A comunicação social

como prioridade pastoral

 

LUZ procura difundir-se

 

Não obstante o Plano Pastoral Diocesano, que vai já no 3º ano, e convida a maior dinamismo no campo sócio-caritativo, continua de pé o incentivo da Igreja, através da Instrução Pastoral Aetatis Novae, referindo que “ela deve desenvolver, sustentar e favorecer os seus próprios instrumentos e programas católicos de comunicação” (Ae N 17). Não deixa de ser desolador verificar que, neste campo, se faz tábua rasa de tal determinação, e se continua dependente de iniciativas individuais e isoladas. Inclusivamente o título desta nota é retirado precisamente do que se afirma no início do capítulo IV da referida Instrução. Como tal, há-de ter-se em conta como determinação permanente.

Vale a pena reter ainda o que se afirma um pouco mais adiante no citado nº: “O trabalho dos meios de comunicação católicos não é só uma actividade complementar que se vem juntar às outras actividades da Igreja: a comunicação social tem, com efeito, um papel a desempenhar em todos os aspectos da missão da Igreja… É necessário que a comunicação faça parte integrante de todos os planos pastorais” (nº17). No campo doutrinal estaremos de acordo, o problema está só em saber quem é que põe o guiso ao gato, interrogavam-se entre si os ratos!

Da nossa parte, mais do que luta titânica para resistir, queremos cada vez imprimir maior dinamismo na procura de soluções, que passa também por um esforço de adaptação às novas exigências, uma renovação constante, e uma expansão correspondente à concretização dos nossos objectivos. Não vou já falar do trabalho com a rádio. Hoje quero referir-me ao nosso jornal, no âmbito da Região Pastoral Sul, em que nos situamos.

Quem não se recorda de haver um jornal, há alguns anos atrás, em grande parte das nossas paróquias? Campelo, Penela, Chão de Couce, Abiúl, Vila Cã, Pombal, Almagreira, S. Tiago de Litém, Mata Mourisca,…  só para me referir aos mais próximos. Muitos já se esqueceram. Recentemente terminaram também a sua publicação o Jornal de Figueiró dos Vinhos e a Voz da Graça. E por que terminaram? Com certeza que não deixaram de ser úteis, mas não vamos aqui analisar esse problema. Continuam a resistir, para além do nosso jornal, os boletins das Freguesias da Redinha e do Paião, por sinal apoiados pela nossa redacção.

Quando estendemos LUZ-Boletim Interparoquial a Penela, D. João Alves interpelava-me, se não seria oportuno estendê-lo à Região Sul. Pareceu-me que seria precipitado, contudo vale a pena considerar essa hipótese, não por pretensão pessoal, mas para corresponder aos desafios da Igreja. Quanto à doutrina, continuamos a não ter dúvidas: “Jornais, revistas e outras publicações periódicas católicas podem ser um bom instrumento para levar o mundo ao conhecimento da Igreja e a Igreja ao conhecimento do mundo…” e “os católicos são convidados a ler regularmente publicações católicas… para olharem os acontecimentos do mundo com uma mentalidade cristã” ( Communio et Progressio 137 e 140). Por isso, para expandir o jornal LUZ, a decisão está nas mãos de todos os interessados e motivados. Todas as sugestões, para isso, serão bem-vindas.

Em face disto, parece que a decisão mais acertada não será de fazer com que a Igreja se volte cada vez mais para dentro, e pense apenas nos que ainda a procuram. Se há alguns anos atrás uma abundância de jornais eram instrumentos pastorais importantes para a acção da Igreja, hoje não será menos… Uma decisão foi já tomada: porque mais recentemente deixou de publicar-se a Voz da Graça, porque não, enviar o jornal aos seus últimos assinantes? Simultaneamente far-se-á uma maior divulgação em Pedrógão Grande e Graça. Há por aí alguém que queira aceitar o desafio de maior empenhamento e envolvimento na comunicação social?

                                                                                                                P. Armando Duarte