Página eclesial
Natal
Em que dia nasceu Jesus?
Naquele tempo não havia
Registo de nascimento, nem
Se celebrava o dia de anos,
Como nos nossos dias!...
Por volta do ano 350, quando os cristãos começaram a ser mais
Numerosos do que os pagãos,
Mudou-se o sentido da festa
Do sol, que era celebrada entre
Os pagãos, como deus, no
Dia 25 de Dezembro, e fixou-se
Nesse dia a celebração do Natal,
Porque "Jesus Cristo é o verdadeiro Sol que ilumina todo o homem".
Hermenegildo Coelho
Casa do Gaiato
(O Autor e a sua Obra)
Padre Américo (ou Pai Américo, como, de um modo geral, lhe chamavam), cujo nome completo é Américo Monteiro de Aguiar, nasceu a 23 de Outubro de 1887na freguesia de Galegos (Penafiel).
Após os estudos preliminares envereda pela carreira comercial; e segue para Moçambique em 1906. Regressa a Portugal, com 36 anos de idade, e ingressa no Convento Francisco de Vilariño de Ramalhosa, Espanha, onde toma a hábito a 14 de Agosto de 1924, que viria a deixar pouco depois.
Recusada a sua entrada no Seminário do Porto, requer a admissão no de Coimbra.
Ordenado presbítero a 28 de Julho de 1929, dedica-se ao apostolado da Caridade junto das famílias em dificuldade, nos seus tugúrios; visita hospitais e cadeias; e, em 1932, toma conta da Sopa dos Pobres, na Rua da Matemática, Coimbra, fundada pelo seu Prelado, D. Manuel Luís Coelho da Silva. De 1935 a 1939 promove as Colónias de Campo do Garoto da Baixa (Coimbra), em S. Pedro de Alva (Penacova), Vila Nova do Ceira e Miranda do Corvo – primeiras colónias de montanha do nosso País. Depois converte estas acções – que considera imperfeitas por funcionarem só no verão – numa Obra de assistência permanente, de orientação sistematizada: a primeira Casa do Gaiato, de Miranda do Corvo, fundada em 7 de Janeiro de 1940, para crianças abandonadas e sem família – o "Lixo das ruas".
Hoje (1995) são cinco em Portugal, nomeadamente em Miranda do Corvo, Paço de Sousa, Santo Antão do Tojal (Loures), Beire (Paredes) e Setúbal.
Em África (Angola e Moçambique) estão a ressurgir das cinzas novas Casas do Gaiato, onde, até às independências", foi uma Obra florescentíssima e imensamente apreciada, tanto por nacionais como por estrangeiros.
O número actual, de Rapazes, em todas as Casas, aproxima-se do milhar. Em 1941 funda o Lar do ex-Pupilo dos Reformatórios, em Coimbra, primeira instituição de apoio supelativo aos jovens sem-eira-nem-beira que saíam dos estabelecimentos de recuperação dos Serviços Juridiscionais de Menores, a cuja entidade entregou o Lar em 1950.
Em 1945 abre o primeiro Lar do Gaiato, no Porto, para rapazes que, tendo já dado provas na Casa do Gaiato de Paço de Sousa, estudam e trabalham na cidade. Presentemente (Fevereiro de 1995) há quatro Lares: no Porto, em Coimbra, em Lisboa e em Setúbal. Em 1951 funda o "Património dos Pobres" sob o lema "Cada freguesia cuide dos seus Pobres" – "Obra urgente e inédita" que aloja os sem-abrigo – e sacode o País da inércia quanto ao problema habitacional dos indigentes… Foram construídas mais de 3500 moradias em Portugal (Continente), Madeira, Açores, Angola e Moçambique, propriedade das Comissões Fabriqueiras, visto que o Património dos Pobres é uma Obra essencialmente paroquial e, actualmente, envereda pelos chamados "pequenos auxílios" a famílias de trabalhadores que se dispõem, heroicamente, a erguer as suas próprias moradias em regime de Autoconstrução.
