Notícias eclesiais

Vigília de Oração pelas Vocações


Ao celebrarmos a 45ª Semana de Oração pelas Vocações, sob o tema proposto pelo Santo Padre "Vocações ao Serviço da Igreja – Missão", a Igreja Diocesana une-se, de especial forma, ao seu Bispo, para pedir ao Senhor a generosidade e alegria, necessárias para que cada baptizado se sinta chamado a descobrir a sua missão eclesial no mundo.

Assim, no próximo dia 10 de Abril pelas 21h30, na igreja do Carmelo de Santa Teresa celebrar-se-á uma Vigília de Oração presidida pelo nosso Pastor D. Albino Mamede Cleto.
O Secretariado Diocesano da Pastoral das Vocações da Diocese de Coimbra convida todas as comunidades a participar nesta celebração para que em comunhão-orante, suplicar do Senhor a graça de muitos homens e mulheres felizes, porque fiéis à Vocação a que Deus os chama.

                                                                                                                                  In: O Correio de Coimbra

 

Leiria-Fátima reza pelas vocações durante Abril

Abril vai ser um mês inteiramente dedicado à grande oração vocacional na Diocese de Leiria-Fátima. As comunidades de vida consagrada comprometeram-se a reservar um tempo especial, cada uma no seu dia, a esta actividade espiritual. As paróquias, nomeadamente na semana de 6 a 13, que termina no dia mundial de oração pelas vocações, tomarão as suas próprias iniciativas, conforme a criatividade e as possibilidades locais. Nas vigararias de Porto de Mós e Marinha Grande, nos dias 11 e 18, respectivamente, haverá vigílias especialmente destinadas aos adolescentes e jovens, presididas pelo Bispo D. António Marto. No Santuário de Fátima, no dia 19, também sob a presidência do Bispo diocesano, haverá a celebração do jubileu das vocações, abrangendo sacerdotes, religiosos, religiosas e casais que este ano comemoram 25, 50 ou 60 anos do seu compromisso.

Tendo em conta o calendário divulgado, os catequistas de adolescentes, animadores de jovens, párocos e outros líderes de grupos ou movimentos poderão entrar em contacto com as referidas comunidades de vida consagrada em ordem à participação nos momentos de oração por elas programados. Também outras pessoas interessadas se podem associar a alguma comunidade ou organizar momentos intensos de oração.

Deste modo se corresponde ao ensinamento e recomendação do bispo D. António Marto, na sua carta pastoral sobre a beleza e a alegria da vocação cristã: "Sabemos pela fé que toda a vocação é dom de Deus como aliás toda a vida e vitalidade da Igreja. Por isso, devemos implorar também este dom. É um compromisso que se deve estender a todo o povo de Deus e ser assumido por cada comunidade. Por este caminho passa o processo misterioso de toda a vocação apostólica. A vocação nasce da invocação, isto é, da oração. Esta, se inserida num caminho de fé, abre os corações a Deus, põe-nos à escuta e torna-os disponíveis a qualquer solicitação da graça. Feita a nível comunitário, cria o ambiente propício para qualquer semente que o Senhor aí queira semear. Assim, a cultura da oração gera também uma cultura vocacional.

Faço, pois, um sentido apelo a toda a Diocese e a todas as comunidades e movimentos para dar vida a uma "Grande Oração pelas Vocações": uma oração vivida com intensa confiança e perseverança, capaz de envolver pessoalmente todos os membros do povo de Deus e a realizar com oportunas modalidades comunitárias, de modo programado e calendarizado ao longo do ano e não episódico ou pontual".

Também Bento XVI, na Mensagem para o dia mundial de oração pelas vocações, que se celebra no próximo dia 13, afirma: "A graça das vocações é o dom que a Igreja invoca diariamente ao Espírito Santo. Desde o seu início a comunidade eclesial, recolhida em torno da Virgem Maria, dela aprende a implorar do Senhor o florescimento de novos apóstolos, que saibam viver no seu íntimo aquela fé e aquele amor necessários para a missão".

Na verdade, pela oração intensamente vivida como relação pessoal, as pessoas e comunidades experimentam a proximidade de Deus e escutam a sua voz de amor, como disse Deus ao profeta Oseias, falando do povo sob a imagem da esposa que Deus quer cativar: "É assim que a vou seduzir: ao deserto a conduzirei, para lhe falar ao coração" (Os 2,16). A oração é o grande ambiente em que Deus manifesta a sua ternura pelos homens e dirige o chamamento a cada um, para viver na amizade com Ele e lhe confiar uma missão no mundo, que concretiza a sua vocação pessoal.

