Notícias eclesiais
Encontro junta catequistas de cinco dioceses
Catequistas de cinco dioceses da zona centro de Portugal – Leiria-Fátima, Lisboa, Portalegre-Castelo Branco, Santarém e Setúbal – vão reunir-se na Casa de Nossa Senhora do Carmo, no Santuário de Fátima, nos dias 2 e 3 de Fevereiro de 2008.
Considerada a catequese como um instrumento essencial e primário de formação dos cristãos para uma fé adulta, «Como anunciar Jesus Cristo aos adolescentes» é o tema e a questão deste Encontro Interdiocesano de Catequistas, que se propõe a ser um tempo de partilha e reflexão e também de aprofundamento de experiências.
As inscrições estão abertas até ao dia 15 de Janeiro e devem ser efectuadas através do contacto com o Serviço Diocesano de Catequese de Leiria-Fátima.
In: Agência Eclésia
Ciclo de colóquios sobre os Direitos Humanos em Leiria
A Comissão Diocesana Justiça e Paz (CDJP) da Diocese de Leiria-Fátima pretende lançar no corrente ano um Ciclo de Colóquios versando o tema dos direitos fundamentais, em várias vertentes da sociedade portuguesa – e particularmente da nossa diocese – detectando os seus principais problemas e ponderando soluções, à luz da Constituição de República, da Declaração Universal dos Direitos Humanos e da Doutrina Social da Igreja.
Com efeito a Constituição proclama na sua Parte I uma extensa enumeração dos "Direitos e deveres fundamentais" e interessa averiguar, no essencial, em que medida estão a ser respeitados. Constituição que expressamente remete para a Declaração Universal dos Direitos do Homem, que defende a dignidade da pessoa humana em todos os aspectos e que, assim, há que ter também em conta; Doutrina Social da Igreja que, em inúmeros textos tem tomado posições claras em matéria dos direitos humanos, denunciando situações atentatórias desses direitos e chamando a atenção para a complementaridade dos direitos e deveres.
A Doutrina Social da Igreja, sobretudo as encíclicas dos últimos papas e diversos documentos do Concílio Vaticano II, constitui um imenso repositório de estudos envolvendo o apontar de soluções para a problemática social do nosso tempo que interessa ter presente.
Não ignoramos a vastidão do tema dos direitos humanos pelo que apenas nos propomos, na linha do que tem sido a actuação da nossa Comissão, chamar a atenção dos cristãos – particularmente dos empenhados em temas de carácter social – e, também de todos os que estejam abertos ao aprofundamento das questões sociais em foco na sociedade portuguesa, a participar nesta série de colóquios que nos propomos organizar ao longo de dois anos, cuja realização será na devida altura divulgada, abordando designadamente os seguintes aspectos: Pobreza e Direitos Humanos; Desemprego e Direito ao Trabalho; Solidariedade e Segurança Social; Direito à protecção e Saúde; Direito à Habitação, Ambiente e Qualidade de Vida; Estado e Direitos da Família; Direito à Educação, Cultura e Ciência; Liberdade Religiosa.
Estamos a procurar obter a colaboração de especialistas nos diversos domínios, nos planos nacional e local. Oportunamente serão divulgados os temas e oradores, assim como as respectivas datas. Os colóquios terão sempre um tempo de debate aberto aos assistentes. A entrada é livre.
O primeiro colóquio do Ciclo realizar-se-á em 17 de Janeiro de 2008, no Auditório do Seminário Diocesano de Leiria, pelas 21h30, e nele usará da palavra Marcelo Rebelo de Sousa que versará o tema "Direitos Humanos e Doutrina Social da Igreja".
In: Agência Eclésia
Conferência Nacional Alpha
A Conferência Nacional do Curso Alpha realizar-se-á, nos dias 19 e 20 de Janeiro, no Centro Paroquial de Cantanhede. Esta conferência destina-se a formar as equipas de animadores, "que os párocos interessados no curso Alpha enviam, para que recebam as competências necessárias para realizarem o curso nas sua paróquias e assim evangelizarem de uma forma sistemática e frutífera" – sublinha o comunicado.
Neste fim de semana serão dadas, além das conferências gerais para todos, tais como «os princípios do curso Alpha, os aspectos práticos do curso, como ser um bom animador do curso» e também ateliers ou workshops, onde os que já animam Alpha podem ir aprofundando e melhorando sempre mais o seu curso.
"Pretende-se também que os animadores, não só aprendam e apreendam como se faz o curso, mas também, comunicar-lhes o entusiasmo espiritual pelo anúncio do evangelho, fazendo-os compreender que o trabalho tão urgente da evangelização é um serviço de caridade e de misericórdia que Deus nos pede que prestemos à humanidade" – realça a convocatória.
