Notícias eclesiais

 

Multifestival Gaudeo, desafio aos grupos musicais católicos

 

Aproxima-se o evento Multifestival Gaudeo a decorrer no mês de Agosto. É um novo desafio dentro da Igreja, cujo lema é: "No Olhar… o segredo da paz".

A paz é possível e necessária, apesar dos graves e repetidos atentados contra a serena e solidária convivência dos povos. É um bem precioso a pedir a Deus e a construir com todo o esforço, mediante gestos concretos de paz.

A própria religião possui uma função vital para suscitar gestos de paz e consolidar condições de paz. João XXIII identifica, como condições essenciais, quatro exigências concretas da alma humana: a verdade, a justiça, o amor e a liberdade.

Mas… não se consegue a paz, sem um olhar para nós, para os outros… um olhar de olhos, de coração, de vontades… um simples olhar e Ver.

Conta-nos a Irmã Lúcia, voltei-me para dizer o meu último adeus, e no lugar onde agora se encontra a Basílica, vi um vulto de luz – tive a impressão de que era a querida Mãe do Céu a inspirar-me coragem e a dar-me a Sua bênção maternal.

O último olhar trocado da vidente e da sua, nossa querida Mãe. Cruza-se o nosso olhar, na pessoa da Irmã Lúcia, com o olhar de Maria, a Mãe de Jesus; guiados por essa luz, brotará do nosso coração crente essa experiência do Deus connosco, inundará o nosso coração de paz; e essa paz com que Deus inunda o nosso coração é o nome do Natal.

Em Fátima encontra-se o olhar imaculado de Nossa Mãe Maria, através de três crianças. É por elas, que esse olhar nos revela o único e verdadeiro olhar de criança, a demorar-se na nossa realidade. Olhos de Maria virados para nós, com terna compaixão, com surpresa dolorosa e com outros sentimentos que permanecem inconcebíveis e indescritíveis para nós, sendo um desafio para descobrir. É um desafio, descobrir este olhar materno em Fátima.

É um desafio que se lança a todos os jovens. Se és um grupo musical católico, que procuras evangelizar através da arte musical, inscreve-te para dares a conhecer o teu trabalho. Podes o fazer também através do número, 918689691. Consulta também o site, www.multifestivalgaudeo.com e lança-te neste desafio.

 

Frederico Serôdio

 

Missionários Combonianos em Portugal há 60 anos

No passado dia 23 de Abril, passaram precisamente 60 anos sobre a chegada do P. Giovanni Cotta a Viseu. Pode-se dizer que a vinda dos Missionários Combonianos para Portugal deve-se à expansão do Instituto Missionário a Moçambique.

Numa visita à Itália, o cardeal de Lourenço Marques D. Teodósio Clemente de Gouveia passou pelo Sudão, onde viu o trabalho dos Combonianos com os muçulmanos. Logo pensou em convidar o Instituto Missionário a expandir-se até ao norte do Moçambique, no intuito de aí trabalhar com o grande número de muçulmanos desta área do país africano. O cardeal, já na Itália, formulou este pedido ao superior dos Missionários Combonianos, convite que foi aceite.

Logo se procedeu às diligências necessárias para o estabelecimento dos Missionários em terras moçambicanas. Porém, devido a este país africano ser território português, qualquer Instituto devia ter também uma casa de formação na metrópole, tal como o previa o acordo Missionário entre Portugal e a Santa Sé.

Nos inícios de Abril de 1947, o P. Giovanni Cotta chegou a Portugal com o mandato de encontrar uma diocese que acolhesse o Instituto Missionário.

Depois de passar pela diocese de Lisboa, Aveiro e Leiria-Fátima, o missionário chegou à Diocese de Viseu onde encontrou um acolhimento verdadeiramente fraterno por parte do bispo de então, D. José da Cruz Moreira Pinto. O bispo, nem de propósito, acabara de fazer uma novena a pedir a vinda de religiosos para a sua diocese. Com a chegada do P. Giovanni Cotta, à diocese de Viseu, chegava não só um Instituto religioso mas também um missionário.

Foi aqui que então se começou a estabelecer o Instituto em Portugal. Depois da aquisição de uma quinta nos arrabaldes da cidade, foi iniciada a construção do Seminário em 1949. Todos trabalhavam na construção desde os Irmãos Missionários aos seminaristas, ajudados por vários operários de construção das paróquias vizinhas. Ainda hoje as pessoas se recordam de ver os missionários atarefados em cima dos andaimes, vestidos de batina mas de mangas bem arregaçadas.

O seminário ficou concluído e foi inaugurado na sua totalidade em 11 de Dezembro de 1955.

Foi neste ano que o Instituto se expandiu até Vila Nova de Famalicão, depois até à Maia no ano de 1958/59, e mais tarde a Coimbra, Lisboa e Santarém.