P. Jorge Guarda,

Coordenador do Serviço de Animação Vocacional

In: Agência Ecclésia

 

Corpo de Voluntários para o Dia da Igreja Diocesana


Nos próximos dias 17 e 18 de Maio, o Luso vai ser lugar de reunião de toda a diocese num encontro de celebração de uma mesma fé, vivida com outros que são Igreja connosco. Os jovens e a família estarão no centro destes dois dias que, no entanto, contam com a participação de cada membro da nossa diocese. O programa inclui espaços de festa e de oração e momentos de contacto entre grupos e movimentos. Porque queremos envolver e partilhar trabalho e responsabilidades, oferecemos-te a possibilidade de pertencer a um corpo de voluntários que funcionará nos dias do encontro e a quem serão atribuídas algumas tarefas. O grupo iniciará uma caminhada de conhecimento e de oração algum tempo antes do grande dia. Se tens mais de 16 anos e queres fazer parte deste corpo de voluntários, inscreve-te até ao dia 14 de Abril enviando a para igrejadiocesana@sdpjcoimbra.net.

In: O Correio de Coimbra

 

Cardeal Saraiva Martins no 13 de Maio

A Peregrinação de Fátima será presidida pelo prefeito da Congregação para as Causas dos Santos

O Cardeal Saraiva Martins irá presidir à Peregrinação Internacional Aniversária do próximo mês de Maio, a celebrar dias 12 e 13, no Santuário de Fátima. Durante este ano, o Santuário de Fátima propõe aos peregrinos a reflexão sobre o 8º Mandamento da Lei de Deus: «Não levantar falsos testemunhos - "Viver na verdade"». No oitavo ano do terceiro milénio, e no seguimento dos sete anteriores, o Santuário chama a atenção dos peregrinos para o oitavo mandamento da lei de Deus: «Não levantarás falso testemunho» (Êx 20,16).

Actualmente, o cardeal português é prefeito da Congregação para as Causas dos Santos. Nascido em Gagos (diocese da Guarda), a 6 de Janeiro e 1932, o Cardeal Saraiva Martins entrou no Seminário Claretiano das Termas de São Vicente, em Outubro de 1944. Em 1954 estabelece-se em Roma, e desde aí tem residido nessa cidade.

Em 16 de Março de 1957 é ordenado sacerdote. Apaixonado pela teologia, inicia o ensino com 26 anos: em 1958 é professor de Metafísica no Seminário Maior da província italiana dos Claretianos. Doutorou-se em Roma, na Universidade de S. Tomás de Aquino. É ordenado bispo a 2 de Julho de 1988.

In: Agência Ecclésia

 

Novo Reitor do Santuário de Fátima apresenta-se...

E já pensa nas comemorações do centenário das aparições

O novo reitor do Santuário de Fátima, Pe. Virgílio Antunes, já começou a pensar nas comemorações do centenário das aparições de Fátima e tem confiança que os processos de beatificação e canonização dos pastorinhos vão continuar. Em declarações à ECCLESIA realça que "já começámos a pensar no assunto e esboçar alguns elementos fundamentais, tanto ao nível do santuário como da cidade de Fátima". E acrescenta: "gostaríamos de celebrar com dignidade todos esses acontecimentos que se vão avizinhar".

O Pe. Virgílio Antunes foi designado pelo Bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, para o cargo, após aprovação da Conferência Episcopal Portuguesa. "As expectativas são muitas porque é um trabalho muito desafiante e de muita responsabilidade" – afirmou. Tomará posse no início do próximo ano pastoral (Setembro) para um mandato de cinco anos e substitui Mons. Luciano Guerra.

Já trabalhava no Santuário de Fátima, mas considera a "mudança um bocado grande" porque "exige muito das pessoas". Em relação ao futuro, o Pe. Virgílio Antunes não está "preocupado com a imagem que interessa passar para fora", mas que os peregrinos se "sintam bem neste local". Acima de tudo que "fortaleçam a sua fé" – avança.

Depois das grandes obras no Santuário, o novo reitor considera que este "está dotado das construções e infra-estruturas que se consideram razoáveis". No entanto, as novas infra-estruturas e os dinamismos pastorais "têm de caminhar juntos". E completa: "Sem as infra-estruturas não temos as condições necessárias para a pastoral".

Ao nível dos projectos pastorais, o Pe. Virgílio Antunes sublinha que o fundamental é o "acolhimento aos peregrinos". O santuário tem de estar disponível "com todos os meios suficientes e necessários" para acolher as pessoas. A pastoral terá de passar também pelas seguintes dimensões: "sacramento da reconciliação, preservação do ambiente e privilegiar o silêncio".