Para mais informações consulte o site www.alphaportugal.com.
In: Agência Eclésia
Igreja promove encontro sobre a Europa e as Migrações
A relação entre a Europa e as Migrações é uma questão por resolver. A Presidência Portuguesa da União Europeia inseriu o tema nas Cimeiras que promoveu, quis contribuir para a definição de estratégias que permitam encarar a problemática da mobilidade na Europa como uma questão a assumir positivamente.
Qual foi realmente esse contributo? Que tempos e que burocracias são necessárias percorrer para que o debate entre políticos atinja a população migrante? Que progresso vive a Europa na defesa dos direitos dos migrantes?
Algumas questões que o VIII Encontro de Animadores Sócio Pastorais das Migrações irá debater a partir do contributo de quem, todos os dias, vive com migrantes, na resolução de problemas e na conquista da dignidade de vida. Com eles estarão um conjunto de peritos (Adriano Moreira, Rui Marques, Manuel Augusto Ferreira, José Coutinho da Silva) e de deputados no Parlamento Europeu (Ana Gomes, Ilda Figueiredo, João de Deus Pinheiro, José Ribeiro e Castro) para adiantar ideias e estratégias que se insiram na resolução desta problemática, todos os dias vivida de forma diferente no Continente Europeu.
O Encontro está agendado para os dias 18, 19 e 20 de Janeiro de 2008. Decorrerá em Fátima e é promovido, em cada mês de Janeiro, pela Obra Católica Portuguesa de Migrações, pela Caritas Portuguesa e pela Agência Ecclesia no contexto 94ª Jornada Mundial do Migrante e Refugiado, a celebrar no dia 13 de Janeiro de 2008.
In: Agência Ecclesia
Semana pela unidade dos cristãos celebra 100 anos
"Rezai sem cessar", o apelo deixado por São Paulo, é também o pedido dos representantes das Igrejas cristãs para a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, que em 2008 completa um século.
O tema, a partir da 1ª Carta do Apóstolo aos Tessalonicenses, vai reunir anglicanos, católicos, ortodoxos e protestantes, em encontros de oração pela unidade plena.
O material foi preparado por um grupo ecuménico dos Estados Unidos da América, para recordar a primeira semana com estas características celebrada em Graymoor (Garrison, Nova Iorque) de 18 a 25 de Janeiro de 1908, e está disponível no sítio na internet do Vaticano - www.vatican.va -, na secção do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos.
In: Agência Ecclesia
Seis meses em busca da vocação
A Diocese de Leiria-Fátima cria grupo para acompanhar os jovens no percurso de discernimento sobre o seu lugar na Igreja.
O grupo de Santo Agostinho, na diocese de Leiria–Fátima, propõe um itinerário de seis meses, de sessões reflexivas para uma busca da própria vocação dos participantes, acompanhados no seu caminho por uma equipa de apoio.
2006-2007 foi o primeiro ano pastoral em Leiria-Fátima dedicado às vocações. Este plano pastoral estende-se a 2008 e à semelhança da experiência do ano passado, o Grupo de Santo Agostinho volta a reunir.
Esta é uma responsabilidade partilhada entre a pastoral vocacional e a pastoral juvenil, uma vez que a proposta se dirige a jovens entre os 20 e os 30 anos.
Ao longo de seis sessões, acrescido de um retiro, "quer-se que apoiados na Palavra de Deus, as pessoas façam um percurso de crescimento, percebendo o seu lugar na Igreja", explica o Pe. Gonçalo Diniz, coordenador da pastoral juvenil e escolar da diocese e membro da equipa coordenadora do grupo de Santo Agostinho à Agência ECCLESIA.
Da equipa fazem parte membros da Pastoral vocacional, da Pastoral juvenil, uma religiosa e uma leiga que fez o processo no Grupo de Santo Agostinho no ano passado.
Santo Agostinho é o padroeiro da Diocese de Leiria-Fátima e é testemunha da busca inquieta da própria vocação.
Não se quer uma resposta imediata neste percurso, "se assim fosse, algo estaria errado, até porque o Espírito não funciona assim", explica o membro da equipa coordenadora. Mas é natural que no final deste processo os jovens percebam e "sintam sinais" sobre o contributo que podem dar, levando a um compromisso. A experiência do ano anterior assim o dita.
Quer-se sim reflectir na vocação de forma séria, "não como «a sorte que me calhou»". Através da aproximação à Palavra de Deus, a equipa coordenadora quer desmistificar a dificuldade em torno da vocação e algum receio nesse acompanhamento.
