O Cardeal Ângelo Sodano, secretário de Estado emérito do Vaticano, vai
presidir à peregrinação internacional de 12 e 13 de Maio 2007, comemorativa dos
90 anos da primeira Aparição de Nossa Senhora.
Será a segunda vez que o Cardeal Sodano se desloca a Fátima. No
ano 2000, acompanhou o Papa João Paulo II na cerimónia de beatificação de
Francisco e Jacinta Marto.
A visita do secretário de estado do Vaticano ficou ligada a Fátima
de modo especial, uma vez que foi ele que, em nome do Papa, revelou, no final
da beatificação, a terceira parte do segredo de Fátima.
Ângelo Sodano, encontra-se actualmente ligado às Congregações para
a Doutrina da Fé, para as Igrejas Orientais e para os Bispos.
Antes desta peregrinação internacional e assinalando os 90 anos
das Aparições decorrerá, de 9 a 12 de Maio, o congresso internacional “Santíssima
Trindade Pai, Filho e Espírito Santo”. O tema que guia a acção no Santuário de
Fátima em 2007 é “Deus é Amor Misericordioso”.
D. António Marto atento às
dificuldades
Bispo de Leiria-Fátima fez um balanço dos primeiros nove
meses à frente da Diocese e traçou prioridades para o futuro
D. António Marto, Bispo de
Leiria-Fátima há nove meses, celebrou na manhã do dia 5 de Abril a sua primeira
Missa Crismal à frente da diocese, ocasião que considerou fundamental para
"expressar a profunda comunhão sacramental entre o Bispo e o seu
presbitério".
"Nestes nove meses que estou convosco tive a oportunidade de vos
encontrar nas mais diversas circunstâncias. Devo confessar-vos, porém, que foi
muito gratificante para mim o encontro pessoal com cada um, em audiência
particular, desde o Natal até hoje", referiu aos presentes.
"Tive a oportunidade de reconhecer que, da vossa parte, não falta
o testemunho de uma fidelidade provada aos compromissos assumidos, de uma
grande generosidade na dedicação e no serviço aos fiéis a vós confiados, de uma
alegre satisfação apostólica de ser padre", prosseguiu.
Este responsável reconheceu, por outro lado, "as dificuldades que
são causa quotidiana de não pouco mal estar, de certo sofrimento e de alguma
desilusão". Entre elas desatou "a sobrecarga dos compromissos
pastorais aliada à crescente diminuição do número e das forças dos padres; a
penúria de vocações; a mutação cultural reflectida num ambiente de
secularização e indiferença".
Na Diocese, sublinhou D. António Marto, "muitas pessoas, mesmo
dentro das nossas comunidades, tornam-se insensíveis aos valores espirituais e
indiferentes a uma proposta verdadeiramente evangélica".
O Bispo de Leiria-Fátima lamentou ainda "as incompreensões e
resistências à novidade de opções e iniciativas pastorais mesmo por parte de
não poucos cristãos que são praticantes e até colaboradores próximos", bem
como "o individualismo de muitos que os leva à perda do sentido de
pertença afectiva à Igreja e à recusa de colaborar nos serviços da comunidade".
Neste contexto, D. António Marto considerou que "o nosso tempo
difícil pode tornar-se tempo abençoado de graça e esperança. O sofrimento da
nossa época e que nos atinge pode transformar-se num convite da parte de Deus a
ser mais cristão e mais padre".
"A primeira e principal solução para o nosso desânimo e para o
nosso relançamento pastoral é de ordem interior. Está mais no nosso interior do
que no nosso plano de trabalho", indicou.
Como caminhos para o futuro, o Bispo de Leiria-Fátima falou na necessidade
de "racionalização e reestruturação, redistribuição de tarefas e
responsabilidades, planos pastorais bem programados e implementados são
seguramente indispensáveis".
A canonização dos Pastorinhos de
Fátima, os Beatos Francisco e Jacinta, pode não ser concretizada este ano. D.
António Marto, Bispo de Leiria-Fátima, esclarece que são necessários novos
passos para comprovar cientificamente o milagre que sustenta o processo.
“Neste momento a equipa dos peritos médicos está a examinar com muito
rigor a questão do milagre requerido para ver se pode ser declarado como tal ou
não. Sem isso, o processo não avança. Tem havido vários pedidos dos peritos aos
médicos portugueses para novas análises, novos exames, novas informações e isso
tem demorado bastante tempo. Muito possivelmente pode não acontecer este ano”,
disse, em conferência de imprensa, no passado Sábado.