Com o aproximar das celebrações do centenário das aparições, o novo reitor deseja que "a mensagem de Nossa Senhora para este tempo fosse mais conhecida e acolhida". Todas as comemorações têm de "estar ao serviço da mesma finalidade". Para estas comemorações, a autarquia também está envolvida. "A cidade já está bastante atenta à realidade do urbanismo e dos espaços de tranquilidade" – frisou.

In: Agência Ecclésia

Jorge Ortiga reconduzido na presidência da CEP

D. Jorge Ortiga, Arcebispo de Braga, foi reconduzido na presidência da Conferência Episcopal Portuguesa para o próximo triénio (2008-2011). A eleição decorreu no início dos trabalhos da 168ª Assembleia Plenária da CEP, que se prolonga até 3 de Abril.

O Arcebispo de Braga foi eleito ao segundo escrutínio, com 16 votos, entre 29 eleitores, número suficiente para a maioria absoluta.

Para a vice-presidência da CEP foi eleito D. António Marto, Bispo de Leiria-Fátima.

Para o próximo triénio, D. Jorge Ortiga pretende "dar continuidade" ao projecto anterior: Iniciação cristã. E realça: "fazer com as dioceses em Portugal trabalhem em sintonia".

Quando faltam regulamentar alguns pontos da Concordata, o Presidente da CEP tenciona "intensificar os contactos com o governo". "A Concordata é uma lei de Direito Internacional e exige uma regulamentação" – disse à Comunicação Social no dia da reeleição.

Enquanto não surgir essa regulamentação aplica-se a anterior. "Pretendemos que surja uma regulamentação nova ou então que alguns funcionários não estejam a exorbitar das suas funções" – lamentou D. Jorge Ortiga. Apesar da promessa do Governo que neste primeiro semestre "muita coisa será feita", o presidente da CEP salienta: "estaremos atentos".

Quando os jornalistas lhe perguntaram se esperava por este resultado, D. Jorge Ortiga disse que "não se trata de esperar ou não esperar, mas vontade para servir". E acrescenta: "nunca disse a ninguém que estava cansado".

Com um ambiente nem sempre favorável à Igreja, o Presidente da CEP realça que a Igreja "se preocupa muitas vezes com a dimensão externa". No entanto, quando "estamos em desacordo com algumas situações não é para atacar ninguém".

In: Agência Ecclésia

 

Bispos lamentam «quebra de confiança» na educação

CEP deixa recados ao Governo e pede recuperação do clima de diálogo

A 168ª Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) encerrou-se, a 3 de Abril, em Fátima com um apelo dos Bispos para alunos e professores do nosso país, lamentando a "quebra de confiança" que se verifica entre Governo e professores.

Em conferência de imprensa, D. Carlos Azevedo, Secretário da CEP, frisou que "o grande problema da educação é o Estado", destacando que "a razão de ser das escolas são os alunos, aqueles de quem nós estamos ao lado, porque os professores são por causa dos alunos e aos pais pedimos um papel de mais acompanhamento dos filhos".

A posição dos Bispos, refere o secretário da CEP, fica claramente demarcada no comunicado final, com críticas implícitas "a uma confiança que foi quebrada entre professores e governo", esperando que a mesma seja recuperada "o mais rapidamente possível".

No documento, os Bispos dirigem-se directamente aos professores, com "uma palavra de estímulo e de confiança".

"A educação escolar, antropologicamente fundamentada e apostada no desenvolvimento integral da pessoa humana de todos e cada um dos alunos é uma exigência absoluta para o futuro da sociedade portuguesa", pode ler-se no documento.

A CEP destaca "o que já se faz bem feito e com bons resultados, tanto em escolas estatais como em escolas particulares", indicando que a vocações dos professores "deve ser reconhecida e incentivada por toda a sociedade".

"Só num clima de confiança e de exigência mútuas e de esperança é possível melhorar a educação", aponta o comunicado.

D. Jorge Ortiga, presidente da CEP, repetiu uma afirmação de D. José Policarpo, frisando que os professores são essenciais para "o futuro do nosso país".

Retomando outra das ideias manifestadas durante a assembleia, "passámos de uma paixão pela educação a um histerismo", o Arcebispo de Braga diz que "os fenómenos de violência são factos, mas também um sintoma de que a própria sociedade precisa de se alicerçar em valores".

Assinalando que a educação "é uma exigência absoluta para o futuro da sociedade portuguesa", o comunicado da CEP defende um "ambiente de disciplina" entre os alunos, que convida ao "esforço e dedicação ao estudo".

Falando "num tempo de profundas mutações e incertezas", os Bispos pedem das novas gerações "sólidos conhecimentos de base", "espírito crítico e criativo" e "activa participação cívica".