O Pe. Gonçalo Diniz frisa "o caminho de liberdade e de felicidade que se quer mostrar", independentemente da vocação em causa.
Mas "é importante que este seja um processo que comece e termine", pois como explica o membro da equipa coordenadora "o próprio discernimento tem os seus momentos próprios", e após este passo, "pode ser necessário acompanhamento mais próximo".
Esta é uma iniciativa para ser continuada. "É uma proposta estável que a diocese apresenta", afirma o Pe. Gonçalo Diniz, passível de ser melhorada após a experiência de anos anteriores.
As inscrições estão abertas até à data da primeira sessão, marcada para 3 de Fevereiro.
In: Agência Ecclesia
Papa apela à defesa da vida e da família
Bento XVI saiu, no dia 30 de Dezembro, em defesa das famílias de todo o mundo, considerando que da atenção que lhes for dedicada depende o bem da sociedade. Na sua intervenção, o Papa deixou críticas implícitas ao aborto, eutanásia e à legalização das uniões homossexuais.
Falando no Vaticano, o Papa disse que a família, "fundada na união indissolúvel entre um homem e uma mulher, constitui o âmbito privilegiado no qual a vida humana é acolhida e protegida, desde o seu início até à morte natural".
"Os pais têm o direito e o dever fundamental de educar os seus filhos na fé e nos valores morais que dão dignidade à vida humana", acrescentou.
Para além dos milhares de fiéis congregados na Praça de São Pedro, marcaram presença no Angelus, através de ligação televisiva, cerca de um milhão de espanhóis que em Madrid participam no encontro das famílias.
Explicando a celebração da festa da Sagrada Família que a Igreja celebra neste dia, o Papa indicou que "seguindo os Evangelhos de Mateus e Lucas, fixamos o olhar em Jesus, Maria e José e adoramos o mistério de um Deus que quis nascer de uma mulher, a Virgem Santa, e desta maneira entrar neste mundo, seguindo o caminho que é comum a todos os homens".
"Fazendo assim santificou a realidade da família, colmatando-a de graça divina e revelando plenamente a sua vocação e missão", prosseguiu.
Bento XVI recordou depois a grande atenção que o Concilio Vaticano II prestou à família. "Os esposos – afirma o Concilio – são um para o outro, e para os filhos as testemunhas da fé e do amor de Cristo. A família cristã participa assim da vocação profética da Igreja: com a sua maneira de viver proclama em alta voz as virtudes presentes do reino de Deus e a esperança na vida bem-aventurada. É por isso que a Igreja se encontra empenhada na defesa e promoção da dignidade natural e no altíssimo valor sagrado do matrimónio e da família", afirmou.
Na sua saudação em língua espanhola aos participantes no encontro das famílias, na capital espanhola, o Papa convidou as famílias cristãs a fazerem a experiência da presença amorosa do Senhor nas suas vidas e a dar testemunho perante o mundo, da beleza do amor humano, do matrimónio e da família, inspirando-se no amor de Cristo pelos homens.
Bento XVI dirigiu-se depois de maneira especial às crianças para que amem os seus pais, irmãos e irmãs, e rezem por eles; aos jovens para que estimulados pelo amor aos seus pais, sigam com generosidade a sua vocação matrimonial, sacerdotal ou religiosa; aos idosos e aos doentes, para que encontrem a ajuda e a compreensão de que necessitam".
In: Agência Ecclesia
Livro de Bento XVI já vendeu 2 milhões de exemplares
"Jesus de Nazaré", a primeira obra assinada por Joseph Ratzinger depois da sua eleição como Papa, já vendeu mais de 2 milhões de cópias desde Abril de 2007. Ao longo do actual ano, o livro será lançado em 50 países, desde a Albânia ao Japão, passando pelo Brasil, Nova Zelândia, Egipto ou Indonésia.
Em Portugal, a obra foi editada pela Esfera dos Livros em finais de Outubro passado.
O Papa, neste livro, procura responder às tendências do actual contexto cultural, que procuram distanciar o Jesus da história do Cristo da fé, quase ignorando as respostas "institucionais" sobre a figura central do Cristianismo.
Os factos históricos, contudo, podem estar ao serviço da fé. Ao longo de 10 capítulos, Bento XVI mostra-se atento aos dados da pesquisa moderna sobre Jesus e apresenta o Jesus dos Evangelhos como o verdadeiro Jesus histórico, "uma figura sensata e convincente a que podemos e devemos fazer referência com confiança e sobre a qual temos motivos para apoiar a nossa fé e a nossa vida cristã".
