Bispo: profeta da esperança!
D. Albino Cleto celebrou bodas de prata de ordenação episcopal
A Diocese de Coimbra, dinamizada pelo Cabido, mobilizou-se para festejar condignamente os 25 anos de ordenação episcopal do seu Bispo. A manifestação do júbilo dos diocesanos de Coimbra foi já iniciada no passado dia 12 de Janeiro, em que cerca de 2.000 pessoas se concentraram na Sé Nova, para assistir à magnífica oratória "Fátima, sinal de esperança para a humanidade". As comemorações culminaram no passado dia 27, com uma sessão solene no auditório da Reitoria da Universidade de Coimbra, a que se seguiu a Eucaristia, na Sé Nova.
Na sessão solene, destacamos os testemunhos do primeiro padre ordenado por D. Albino, P. Nuno Santos, e da Ir Otília, colaboradora do Secretariado das Vocações e do Núcleo de Escolas Católicas, e por último, a palestra proferida pelo Pró-Vigário Geral, Cón. João Lavrador. No final, o Vigário Geral da Diocese, Cón. Leal Pedrosa, entregou ao senhor Bispo as chaves de um novo carro, fruto duma campanha junto dos párocos, paróquias e outras instituições diocesanas, uma vez que nos últimos dez anos utilizou a sua viatura pessoal. "D. Albino merecia muito mais", referiu alguém. O nosso Bispo encerrou a sessão, tendo afirmado que "à diocese de Lisboa gosto de chamar mãe; a Coimbra, chamo-lhe esposa, pois é a ela que entrego a minha vida". E explicou: "é sobretudo a esposa que torna feliz aquele que se lhe entregou. Obrigado, Coimbra".
O auge das comemorações foi atingido na Eucaristia a que presidiu, na Sé Nova, em que concelebraram a quase totalidade dos bispos portugueses, a grande maioria do presbitério diocesano, bem como outros sacerdotes de Lisboa e da sua terra natal, Manteigas, representantes de autoridades autárquicas, académicas, policiais e militares, além da "consoladora multidão de leigos generosos", como afirmou.
Na homilia, D. Albino Cleto destacou a missão do bispo na edificação da Igreja, para o que "importa preparar as pedras, que são vivas". E adiantou: "escolhidas quando foram baptizadas, há-de o bispo cuidar que estas pedras vivas sejam aparelhadas com a verdade do Credo, embelezadas com a santidade cristã, bem vivas pela graça dos sacramentos, bem unidas pela fé, pela esperança, e pela argamassa do amor". Contudo, "só Deus Marca o calendário da obra", advertiu. Na sua reflexão, o nosso Bispo afirmou ainda que "o Bispo tem ser hoje profeta da esperança" que, como aponta Bento XVI, deve ser "a certeza de que se mantém sempre aberta a porta por onde o mundo chega até Deus".