Escola Tecnológica e Profissional de Sicó
abriu as suas “portas” à comunidade
Pelo oitavo ano consecutivo a
Escola Tecnológica e Profissional de Sicó, com sede em Avelar, acolheu, de 7 a
11 de Março, a oitava edição da Semana das Novas Tecnologias e Semana Aberta.
Segundo informações colhidas
pelo nosso jornal junto de Ilídio Batista, director deste estabelecimento de
ensino, a iniciativa pretendeu, acima de tudo, “apresentar à comunidade todo o
trabalho que se vai desenvolvendo nesta escola”, quer a nível de equipamentos e
recursos tecnológicos, quer através da mostra de trabalhos dos alunos e
instituições cooperantes.
Para além da exposição de
trabalhos, que pode ser visitada por toda a comunidade em geral, os jovens
tiveram ainda a oportunidade de conhecer a escola e os cursos lá ministrados.
Esta semana, dedicada às Novas
Tecnologias, contou ainda com a realização de alguns colóquios com temáticas
pertinentes e actuais, tendo proporcionado o contacto dos alunos com técnicos
especializados sobre as matérias e que puderam esclarecer algumas das dúvidas
dos discentes.
Como momentos altos deste
certame pode destacar-se a assinatura de um Protocolo de Colaboração com o
Instituto Politécnico de Leiria. Ainda segundo Ilídio Baptista, este protocolo
firma parcerias, que permitem o desenvolvimento de cursos de especialização
tecnológica de nível quatro, “garantindo” também, aos alunos, um contingente
especial de acesso ao ensino superior, bem como a colaboração, desta escola, em
projectos desenvolvidos por esta instituição de ensino superior.
O reconhecimento público ao
trabalho do antigo aluno, Carlos Arsénio, pelo Projecto “Robot Insecto”, que
trouxe mais notoriedade e prestigio à Escola Tecnológica e Profissional de Sicó
foi outro dos momentos altos desta edição da Semana das Novas Tecnologias.
Contando com a presença do vencedor do Concurso Jovens Cientistas e de
elementos do Júri, o jovem foi distinguido com uma Medalha de Mérito do
Município.
A realização da primeira sessão
do Quarto Fórum Educação nesta escola foi uma das novidades desta Semana das
Novas Tecnologias.
A Oitava Edição das Novas
Tecnologias encerrou em beleza, com a realização de um Sarau Cultural. Para
além da animação característica do momento festivo, a ocasião foi também
bastante especial, visto que contou com a Entrega de Diplomas do Curso de
Especialização Tecnológica “Automação, Robótica e Controlo Industrial”. Ainda segundo o Director da Escola
Tecnológica e Profissional de Sicó, foram diplomados dez alunos, embora mais
dois ou três alunos poderão ainda concluir a sua formação. Apesar de,
inicialmente, o curso ter arrancado com dezanove alunos, Ilídio Baptista
considerou “um índice bastante bom de conclusão, tendo em conta que são cursos
que dão equivalência ao ensino superior e em horário pós-laboral”.
Alexandra Santos
Dois feridos, um grave e outro
ligeiro, foi o resultado de uma fuga de gás, que se registou no Laboratório de
Química da Escola EB 2,3 de Avelar, Ansião, na manhã do dia 14 de Março. Os
números de feridos poderiam ser superiores no caso de se ter tratado de uma
situação real, no entanto, tratou-se de uma simulação para testar o plano de
emergência e evacuação da referida escola.
De acordo com Salazar Pinheiro,
Presidente do Conselho Executivo da escola, a situação foi-lhe comunicada,
tendo accionado, de imediato, todos os meios para rapidamente “colmatar” o
problema.
Ainda de acordo com as suas
declarações, os alunos não demonstraram pânico, tendo rapidamente saído das salas
de aula, sendo que após quarenta e cinco segundos do alarme ter soado já todos
os alunos estavam concentrados no átrio da escola.
Treze minutos foi o tempo
dispendido pelos bombeiros de Ansião (oito homens auxiliados por três viaturas)
para chegar ao local, uma delonga que o Chefe Rodrigues, comandante da
operação, considerou razoável, tendo em conta a distância que é necessário
percorrer do quartel à escola do Avelar.
A ausência de pânico e a
rapidez de evacuação de alunos e a actuação dos bombeiros foram factores
positivos que se puderam comprovar nesta simulação, no entanto, e segundo o
Presidente do Conselho Executivo, há alguns aspectos a melhorar. Segundo
Salazar Pinheiro, “o sinal de alarme não é audível em toda a escola”, visto que
não se ouvia numa das salas de aula. Mas, não se tendo tratado de uma situação
real, é apenas um aspecto a melhorar, visto que as simulações servem,
justamente, para detectar as insuficiências existentes nos planos de
emergência.
Após a realização deste teste
ao plano de emergência, seguiu-se uma demonstração de como se deve usar um
extintor. Ainda em declarações ao nosso jornal o Chefe Rodrigues, referiu que
este tipo de demonstrações “são importantes porque muita gente não sabe
manusear um extintor”, tendo salientado ainda que “muitos incêndios poderiam
ter proporções menores, se toda a gente soubesse usar um extintor”, sendo, por
isso, uma situação que deveria ser mais trabalhada.
Alexandra Santos