O caso em análise refere-se à cura de uma criança - filha de emigrantes
portugueses na Suíça - a qual precisou de insulina durante um ano, facto que se
alterou logo após o momento de beatificação de Jacinta e Francisco, a 13 de
Maio de 2000.
No dia 17 de Novembro de 2004 foi entregue na Congregação a
documentação relativa à cura da criança, elaborada por um Tribunal Diocesano.
Em termos processuais, após a entrega do processo na Congregação para as Causas
dos Santos, houve uma primeira averiguação da autenticidade dos documentos
apresentados, no total de 127 folhas.
Já em 2005, no dia 19 de Fevereiro, foi entregue a chamada “Positio
Super Miraculum” para a canonização de Jacinta e Francisco Marto, o que
implicava que o processo documental estava completo, traduzido em italiano,
definitivamente encerrado e entregue ao Cardeal Prefeito da Congregação da Causa
dos Santos. Após a análise dos documentos, sete médicos apresentarão uma
declaração, que, no caso de ser positiva, isto é, de confirmar a cura
inexplicável no estado actual da ciência, permitirá à Congregação declarar o
milagre da intercessão por Francisco e Jacinta. Posteriormente, os teólogos
examinam o caso, para ver se a referida cura se pode ou deve atribuir ao poder
e intercessão dos dois Pastorinhos.
As conclusões, tanto dos médicos como dos teólogos, serão depois
submetidas ao exame da "Ordinária" da Congregação, assembleia
composta por 30 membros, entre Cardeais, Arcebispos e Bispos: é a eles que
compete aprová-las ou não. Se forem aprovadas, compete ao Prefeito da
Congregação levá-las ao conhecimento do Papa.
O processo não é imediato e para as Canonizações é requerido um
Consistório extraordinário, convocado pelo Papa, em que ele pede o parecer dos
membros dos Colégio Cardinalício acerca da canonização do Beato ou dos Beatos,
neste caso.
A exortação
apostólica Sacramentum Caritatis, recentemente publicada por Bento XVI,
marcou várias das intervenções de Bispos portugueses na Missa Crismal de
Quinta-Feira Santa, informou a Agência Ecclesia.
D. Albino
Cleto, Bispo de Coimbra e um dos representantes portugueses no Sínodo de 2005,
considerou o documento como um "guia precioso para a digna celebração da
Eucaristia que tomou como fonte de algumas considerações sobre a celebração
deste 'mistério de amor', que torna presente a Ceia de Jesus, memorial da sua Paixão,
Morte e Ressurreição", disse.
Este
responsável considerou que "alguns órgãos da nossa comunicação social não
entenderam o documento, rebuscando nele apenas sinais de alteração na vida da
Igreja, alteração que venha ao encontro de gostos superficiais e facilidades da
sensibilidade actual". Aos presentes pediu que ninguém "se dispense
de o ler, de modo a reavivar na sua vida espiritual e no seu labor apostólico
aquela verdade que tantas vezes enunciamos", pediu D. Albino.
De
salientar que, a não ser reprodução preguiçosa de alguns títulos duvidosos de
agências internacionais, a atitude de grande parte dos jornalistas, que se
referiram a este assunto duma forma polémica, manifesta pelo menos grande
desconhecimento, para não dizer ignorância. Alguns dos destaques, em que deram
grande relevo a temas polémicos, já eram decisões anteriores. Por exemplo, o
tema dos recsados, impedidos de comungar, já esta claramente exposto na
Familiaris Consortio. As orientações para a música já estão em documentos para
este assunto. E quem não tinha ainda ouvido partes da Missa em latim, para
nos situarmos em terreno litúrgico bem familiar, nas celebrações aniversárias
de Fátima? Também aqui, uma vez mais, parece que a ignorância é atrevida!
Não
se pede ser praticante, para tratar temas religiosos, mas, pelo menos, ser
competente. A Eucaristia, fonte e cume da vida cristã, precisa também ser
redescoberta e aprofundada por todos.
D. José Policarpo espera sacerdotes «pastores»
O Cardeal-Patriarca de Lisboa referiu, a 5 de Abril, que é
importante que o sacerdote seja identificado como "pastor",
principalmente "numa sociedade, a que se pode aplicar a frase de Jesus,
dispersa, desorientada e infeliz, «como um rebanho sem pastor»".