D. Carlos Azevedo sublinha que esta posição não se deve a qualquer polémica recente, mas procura dar "aos professores, pais, estudantes e movimentos católicos uma palavra de orientação e de confiança, para que sejam agentes de confiança nas suas escolas".

Segundo este responsável, "deve haver uma reflexão mais aprofundada" e "um clima de ponderação" sobre a educação, pedindo que sejam debatidas questões "que dizem respeito a toda a sociedade portuguesa".

"Na nossa reflexão foi tido em conta como é hoje difícil ser professor", aponta, lamentando que "muitos desistam de ser professores dada a dificuldade em ser bom".

D. Jorge Ortiga referiu que, no caso de ser pedida a mediação da Igreja "e for útil, não deixaremos de prestar esse serviço", admitindo que não perspectiva esse cenário "na sociedade em que vivemos".

Por último, ambos pedem um "projecto educativo original e específico" às escolas católicas.

In: Agência Ecclésia

 

Cultura cristã como disciplina obrigatória nas escolas católicas

O secretário da Congregação para a Educação Católica, D. Jean-Louis Bruguès, defendeu, recentemente, em Roma que é necessário "tornar obrigatório o ensino da cultura cristã" como forma de "iniciar o caminho de plena recuperação da especificidade das escolas católicas".

Sublinhando que as escolas católicas "apenas cumprirão as suas finalidades se mantiverem a sua especificidade", D. Jean-Louis Bruguès apontou como temas a tratar na disciplina de cultura cristã "a missa, a vida monástica, a Igreja como protagonistas histórica, a música religiosa".

Deste modo, disse, "a cultura cristã assume o papel de primeira aproximação, de primeiro anúncio da fé".

O Arcebispo destacou que em vários países de maioria islâmica as escolas católicas não têm direito de falar nessa cultura cristã, assinalando que "nestas situações falta a razão de ser das escolas católicas".

In: Agência Ecclesia

 

Beatificação de João Paulo II entra em nova fase

O postulador da causa de beatificação de João Paulo II, Pe. Slawomir Oder, revelou ter já entregue no Vaticano a chamada "positio" sobre o caso, uma relação que recolhe toda a documentação existente no processo. Trata-se de um volume com cerca de duas mil páginas.

Em declarações à Rádio Vaticano, o Pe. Oder diz que entregou uma "estrutura semi-definitiva" deste volume, que precisa ainda de "limar pequenas arestas", encontrando-se "completo" de uma forma geral.

Neste momento, compete ao relator da Congregação para as Causas dos Santos, Pe. Daniel Ols, dar uma aprovação definitiva, após o exame de todo o material, que permita a sua apresentação oficial.

"É prematuro falar de uma data precisa para a entrega definitiva" da "positio" sobre as virtudes (testemunhos, material histórico), concluiu o Pe. Oder, embora admita que não se está a falar de "muito tempo".

O prefeito da Congregação para a Causa dos Santos, Cardeal José Saraiva Martins, explicou que o processo de beatificação de João Paulo II ainda não tem data prevista para a conclusão, mas assegurou que assim que a "positio" chegue ao Vaticano "não se perderá tempo".

O Cardeal português acrescentou que o seu dicastério "deseja que João Paulo II chegue o mais rapidamente possível aos altares e possa ser chamado Beato, para responder assim ao clamor dos fiéis", que durante o funeral do Papa pediam que fosse "Santo subito".

A "positio" procura mostrar como é que João Paulo II viveu o cristianismo enquanto padre, Bispo e Papa, "exercendo as virtudes que possam defini-lo como beato".

O Pe. Oder mostra-se "satisfeito" com o trabalho realizado ao longo destes quase três anos, procurando definir com maior clareza o perfil de santidade do Papa polaco.

"Se alguém esperasse uma supresa, uma novidade, algo de extraordinário, talvez venha a ficar desiludido", adianta.

"Aquilo que transparece é que o João Paulo II que conhecemos foi uma pessoa extremamente coerente, não houve uma vida dupla, uma vida sob o olhar do mundo, que o seguia com atenção, benevolência e curiosidade, e outra vida em privado", assegura o postulador da causa.

Após a entrega definitiva da "positio" sobre as virtudes, seguir-se-á a entrega de um documento semelhante sobre o caso da alegada cura da religiosa francesa Marie-Simon-Pierre, que, após invocar João Paulo II, viu desaparecer todos os sintomas e dores da Doença de Parkinson, da qual sofria de forma muito avançada.

Segundo o Pe. Oder, a "positio" sobre o milagre levará menos tempo a elaborar do que a documentação que tem actualmente em mãos.

                                                                                                                                        In: Agência Ecclesia