A última inspiração foi o Calvário – para Doentes pobres incuráveis e abandonados – que funciona na Quinta da Casa do Gaiato de Beire (Paredes), desde 16 de Julho de 1957.
Padre Américo faleceu no Hospital Geral de Santo António, no Porto, em 16 de Julho de 1956, em consequência dum acidente de viação que o vitimou quando, na companhia de um "Gaiato", se dirigia para mais uma das suas missões. Jaz em campa rasa na Capela da Casa do Gaiato de Paço de Sousa.
O Jornal O Gaiato – órgão da Obra de Padre Américo – foi por ele lançado em 1944. Já no 51.º ano de publicação, tem actualmente (1995) uma tiragem média, por edição superior a 72 000 exemplares…
Hermenegildo Coelho
Marcha pela Paz evoca diálogo inter-religioso
Contando pela primeira vez com a participação da comunidade judaica e com presidente da comunidade muçulmana de Lisboa, a Marcha e oração organizada pela Comunidade de Santo Egídio juntou cerca de 300 pessoas que no dia 1 de Janeiro se quiseram manifestar pela paz.
"É complicado as pessoas irem para a rua espontaneamente, mas muitas dos que apareceram não estiveram à espera da divulgação da iniciativa por parte da Comunidade de Santo Egídio", sublinha à Agência ECCLESIA, Isabel Bento, representante da comunidade em Portugal. "Este sinal demonstra que algumas pessoas já esperam a marcha, que marca a cidade de Lisboa", como um caminho conjunto pelo diálogo e pela paz.
Isabel Bento sublinha o espírito de união e amizade, num sinal do ambiente de diálogo inter-religioso que Lisboa vive, mas também o país. "Nota-se o bom relacionamento que existe na forma pública de estarmos juntos e de mostrar que somos todos pela paz", desejo expresso por João Paulo II "e que Lisboa recebeu com muito entusiasmo".
Esperam-se agora outras iniciativas, porque outras organizações e comunidades religiosas estão também empenhadas neste trabalho e no diálogo inter-religioso, algumas em parceria com a Comunidade de Santo Egídio. "É uma forma de estar no mundo, na cidade e poder divulgar mensagem cada vez mais, salientando que a paz e o diálogo são possíveis, sendo talvez as grandes armas contra a guerra e a violência", conclui.
Reflexo: Ano Novo
A passagem de ano... uma experiência de limitação e da incapacidade de controlar a história
É muito difícil adivinhar o que se escondeu por detrás do rosto, traje e ritmo, na celebração da passagem de ano. Dos que partiram para longe e dos que ficaram. Dos que se ocultaram na agitação de anónimos em salas, praças, ruas e castelos de fantasia inventados para a circunstância. Tudo na escorregadia passagem do tempo que, à esquina, tanto promete e nada garante. Que será afinal um ano que passa, um número que muda e conduz à exaustão física, psicológica, económica, os agentes deste ritual complexo que a todos envolve e questiona? No momento de falar todos tartamudeiam os mesmos lugares comuns nos desideratos para um Ano Novo. Mas todos, possivelmente, encobrem um oceano de inquietações, anseios, procuras, incertezas, medos recônditos. Trata-se de espantar os monstros que podem surgir na neblina de cada novo minuto que o rodar do tempo transporta. Ninguém é dono do tempo e dos factos. As notícias escorrem, com uma sensualidade estranha, sobre os naufrágios, os acidentes de estrada, os fogos, os crimes, os cataclismos e as lágrimas de tantos fustigados pela dor.
E sabemos que muitos dramas ficaram por dizer e muitas alegrias por contar. E tantos acontecimentos de festa e ternura tratados com o desprezo de causas insignificantes.