"Ser
pastor não indica, apenas, mais um sector de actividade do sacerdote, na
complexidade da sua missão no mundo contemporâneo. É qualidade que se exprime e
concretiza em toda a sua acção, garantia da unidade vital entre o que somos e o
que fazemos, no exercício do nosso ministério", referiu, na homilia da
Missa Crismal dessa manhã.
Para
D. José Policarpo, "a atitude do pastor revela os critérios e os ritmos
das diversas tarefas e atitudes, define a missão e a maneira como nos
vêem".
Nesta
celebração, particularmente centrada na figura e na missão dos sacerdotes, o
Patriarca frisou que um pastor "ama sempre e faz tudo com amor: quando
acolhe, quando escuta e consola, quando orienta, quando se alegra com os que
estão felizes e partilha a dor dos que sofrem; quando é exigente e quando é
compreensivo e tolerante; quando ensina, todos e cada um a discernirem, no
concreto das suas vidas, os caminhos do Reino de Deus".
Falando
da "autoridade" do sacerdote, D. José Policarpo indicou que esta
"não é individual, mas colegial, é expressão da condução da Igreja pelos
caminhos e critérios da comunhão eclesial".
"Ela
é, no sacerdote pastor, expressão da sua fidelidade à Igreja, é uma obediência,
em que a fidelidade à Igreja é credencial da sua autenticidade",
prosseguiu.
Na
conclusão da sua homilia, o Cardeal-Patriarca frisou que "suscitar de
vocações sacerdotais é algo que nos deve mobilizar a todos, mas antes de acções
específicas a desencadear, há este testemunho da nossa vida de autênticos
pastores, sacramentos de Cristo Bom Pastor".
Cristianismo deve combater desânimo e
pessimismo
D. António Francisco dos Santos,
Bispo de Aveiro, dirigiu à Diocese uma Mensagem Pascal, na qual assinala que
"se em alguma época ou circunstância a Igreja for tentada pelo desânimo,
pelo medo, ou pelo pessimismo tudo isso se deve desvanecer à luz da
Páscoa".
"Aqui renasce em cada ano e em cada tempo o dinamismo redentor da
fé, a certeza inabalável da esperança cristã e a garantia serena de que toda a
vida tem sentido indeclinável e valor eterno", escreve.
O Bispo de Aveiro lembra que "a Páscoa não é apenas o Domingo da
Ressurreição", mas tem lugar "em cada Domingo, que é o dia do Senhor
Ressuscitado, e em cada Eucaristia em que anunciamos a morte de Jesus,
proclamamos a sua ressurreição enquanto aguardamos a sua vinda".
D. António Francisco dos Santos acena às "múltiplas as
manifestações de alegria, de festa, de vida e de esperança que envolvem a
celebração da Páscoa nas nossas terras cristãs".
"Devemos saber cultivá-las e mantê-las na medida em que são
expressão pública da fé no Ressuscitado, dão colorido à vida humana, familiar e
social e emprestam interioridade espiritual e beleza aos nossos
ambientes", assinala.
Tendo a família como prioridade pastoral, o Bispo
de Aveiro deixa votos de que "todas as famílias da diocese para que
encontrem na Páscoa de Jesus Cristo, que a Igreja renova e celebra, a fortaleza
do amor e a alegria da felicidade e ajudem os que vivem em provação a manterem
vivas a fé, a esperança e a fidelidade".
Feliz Páscoa!
A Páscoa anuncia o fundamento da esperança
cristã e propõe o caminho para alcançar a reconciliação e a alegria: Cristo
Jesus ressuscitou, ergueu-se do abismo da morte e brilha, para os que nele
acreditam, como o sol nascente que vence as trevas. O Senhor Ressuscitado
oferece-nos a Sua luz, concede-nos o perdão, convida-nos a renascer. Por isso,
a igreja exulta jubilosa, canta aleluias ao Senhor e anuncia ao mundo a Boa
Nova da Ressurreição que renova a humanidade.
A Páscoa de Cristo ensina-nos o caminho da passagem das trevas à luz,
da tristeza à alegria, do conflito ao amor, do pecado à santidade. É o caminho
da conversão que Jesus Cristo pregou na sua vida histórica e que fomos
convidados a viver ao longo da Quaresma. Para fazermos esta passagem
precisamos, primeiramente, de reconhecer as nossas faltas para, depois, nos
levantarmos, pedir perdão e começar o caminho novo com a força do Espírito
Santo.
