Processo de recuperação e viabilização

da Cuf-Têxteis foi aprovado

No passado dia 28 de Maio realizou-se, no Tribunal do Comércio em Lisboa, uma assembleia de credores da Cuf-Têxteis, empresa sediada em Ansião, na qual foi, finalmente, votada a proposta de recuperação e viabilização desta empresa.

Recorde-se que os problemas de foro económico e financeiro nesta empresa remontam ao ano de 1992, data em que esta empresa foi privatizada. No entanto, nos dois últimos anos tem vindo a desenvolver um processo de reabilitação da empresa, que emprega 150 ansianenses.

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A proposta sujeita a votação tinha sido apresentada a 14 de Maio, mas não chegou a ser votada, devido a algumas incorrecções na sua redacção. Nesse sentido, foi agendada para dia 28 de Maio a nova assembleia de credores para a emissão de parecer da proposta.

No referido dia, o representante da Repartição das Finanças emitiu parecer favorável, tendo sido alcançados cerca de 56 por cento dos votos favoráveis à proposta. Nesta mesma assembleia não ficou conhecido se a proposta era aprovada, uma vez que a Segurança Social pediu ao mesmo tribunal para emitir o seu voto por escrito, não tendo por isso ficado definidos os 2/3 dos votos necessários para a aprovação.

A confirmação oficial do parecer da Segurança Social foi conhecida a 4 de Junho, revelando, desta forma, a concordância com a maioria dos credores. Segundo Vítor Santos, director da Cuf-Têxteis, com este voto, cerca de 70 por cento dos credores mostraram um parecer favorável, "o que significa que a proposta de recuperação e viabilização da empresa foi aprovada e, portanto, a Cuf-Têxteis ultrapassou este importante obstáculo. Agora, há apenas que concretizar a proposta que foi feita aos credores".

Com a aprovação desta medida, a empresa terá de efectuar, num período de seis meses, o pagamento de 18 por cento das dívidas. O restante do capital em dívida será pago com o resultante de uma acção judicial que a Cuf-Têxteis têm contra o BPI.

Espera-se que com a concretização desta proposta que a empresa fique mais equilibrada, tenha a possibilidade de se financiar na banca e fazer restruturações ao nível da empresa, nomeadamente com a compra de máquinas.

M.S.