acabamentos e, felizmente, ainda existe algum dinheiro.

Este era um projecto antigo, já acalentado pelo anterior pároco da freguesia, mas devido à sua amplitude não avançou durante vários anos. Jaime Laím teve um papel importante no desenvolvimento do mesmo.

Na sequência de uma candidatura a financiamento, foram garantidos 70.000 euros, quantia que vai sendo providenciada consoante o andamento da obra. Tratou-se de uma grande ajuda, declarou-nos o Provedor, sem a qual seria muito difícil acabar a infra-estrutura.

A Santa Casa da Misericórdia e a Fábrica da Igreja também contribuíram com um montante significativo e, para além disso, o P.e Pedro Luís, nas homilias, foi solicitando à comunidade que cooperasse na construção da obra. Os paroquianos mostraram-se bastante receptivos e têm colaborado bastante. Por outro lado, a Comissão Instaladora também tem organizado alguns eventos para angariar o maior número possível de dinheiro. Nesse sentido, foram feitas duas rifas (uma incluindo 5.000 números e outra 10.000 números), compostas de cinco artigos cada, todos eles oferecidos (uma bicicleta, uma caixa de ferramentas, um candeeiro, uma bíblia, uma imagem, entre outros…), sendo sorteados cinco números, de entre os vendidos, de cada rifa, na Festa do Sagrado Coração de Jesus, que decorreu em Alvorge em Agosto, obtendo-se desta forma, graças à boa vontade dos paroquianos, frisa o Provedor, 9.000. euros, que reverteram para a Fábrica da Igreja. Com a realização de um almoço conseguiu-se angariar 11.000 euros. Não houve qualquer gasto com o almoço, quer em termos do local onde o mesmo decorreu, quer em termos de catering, cuja empresa responsável pelo serviço forneceu igualmente as carnes. Todos os outros géneros foram oferecidos pela população e a quantia que se angariou em termos de inscrições foi efectivamente o lucro obtido com o almoço e que foi entregue à Fábrica da Igreja.

O Alvorge passará assim a dispor, junto à Igreja e à Residência paroquial, de uma Capela mortuária e de um Centro paroquial com seis salas de catequese, um auditório, uma cozinha, uma sala de refeições e um dormitório onde passantes e escuteiros, por exemplo, poderão pernoitar.

Rogério Medeiros