Encontramos impedimentos fortes à vida nova da Páscoa, tanto dentro de
nós mesmos, como no ambiente cultural envolvente, como a auto-suficiência, a
arrogância, a vaidade, a vingança, o relativismo, a frivolidade etc. São
tendências do coração humano e influências negativas que dificultam o
reconhecimento das faltas pessoais e a compreensão e perdão das dos outros.
O anúncio da Páscoa gloriosa não esconde o sofrimento da cruz. É o
triunfo do amor que se oferece na cruz. É a vitória da vida que voluntariamente
se entrega ao sacrifício. Por isso, a Páscoa é, frequentemente, representada
pela cruz enfeitada com flores, símbolo da beleza que tem a sua fonte no
sacrifício do Senhor. A alegria e a esperança nascem da cruz de Cristo que
reconciliou os homens com Deus e entre si.
Sem o perdão não se chega à reconciliação e à alegria pascal. O perdão
de Deus garante que a nossa vida, mesmo mesquinha, dividida, incoerente, é
amada e santificada por Deus, desde que humildemente nos reconheçamos pecadores
e peçamos perdão. Aquele que pede perdão e se reconcilia com Deus e consigo,
transforma-se, por sua vez, em instrumento de reconciliação. Torna-se compreensivo
e próximo. Acredita que também os outros, incluindo os que o ofenderam, são
amados por Deus, capazes também de mudar. Nesse sentido, reza quotidianamente:
“perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem
ofendido”.
Só o perdão pode vencer o mal e ultrapassar a espiral do ódio e da
vingança. Só o perdão torna possível a reconciliação e a paz. O perdão permite
começar de novo o caminho do amor e da confiança e reconstruir a vida. É o
caminho laborioso para alcançar uma feliz Páscoa.
Páscoa de 2007.
Manuel
Pelino Domingues, Bispo de Santarém
Voluntariado cresce em Portugal
A presidente do Conselho Nacional
para a Promoção do Voluntariado Elza Chambel afirmou a 4 de Abril, na Póvoa de
Lanhoso, que a rede nacional de voluntariado tem sido alargada e qualificada.
À margem de um Fórum sobre “As associações na Comunidade: concepção e
gestão de projectos de desenvolvimento”, promovido pela Associação Portuguesa
de Prevenção e Apoio à Saúde Mental, aquela responsável lembrou que já existem
40 bancos de voluntariado instalados em todo o país e estão previstos mais 20.
Entretanto, referiu, tem havido uma aposta na qualificação das pessoas
que aceitam fazer «este percurso de cidadania, que não tem idades e apenas
exige um compromisso ».
Elza Chambel afirmou que tem sido feito um apelo ao voluntariado em
todas as suas vertentes e que tem sido valorizado o «voluntariado de
competências», ou seja, pessoas que se encontram reformadas, mas disponíveis
para continuarem a ser úteis à sociedade.
A presidente do Conselho Nacional para a Promoção do Voluntariado falou
ainda do «voluntariado empresarial», que está a dar os primeiros passos. Elza
Chambel contou que já há instituições públicas e privadas a criar projectos de
voluntariado que envolvem os seus funcionários. Em breve, anunciou, vai avançar
um projecto, promovido pela delegação do Alentejo do Instituto de Emprego e
Formação Profissional, voltado para o envelhecimento activo.
Aliás, sublinhou, uma das prioridades do Conselho, indo ao encontro das
metas do Plano Nacional de Acção para a Inclusão, é apostar no voluntariado de
proximidade para combater o isolamento dos idosos. Elza Chambel indicou que os
Contratos Locais de Desenvolvimento Social, publicados recentemente em
Portaria, vão contribuir para a promoção do voluntariado de proximidade, uma
vez que seguem bastante a filosofia prevista no antigo Plano de Luta contra a
Pobreza.
A presidente do Conselho Nacional sublinhou que «o voluntariado é uma
ponte para a cidadania activa» e cada um pode dar o seu contributo, conforme a
sua disponibilidade e competência.
Por parte dos jovens tem havido uma grande apetência para o
voluntariado, até porque estes têm a possibilidade de participarem em
intercâmbios europeus nesta área, concluiu.
Rádios cristãs debatem rumos de futuro
Os Açores receberam de 16 a 28 de Março o 17º
Encontro Nacional das Rádios da ARIC – Associação das Rádios de Inspiração
Cristã. A iniciativa procurou promover o debate aberto e acompanhamento regular
dos problemas, ameaças e oportunidades que a realidade do sector da
radiodifusão e seus agentes enfrentam no seu dia-a-dia.