O que dá importância à celebração dos acontecimentos e os transforma em liturgia é a sua capacidade de se projectarem para além do seu tempo real. E esse valor mede-se pela intensidade com que se vivem. A passagem de ano tem realmente um significado dentro de cada ser humano que experimenta a sua limitação de tempo e a sua incapacidade de controlar a história. Sempre no ímpeto irreprimível de felicidade. Há algo de transcendente dentro de cada ser como vocação de infinito que o leva a olhar o imediato como medida estreita para os horizontes que interiormente vislumbra. A chegada do Ano Novo parece-se muitas vezes, exteriormente, com um Carnaval selvagem e uma explosão celebrativa próxima da histeria. Mas esconde anseios no coração de cada ser que o remetem à sua vocação humana de infinito. As fronteiras do absurdo e do sublime confundem-se por vezes na complexa condição humana. Aos cristãos incumbe colocar o tempo, o espaço e divertimento no seu lugar certo. Com a força dum espírito que olha e celebra o longe.
António Rego
Santuário promove concurso
Pretendendo celebrar os noventa anos das aparições do Anjo e de Nossa Senhora do Rosário aos três pastorinhos de Aljustrel – o Santuário de Fátima está a promover um conjunto de iniciativas sob o tema geral "Deus é amor misericordioso".
Uma vez que os protagonistas das aparições foram crianças da faixa etária correspondente à idade de frequência do 1.º ciclo, o Santuário de Fátima, em parceria com o Agrupamento AJEFátima e o Externato S. Domingos de Fátima, decidiu lançar um segundo concurso, de âmbito nacional, para as escolas sobre as Aparições de Nossa do Rosário de Fátima.
Para mais informações consulte o site:
www.santuario-fatima.pt.
2007, ano em cheio para Bento XVI
Novos Cardeais, um livro, viagens, documentos pontifícios e mudanças na Cúria Romana esperam o Papa em 2007. A agenda de Bento XVI inclui, além disso, centenas de encontros, audiências e celebrações litúrgicas.
Do panorama dos próximos 12 meses destacam-se, desde logo, as duas viagens pontifícias: em Maio, ao Brasil, e à Áustria, em Setembro. No maior país católico do mundo, o Papa irá inaugurar os trabalhos da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano, que terá lugar de 13 a 31 de Maio de 2007 no Santuário da Aparecida (Brasil).
A viagem à Áustria terá mais um carácter de peregrinação mariana. Admite-se que Bento XVI volte à Alemanha e possa visitar as Nações Unidas, somando-se convites da Terra Santa e da África, para além da conhecida vontade da Conferência Episcopal Portuguesa de recebê-lo em Fátima. Na Itália, o Papa visitará Assis no próximo mês de Junho.
Já em Janeiro tem lugar o aguardado discurso ao corpo diplomático na Santa Sé, em que o Papa traça uma espécie de balanço da situação internacional. A partir deste mês, Bento XVI começa a receber Conferências Episcopais de todo o mundo (no ano passado foram recebidos 360 Bispos), em visita "ad limina" – os Bispos portugueses deslocam-se ao Vaticano de 3 a 12 de Novembro.
O ritmo é elevado e o desgaste também. Basta lembrar que no ano passado, mais de 3,2 milhões de pessoas se encontraram com o Papa no Vaticano e em Castel Gandolfo, para além das que o fizeram nas quatro viagens apostólicas (Polónia, Espanha, Alemanha e Turquia).
2007: Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos
2007 será o "Ano Europeu da Igualdade de Oportunidades para Todos – Para uma Sociedade Justa". O objectivo é sensibilizar, atrair atenção política e mobilizar intervenientes essenciais para as questões da igualdade e da não-discriminação.
Esta iniciativa assinala e integra, nos termos do artigo 2º do Tratado que institui a Comunidade Europeia, uma das principais missões da Comunidade, "a promoção da igualdade entre homens e mulheres". Além disso, o artigo 21º da Carta dos Direitos Fundamentais da UE proíbe toda e qualquer discriminação e o seu artigo 23º estabelece a regra de que a igualdade deve ser garantida também em todos os outros domínios, designadamente: raça ou origem étnica, religião ou crença, deficiência, idade ou orientação sexual.
Como objectivos do Ano Europeu estão "sensibilizar para o direito à igualdade, para a não discriminação e a problemática das discriminações múltiplas", "fomentar o debate sobre formas de aumentar a participação na sociedade e em grupos vítimas de discriminação", "promover uma sociedade mais coesa com a sensibilização para a importância de serem eliminados estereótipos, preconceitos e violência".
