Notícias de Avelar
Hospital de Avelar propõe-se suprir carências do SNS
O governador civil de Leiria enviou, na qualidade de administrador de um hospital particular, propostas de consultas de oftalmologia a autarquias de todo o país para suprir as carências dos serviços públicos, apurou a Agência Lusa.
Na missiva enviada no passado dia 26 de Maio, Paiva de Carvalho, presidente do conselho de Administração do Hospital de Nossa Senhora da Guia, freguesia de Avelar, Ansião, que é também governador civil de Leiria, escreve que a instituição tem contribuído de "forma significativa para a redução das listas de espera em cirurgias e consultas da especialidade de oftalmologia".
Nesse sentido, e "em face das carências que nesta área os media vêm divulgando", o hospital propõe-se a celebrar protocolos com autarquias, disponibilizando a "capacidade instalada existente para a realização de consultas e cirurgia (em especial cataratas)", refere a carta a que a Agência Lusa teve acesso.
Esta situação já motivou uma reacção do vice-presidente da Distrital do PSD de Leiria, José António Silva, considerando que isso é uma confirmação das deficiências do Serviço Nacional de Saúde (SNS). "O senhor governador civil está a pôr a ética médica acima de um problema de eventuais incompatibilidades" de funções, respondendo assim à "incapacidade do Governo e do Serviço Nacional de Saúde em resolverem os problemas médicos" do país, disse José António Silva.
No entender do dirigente social-democrata, Paiva de Carvalho apercebeu-se, "enquanto responsável de uma Instituição Particular de Solidariedade Social, da incapacidade de resposta do Estado e vem assim disponibilizar os seus serviços". Trata-se de "um homem de coragem e sem medo de enfrentar o Governo que o nomeou para este cargo", vindo pôr "a nu uma deficiência do Governo, do Ministério da Saúde e que eles negam aceitar", acrescentou José António Silva.
Confrontado com estas declarações, Paiva de Carvalho admitiu que já esperava alguma "guerrilha política" sobre esta sua atitude por parte de adversários partidários, mas garantiu que o objectivo da instituição hospitalar é apenas "satisfazer melhor os utentes". "Nós há muito que defendemos os serviços públicos" e esta é "uma instituição privada sem fins lucrativos", explicou o governador civil, que é também professor de medicina. "É evidente que eu apoio incondicionalmente as políticas da senhora ministra no sentido de melhorar os serviços de saúde", mas o hospital de Avelar "não está a fazer concorrência" com o sector público, mas sim a "compensar algumas carências" que existem.
Estamos a querer dar a volta ao hospital, vocacionando-o para a área de cuidados continuados e cirurgias programadas", pelo que esta proposta às autarquias inscreve-se nesse esforço, explicou Paiva de Carvalho, garantindo que deu conhecimento que iria enviar a missiva à Administração Regional de Saúde.
"Ainda ponderei não ser eu a assinar, mas aquelas funções não são incompatíveis e são a título voluntário e gracioso", pelo que "não vi nenhum mal" em subscrever o documento enviado às autarquias. Até porque, garante Paiva de Carvalho, os autarcas "sabem bem distinguir as funções" políticas que exerce da condição de responsável hospitalar.
In: Lusa
Formandos da ETP Sicó defenderam "canudo"
De 23 a 30 de Junho decorreram, na escola sede da ETP Sicó, as defesas da Prova de Avaliação Final dos catorze formandos do 2.º ano do Curso de Educação e Formação de Práticas Administrativas (tipologia 2).
Ao defenderem com sucesso aquela prova, estes formandos concluem o seu curso, obtendo simultaneamente uma certificação escolar de nível II (equivalente ao 9.º ano) e uma qualificação profissional na área da Gestão e Administração, ficando aptos a desempenhar as diversas funções inerentes à actividade de um assistente administrativo.
Refira-se que este curso de Práticas Administrativas teve a duração de dois anos, com 1899 horas de formação em contexto escolar e 210 de formação em contexto de trabalho (estágio). A componente prática teve lugar em empresas do concelho de Ansião e concelhos limítrofes, onde desenvolveram um projecto final, que foi objecto de avaliação por parte de um júri constituído para o efeito.
Clarisse Medeiros