Joaquim Sousa Queirós, presidente da direcção da ARIC, explica à
Agência ECCLESIA que a preocupação deste tipo de encontros é "reflectir
sobre a situação do momento, através de uma série de conferências, de dimensão
nacional e local".
Para o presidente da ARIC, o segredo para o sucesso passar por
dirigir-se "muito bem" aos ouvintes, deixando de lado a ideia de
"imitar as rádios nacionais". "Neste momento, estamos a
dinamizar cadeias de rádio, nomeadamente na parte da informação e na parte
comercial, porque a preocupação já começa a ser a partilha", revela.
Milhares de fiéis assistiram, na
Basílica romana de São João de Latrão, ao final da fase diocesana do processo
de beatificação de João Paulo II, encerrada em tempo recorde.
Entre os presentes estava a religiosa francesa Marie Simon-Pierre, que
se diz curada da Doença de Parkinson graças à intercessão do falecido Papa,
acompanhada por uma delegação da diocese francesa de Aix-en-Provence.
O final do processo diocesano, em Roma, foi um acto de carácter
jurídico, mas ficou marcado pela emoção e a memória do Papa polaco. Entre os
presentes estavam o presidente polaco, Lec Kaczynski, o antigo secretário
pessoal de João Paulo II, Cardeal Stanislaw Dziwisz, e vários outros Cardeais e
Bispos, muitos deles colaboradores próximos de Wojtyla, durante o seu
pontificado.
Milhares de cartas, documentos e testemunhos foram oficialmente
selados. A leitura, em latim, do decreto relativo ao final da fase diocesana,
antecedeu o juramento e a assinatura dos actos do processo por parte do Pe.
Slawomir Oder, Postulador da Causa de Beatificação e Canonização,
O procedimento de certificação foi feito perante um juíz delegado, um
juíz adjunto, o promotor da justiça e o Cardeal-Vigário da Diocese de Roma.
Foi a este último que coube recordar a figura de João Paulo II. Para D.
Camillo Ruini, o Papa polaco encontrou o "sentido, a unidade e o objectivo
da sua vida" na certeza do amor de Deus.
"Todos os que o conheceram, de perto ou mesmo de longe, ficaram
marcados pela riqueza da sua humanidade, pela sua plena realização como homem,
mas ainda mais iluminante e significativo é o facto de que tal plenitude humana
coincidisse, com a sua relação com Deus ou, por outras palavras, com a sua
santidade", disse o Cardeal Ruini.
Todo o processo passou, agora, para as mãos de D. José Saraiva Martins,
prefeito da Congregação para as Causas dos Santos.
O Cardeal português já fez saber, em declarações recentemente
recolhidas pelo Programa ECCLESIA, que após receber todo a documentação
recolhida durante a fase diocesana, o seu Dicastério vai "programar o
estudo da mesma e não é possível fazer previsões de nenhum género”. Trata-se,
explicou, de um processo com muita documentação e a exigir sérias análises
históricas, médicas e teológicas. “As causas de um Papa são sempre muito mais
complexas do que uma freira de clausura”, exemplificou.
D. José Saraiva Martins sublinhou ainda que o que interessa é que o
processo continue e siga todos os passos normais. Só dessa forma se valorizará
a santidade do Papa João Paulo II e a sua história e o seu exemplo perdurarão
no tempo. Porque não duvida da sua santidade. “O Papa João Paulo II - a quem eu
devo tudo - é um santo!”, afirmou, com convicção, o Cardeal português.
O processo de canonização de João Paulo II teve início a 13 de Maio de
2005, depois de Bento XVI ter dispensando o prazo canónico de cinco anos para a
promoção da causa.
Vaticano apresenta novo livro do Papa
O Vaticano vai apresentar, no dia
13 de Abril, o novo livro de Bento XVI, "Jesus de Nazaré", que
chegará às livrarias a 16 de Abril, com edição em italiano (Rizzoli), alemão (Herder)e
polaco(Wydawnictwo M).
Na conferência de imprensa tomarão parte o Cardeal Christoph Schönborn,
Arcebispo de Viena; Daniele Garrone, Decano da Faculdade Valdese de Teologia,
em Roma; Massimo Cacciari, professor de Estética na Universidade Vita-Salute
San Raffaele (Milão). A coordenação está a cargo do Pe. Federico Lombardi,
director da sala de imprensa da Santa Sé.
O livro é um trabalho que Joseph Ratzinger desenvolve desde 2003, ainda
antes da sua eleição como Papa, tendo como objectivo superar a separação entre
"o Cristo da fé e o Jesus histórico".
