na diocese de Coimbra
O realismo dos números não deixa dúvidas: é acentuada e rápida a descida da frequência dominical na Diocese de Coimbra. De 77 a 91 baixámos pontos e descemos mais pontos de 91 a 2001. A análise cuidada dos números levanta-nos algumas apreensões mais acentuadas, que passo a referir: a progressiva diminuição na presença das mulheres, com incidência notória nas raparigas, as futuras mães; a continuada perda dos jovens. A estes índices negativos juntamos outro, ainda que a contagem o não tenha salientado: a ausência das crianças na Eucaristia dominical, fruto de igual comportamento dos pais. Causa estranheza que muitas crianças frequentem a catequese paroquial (é elevado o seu número) mas não venham à Eucaristia. Estaremos a conseguir formação da vida cristã ou simples instrução religiosa?... |
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Cada vez se tornam mais nítidos, no espírito dos pastores, os imperativos de acção pastoral resultantes desta análise:
a) A passagem de uma prática dominical sociológica para uma presença e participação conscientes supõe um maior empenhamento na formação pessoal de cada fiel. Importa melhorar a qualidade da celebração, mas é mais premente trabalhar na formação das pessoas, levando-as a consciencializar a importância da Eucaristia dominical.
Estejamos preparados para a humildade de ver diminuir os números.
b) A participação dos jovens está ligada a comportamentos de grupo. É uma urgência pastoral a constituição e o acompanhamento de grupos cristãos.
c) Aos catequistas e aos pais devemos lembrar que as crianças não crescem para a vida cristã somente com a aquisição de conhecimentos mas, sobretudo, com a prática de comportamentos.
d) A retoma da celebração de missas particularmente preparadas para a participação infantil, ao menos em alguns dias, é um assunto a considerar.
e) A valorização da Missa dominical deve enquadrar-se numa mais ampla "pastoral do domingo".
D. Albino Cleto - Bispo de Coimbra