"Acreditar que era precisamente como homem que Jesus era Deus", assinala, "vai para além das possibilidades do método histórico". O Papa considera que no texto bíblico se encontram todos os elementos para afirmar que a personagem histórica de Jesus é também "efectivamente o Filho de Deus que veio à terra para salvar a humanidade".
Bento XVI expõe um resumo dos diversos resultados da investigação científica sobre quem era o evangelista João. Abrem-se ao leitor novos horizontes que revelam Jesus, de modo cada vez mais claro, como o "Verbo de Deus" feito homem para a nossa salvação, como o "Filho de Deus", que veio a reconduzir a humanidade à unidade com o Pai.
O Jesus que encontramos nos Evangelhos é, para o Papa, "muito mais lógico do ponto de vista histórico e também mais compreensível do que as reconstruções com que nos tivemos de confrontar nos últimos anos".
Bento XVI entra na discussão à volta, numa questão, que desde logo, desperta a atenção: há uma verdadeira história de Jesus? A verdadeira história de Jesus não está na Bíblia? A figura dos Evangelhos é credível?
"Eu tenho confiança nos Evangelhos", afirma, com convicção.
In: Agência Ecclesia
O culto da solidariedade em 2008
"Unidos na Diversidade" é o lema proposto pela Comissão Europeia para 2008, Ano Europeu do Diálogo Intercultural.
O diálogo entre culturas surge como instrumento indispensável na perspectiva de uma aproximação dos povos e dos cidadãos, entre si e entre as culturas subjacentes.
Com a sua promoção, a Comissão visa contribuir para a compreensão mútua e para uma melhor vivência em conjunto. Nesse sentido, explorará as vantagens da diversidade cultural, da diversidade migratória, da participação cívica activa de todos os cidadãos e procurará promover o sentido de pertença.
Com esta iniciativa, eventualmente serão apoiadas expressões de diálogo entre os vários povos europeus e aplaudidas acções que visem o exercício activo da cidadania na certeza de que, na causa comum, ninguém se deverá alhear da sorte comum e na certeza de que a causa comum nunca será causa comum enquanto grupos ou estados, por mais iluminados ou desenvolvidos que se apresentem, se arroguem exclusividades, abafando ou ignorando competências e iniciativas, de cidadãos ou de organizações.
Perspectivar o ano 2008 no que à actividade solidária diz respeito implica olhar a realidade e analisar como ela se desenvolve. E, entre nós, a realidade também é uma expressiva e dinâmica cultura da solidariedade: no exercício da cidadania ou movidos por espírito de caridade ou de solidariedade, irmanados na sorte dos irmãos ou concidadãos, homens e mulheres têm vindo a dar-se as mãos para marcar a construção de um presente e de um devir mais pleno e mais feliz. Assim, apareceram muitas dinâmicas. Provavelmente, algumas começaram por ser assistencialistas, mas depois desenvolveram-se em organizações de acolhimento e de apoio educativo de crianças e jovens, de actividades e ocupação promocional de tempos livres, de acompanhamento e favorecimento do convívio, de apoio e integração progressiva de imigrantes oriundos das mais diversas proveniências, da residência e da valorização de idosos, de acolhimento, promoção, formação e encaminhamento para a vida activa de pessoas com deficiência.
Num aparente crepúsculo de debates ideológicos, vão surgindo e vão sendo desenvolvidas iniciativas entre nós que se enquadram numa opção veladamente estatizante: na comunicação, na educação, na saúde, na solidariedade...
É o que se pode concluir de medidas tomadas em áreas como as que se relacionam, por exemplo, com a propriedade de meios de comunicação social, com a assistência espiritual aos doentes internados em estabelecimentos de saúde do Estado e com a propriedade de farmácias, com o prolongamento do horário escolar e a "exclusividade" do Estado na educação de crianças e jovens, com a transferência de competências do Estado, central para local...
Tudo vai sendo implementado a pretexto de inadiáveis e justas reformas mas sempre com a ideia de que se o Estado tem o poder é porque também tem o direito, o dever e o saber... Tendencialmente com exclusividade, apenas restando para outros agentes algumas sobras pontuais. Assim, colateralmente, tanto são desincentivados o voluntariado e a solidariedade como a própria caridade.
Em causa está a cultura da solidariedade com evidentes danos na sorte dos portugueses.
Para que, em 2008 e nos anos seguintes, a sorte dos portugueses seja acautelada com uma actividade solidária que é certeza de compromisso na sorte de um mundo mais humano e de um devir mais feliz...
In: Agência Ecclesia