O director da Libreria Editrice Vaticana, D. Claudio Rossini,revelou
que já foram assinados 20 contratos para edições em russo, grego, coreano,
japonês e sérvio, além do inglês e outras línguas de maior difusão
internacional.
No prefácio deste volume, o Papa diz que o livro “não é, em absoluto,
uma obra magisterial, mas unicamente a expressão da minha pesquisa pessoal do
rosto do Senhor”. Por isso, assegura Bento XVI, o objectivo é “tentar
apresentar o Jesus dos Evangelhos como o verdadeiro Jesus, como o Jesus
histórico no verdadeiro sentido da expressão”.
“O ensinamento de Jesus não provém de uma aprendizagem humana, qualquer
que seja. Vem do contacto imediato com o Pai, do diálogo cara a cara, do ver
aquilo que está no seio do Pai. É palavra de Filho. Sem este fundamento
interior, seria temeridade”, escreve.
Bento XVI cita autores da sua juventude, como Karl Adam, Romano
Guardini, Franz Michel Willam, Giovanni Papini, Jean Daniel-Rops. Estes
publicaram textos em que a imagem de Jesus “é delineada a partir dos
Evangelhos: como Ele viveu na Terra e como, apesar de ser inteiramente homem,
trouxe ao mesmo tempo Deus aos homens, com o qual, enquanto Filho, era só uma
coisa”.
“Assim – explica o Papa – através do homem Jesus, torna-se visível Deus
e, a partir de Deus, pode ver-se a imagem do homem justo”.
A obra lembra que, na investigação recente, “o fosso entre o Jesus
histórico e o Cristo da Fé se torna cada vez maior”. “Os progressos da pesquisa
histórico-crítica conduziram a distinções, cada vez mais subtis, entre os
diversos estratos da tradição”, assinala o Papa, “e a figura de Jesus, sobre a
qual se apoia fé, torna-se cada vez mais incerta, toma contornos cada vez menos
definidos”.
Neste contexto, Bento XVI quer apresentar uma
interpretação a partir dos Evangelhos, com a consciência de que “esta figura é
muito mais lógica e mais compreensível, do ponto de vista histórico, do que as
reconstruções com as quais nos confrontámos ao longo das últimas décadas”.
A Igreja Católica na Itália está a
promover uma grande manifestação, marcada para o próximo dia 12 de Maio, com o
objectivo de defender a família. A iniciativa foi convocada por 21 grupos de
leigos, após a polémica criada em volta da legalização das uniões de facto, e
já recebeu o apoio da Conferência Episcopal Italiana (CEI).
Para o presidente da CEI, D. Angelo Bagnasco, "a manifestação em
favor da família, nascida no coração dos leigos, tem todo o apoio e a
concordância dos bispos e pastores, naturalmente".
Este “Family day”, nome dado à manifestação, foi anunciado na
Solenidade de São José, Dia do Pai. Para D: Bagnasco, "será uma grande
festa pela família, da família, como já foi feito noutros países
europeus".
Nesse sentido,
acrescentou, "será uma manifestação festiva, de grande valor, que faz
parte não só da tradição cristã, mas também da tradição universal que é o
núcleo fundamental da sociedade".
Assembleia
Diocesana realiza-se a 1 de Maio
Vai
realizar-se no próximo dia 1 de Maio, em Febres - Cantanhede, a XXI Assembleia
Diocesana , para comemorar o 40º aniversário do Renovamento Carismático no
mundo. O tema a desenvolver, "O Espírito Santo virá sobre ti" (Lc. 1,
35), está a cargo do P. Jorge Silva Santos. Segundo o coordenador diocesano,
Álvaro Marques, "este dia de feriado foi o escolhido, por não
coincidir com as actividades paroquiais do fim de semana, procurando dar
oportunidade a todos, padres e leigos, para estarem presentes nesta celebração
conjunta, com todos os irmãos das várias manifestações carismáticas, que o
Espírito Santo suscitou na nossa Diocese durante estes quarenta
anos."
O programa
começa às 9H00, com adoração e oração da manhã, a que se segue um ensinamento, e
culmina com a Eucaristia. Haverá depois o almoço partilhado, a que seguirá
animação, assembleia de louvor, testemunhos, e envio em missão, cerca das
18H30, com que se encerra esta assembleia.
São convidados a participar todos os grupos existentes na Diocese, e mesmo outras pessoas, provenientes de zonas onde ainda não haja grupos formados.