Em Portugal, pela Resolução do Conselho de Ministros nº88/2006 publicada no DR nº137 de 18 de Julho, foi constituída, a título de entidade nacional de execução do Ano Europeu, uma Estrutura de Missão composta por várias entidades representativas da sociedade portuguesa.
Favorecer a «fantasia da caridade»
A Igreja prepara-se para a celebração do 93º Dia Mundial do Migrante e Refugiado
Se existe um sector pastoral da acção das comunidades cristãs onde se verifica a "fantasia da caridade" é precisamente aquele das migrações. Temos vindo a assistir - numas dioceses mais do que outras - a uma série de acções brotadas da caridade mais gratuita e incansável, não obstante as dificuldades de comunicação, de inculturação e diálogo, próprias do relacionamento entre pessoas de culturas, religiões e línguas diferentes. Na procura de respostas para necessidades prementes a nível social e cultural, muitos cristãos redescobriram a fraternidade bíblica e encontram-se em processo de realfabetização da universalidade da sua fé em Jesus Cristo. Ele quer acolher-nos no estrangeiro que pede acolhimento e um lugar na comunidade.
Ao longo da última década, caracterizada por diversificadas e intensas vagas de imigrantes para Portugal e de portugueses rumo ao estrangeiro, os cristãos têm-se multiplicado em surpreendentes solidariedades concretas, em eficazes eventos de acolhimento e em liturgias missionárias de integração. Quanto às acções de defesa dos direitos humanos - que encontra ainda resistência em algumas comunidades - pessoas e organizações católicas têm-se debruçado sobre a legislação e práticas administrativas, fruto da alternância politica e irresponsável de certos governos, que têm impedido "o direito a viver em família". A teimosa e securitária manutenção de diferentes regimes jurídicos para "permanentes" e "residentes", alimentados por vistos, prazos excessivos e restrições injustas, as exigências discricionárias para a concessão do "reagrupamento familiar" e a discriminação no acesso a apoios familiares têm impedido o "desenvolvimento harmónio" das famílias imigrantes, sobretudo, aquelas de países "estrangeiros" à União Europeia, designados comummente por países terceiros.
É à "família migrante" que o Papa Bento XVI dedica a sua Mensagem para o 93º Dia Mundial do Migrante e Refugiado, a ser assinalado pela Igreja, no próximo domingo 14 de Janeiro. Este é um tema comum e recorrente noutras mensagens por ser fulcral na visão e acção da Igreja. É, sem dúvida, no contexto da mobilidade humana hodierna, seja nas migrações forçadas ou voluntárias, seja nas temporárias ou permanentes, seja no seio da União Europeia ou fora das suas fronteiras, que a família é alvo das maiores ameaças e perigos de "desagregação" dos valores da vida, do amor e cultura. As famílias em situação de mobilidade vivem a mesma problemática hodierna de qualquer outra família. Porém, pelo facto de "ser estrangeira" cá ou lá, aumenta a vulnerabilidade, ameaça a unidade, a transmissão dos valores e favorece a xenofobia e a discriminação espacial, laboral e racial.
A Igreja permanece atenta: à distância geográfica entre familiares, à separação mesmo se provisória, à solidão afectiva, ao isolamento na comunidade local, à falta da rede solidária familiar, ao divórcio crescente, aos filhos nascidos fora do casamento, à situação das mães e pais solteiros, às uniões de facto, à violência doméstica, aos idosos abandonados, aos filhos órfãos, às mulheres prostituídas por causa dos filhos, às vitimas do tráfico de pessoas ou escravidão causada pelos próprios familiares, aos doentes e estudantes. No entanto, é especialmente, a crise na própria definição de "família" - conceito em mutação - favorecida por legislações laicas e "individualistas", que exigem da parte da Igreja uma maior reflexão transversal e proximidade pastoral. A ser feita através da mobilização dos movimentos laicais de espiritualidade familiar, de campanhas de valorização da oração em família, da aposta profunda na catequese familiar e formação dos jovens e noivos, e de sinais concretos visíveis - equipas e centros paroquias - de acolhimento humano para com os matrimónios mistos com disparidade de culto, as famílias monoparentais e os divorciados recasados, entre outros. Compete à Igreja, afirma o Papa na sua mensagem, de maneira atenta e eficaz aliviar as "feridas do coração".
As migrações motivam a redescoberta da família como "comunidade de laços" onde, mesmo sem certos clássicos contornos institucionais, se ousa viver, em estado de vocação e santidade, numa terra estrangeira habitada por vários padrões familiares, os verdadeiros valores do amor, da vida, da tradição, da cultura e se favorece o verdadeiro desenvolvimento humano de cada membro da família.
Rui Pedro, Director OCPM
Aborto em debate
"Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas primeiras dez semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?"
Esta é a pergunta que os portugueses são chamados a responder, no próximo dia 11 de Fevereiro, aquando do segundo referendo ao aborto no nosso país. Uma questão forte, com implicações éticas, legais e políticas, que merece um esclarecimento profundo desde os mais variados pontos de vista.
O portal ecclesia.pt apresenta, a partir de agora, uma secção especial dedicada ao tema. Documentos, opiniões e iniciativas para antes do voto estão disponíveis em www.ecclesia.pt/referendo2007.
Na linha do que tem sido defendido pelos Bispos portugueses, a campanha é um momento de "esclarecimento das consciências", mais do que um tempo de confronto político ou ideológico.
Questões como o início da vida, a legalização/liberalização do aborto, a maternidade e os direitos da mulher podem ser esclarecidas à luz dos contributos disponibilizados.
Este sítio na Internet abre com a pergunta do referendo. Depois, disponibiliza um conjunto de conteúdos, produzidos ou relacionados com instituições da Igreja Católica em Portugal. Desde logo, a Nota do Conselho Permanente da Conferência Episcopal Portuguesa ("Razões para escolher a vida"), publicada em Outubro do último ano.
Depois, reúnem-se artigos de opinião (alguns já publicados em www.agencia.ecclesia.pt) e divulgam-se iniciativas de informação e formação acerca das questões a referendar. Entre elas, a especificidade de serem promovidas por instituições da Igreja Católica, ou com elas relacionadas.
Para além da formação e da informação, este sítio irá divulgar iniciativas de âmbito religioso (orações, reflexões, peregrinações...) que se promovem pelas diferentes Dioceses. Em www.ecclesia.pt/referendo2007 encontrará também subsídios para utilizar em encontros, debates, etc.
(contacto: ecclesia@ecclesia.pt)
ACR de Leiria em defesa da vida
A Acção Católica Rural na Diocese de Leiria-Fátima vai promover, no próximo dia 14, uma conferência sobre o tema "Defender a Vida é Promover a Paz". Daniel Serrão será o orador.
Os organizadores considera que é fundamental fomentar momentos de reflexão porque "muitas das pessoas são confrontadas apenas com os títulos mais visíveis dos media ou com os debates mais acalorados dos serões televisivos". "A variedade de posições é um reflexo da multiplicidade de valores morais em causa", assinala um comunicado da ACR, enviado à Agência ECCLESIA.
A equipa diocesana sublinha que "consideramos a vida humana um valor absoluto, a defender e a promover em todas as circunstâncias".
"Não queremos ficar indiferentes a este desafio sobre a dignidade da vida humana; pretendemos, com simplicidade e firmeza, reflectir sobre as questões da Vida", pode ler-se na nota.
Fátima: peregrinação de Janeiro terminará com ofertório para futuras mães em dificuldade
A Peregrinação Mensal de Janeiro ao Santuário de Fátima, nos próximos dias 12 e 13, irá concluir-se com um ofertório para o acolhimento de futuras mães em dificuldade.
«Acolher a vida como um dom de Deus» será o tema das celebrações, presididas por D. António dos Santos Marto, Bispo de Leiria-Fátima.
«A Divina Comédia» passa a Ópera com a chancela do Vaticano
O Maestro Marco Frisina, compositor de música para muitos eventos do Vaticano, é o autor da ópera "A Divina Comédia" (www.ladivinacommediaopera.it), inspirada no livro de Dante Alighieri, que estreará em Roma no próximo mês de Novembro.
O Vaticano, através do Conselho Pontifício para a Cultura, o parlamento italiano e as autoridades de Roma são os principais patrocinadores da ópera.
A iniciativa quer "aproximar o poema do grande público com uma linguagem nova e sugestiva", acentuando a capacidade de Dante em falar "aos homens de hoje sobre o sentido da vida".
O Pe. Frisina (www.marcofrisina.com), Director da Capela Musical Lateranense e do Secretariado da Liturgia do Vicariato de Roma, compôs as bandas sonoras de muitas séries televisivas de temas históricos e religiosos e foi o principal responsável pela música dos maiores eventos do Grande Jubileu 2000.
A iniciativa de encenar uma ópera com base numa obra literária que tem sido citada em várias homilias e mensagens de Bento XVI pretende também abordá-la com uma linguagem nova que combina ópera com dança, fotografia e artes visuais. Frisina escolheu um género musical para cada um dos cantos em que se divide a representação, à semelhança do livro.
O Paraíso tem música lírica e sinfónica, o Purgatório música gregoriana e o Inferno rock. "Pus o rock no Inferno porque é o inimigo", assinalou o compositor, acrescentando que, "como considera Bento XVI, o rock e o heavy metal, apesar de não serem o mal, expressam o mal".
O elenco ainda não está definido (o casting decorrerá em breve), mas tem sido referido que contará com grandes cantores internacionais e que Dante será interpretado por um famoso tenor italiano.
Depois de estrear em Roma no segundo semestre de 2007, a ópera deve viajar por diversas capitais da Europa.
A Divina Comédia foi escrita entre 1307 e 1321 e é considerada uma das mais importantes obras da literatura mundial.
Genebra acolhe próximo Encontro Europeu de Jovens
A cidade suíça de Genebra irá acolher o próximo Encontro Europeu de Jovens, organizado pela comunidade ecuménica de Taizé. O 30º momento desta "peregrinação de confiança", como é denominada pela comunidade, surge com o selo das Igrejas protestantes e a Igreja Católica no país europeu.
A escolha foi anunciada pelo Irmão Alois, Prior de Taizé, na oração da tarde do passado sábado. Nesta altura foi também referido que o Encontro latino-americano de jovens terá lugar de 10 a 14 de Outubro, em Cochabamba, Bolívia.
O 29º Encontro Europeu de jovens decorreu esta ano em Zagreb, capital da Croácia, com cerca de 40 mil participantes de toda a Europa e representantes de outros continentes. Um dos momentos mais simbólicos aconteceu na passagem de ano, quando os jovens promoveram nas paróquias uma vigília de oração pela paz "em comunhão com os povos que sofrem", seguida de uma "Festa dos povos".
O Irmão Alois manifestou, durante a celebração, o "profundo reconhecimento pela hospitalidade que recebemos em Zagreb".
Aos jovens confiou a missão de anunciar que "a Igreja é um lugar de amizade para todos". "Quando tomamos consciência da amizade que Deus tem por cada um de nós, descobrimos uma nova coragem para criar uma amizade com aqueles que nos são confiados e em particular com as pessoas mais vulneráveis: uma atenção às pessoas mais abandonadas tem um valor imenso nas nossas sociedades, onde a necessidade de ser eficaz conduz por vezes a um isolamento", referiu.
Várias cópias do "ícone da amizade" (Egipto, século VI) foram distribuídas - uma para cada país europeu representado em Zagreb. Ao longo do próximo ano, este ícone estará presente em "pequenas peregrinações de confiança em lugares onde os jovens se encontram, de uma cidade a outra, de uma paróquia a outra, num hospital ou numa casa para crianças abandonadas, em lugares onde há pessoas que sofrem".