Nestes 60 anos de história, realçasse também o início da publicação da revista missionária Além Mar (que celebrou os 50 anos de publicação o ano passado). O primeiro número com periodicidade bimestral saiu em Janeiro de 1956, montada na casa mãe de Viseu e impressa numa tipografia de Gouveia com uma tiragem de 2000 cópias.

São ainda hoje muito recordados os famosos e grandiosos presépios montados cada ano pelos missionários e visitados por grande número de pessoas da região, bem como de ilustres da sociedade de então, como a esposa do Presidente da República.

Os MCCJ são hoje 96, cerca dos quais 30 a trabalhar em Portugal. Os outros trabalham nos mais variados cantos do mundo missionário.

 

 

Próximo Sínodo dos Bispos já tem documento de trabalho

 

A contagem decrescente para o próximo Sínodo dos Bispos, que decorrerá no Vaticano, de 5 a 26 de Outubro do próximo ano, conheceu um capítulo importante com a divulgação do texto dos chamados "Lineamenta", um documento inicial de reflexão e consulta que visa suscitar em toda a Igreja uma reflexão e sensibilização sobre as questões ligadas ao tema deste Sínodo.

"A Palavra de Deus na vida e na missão da Igreja" é o tema da XII Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos. O último Sínodo, em Outubro de 2005, foi dedicado ao tema da Eucaristia e teve o seu ponto culminante com a publicação da Exortação Apostólica Pós-Sinodal "Sacramentum Caritatis", de Bento XVI.

Os "Lineamenta" foram apresentados em conferência de imprensa pelo Arcebispo Nikola Eterovic, Secretário-Geral do Sínodo, o qual justificou a escolha do tema, proposto por um grande número de Bispos. Mais de 40 anos depois da Constituição Dogmática "Dei Verbum" (1965) do Concílio Vaticano II, pareceu oportuno "identificar, a nível da Igreja universal, os resultados positivos suscitados no Povo de Deus por este importante Documento conciliar, especialmente no que diz respeito à renovação bíblica no âmbito litúrgico, teológico e catequético".

Segundo o documento de trabalho, apesar dos muitos progressos realizados, há ainda "aspectos problemáticos" em aberto, como a ignorância e um "notável alheamento" de muitos cristãos em relação à Bíblia.

D. Eterovic disse que é preciso "superar as dificuldades que se colocam ao anúncio da Boa Nova", entre os quais a falta de Bíblias em várias línguas. A Bíblia está traduzida, total ou pacialmente, em 2355 línguas, muito aquém das cerca de 6700 que são faladas em todo o mundo.

Com a realização do Sínodo sobre a Escritura "deseja-se estender e reforçar a prática do encontro com a Palavra como fonte de vida nos diferentes âmbitos da experiência, propondo por isso aos cristãos e a cada pessoa de boa vontade vias justas e acessíveis para poder escutar a Deus e falar com Ele".

O texto dos Lineamenta contém três capítulos: I – Revelação, Palavra de Deus, Igreja; II – A Palavra de Deus na vida da Igreja; III – A Palavra de Deus na Missão da Igreja.

É no III Capítulo que se reflecte sobre a Palavra de Deus na missão da Igreja. Aí se refere que a Bíblia "tem uma valência ecuménica excepcional, assim como uma grande importância no diálogo com as religiões não-cristãs".

 

 

Dar voz aos mais pequeninos

 

A Fundação Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) apresentou o relatório "Dar voz aos mais pequeninos", no qual procura mostrar a "dura realidade" das crianças que sofrem.

O documento lembra que, em todo o mundo, cerca de 115 milhões de crianças não vão à escola e 13 milhões morrem antes de completarem 5 anos de idade por causas que poderiam ser evitadas.

Além disso, assinala a AIS, "há muitas crianças pobres espalhadas pelo mundo e que vivem em condições desumanas". Estima-se que existam cerca de 246 milhões de crianças exploradas em todo o mundo.

A Fundação AIS tem vindo a apoiar vários projectos de auxílio a crianças, como na Arquidiocese de Cartum (Sudão), onde desde 1991 foram reconstruídas mais de 300 escolas na Arquidiocese, principalmente nos campos de refugiados, onde se tornaram conhecidas pelo nome "Salvem os Oprimidos". A Igreja acolhe nestas escolas mais de 33 mil crianças.

Para o Bangladesh, devido à grande procura da Bíblia para Crianças, que provou ser essencial na formação cristã, foi enviada a primeira edição de 10 mil cópias em língua Bengali.

A AIS procura, através da venda de "produtos solidários", angariar fundos para apoiar os projectos em causa, que se estendem também ao Brasil.

Fundada em 1947 pelo Padre Werenfried van Straaten, inspirado na mensagem de Fátima, a Fundação AIS é uma organização dependente da Santa Sé, tendo por objectivo apoiar projectos de cunho pastoral em países onde a Igreja Católica está em dificuldades.

Mais informações em www.fundacao-ais.pt

 

 

Novos programas de EMRC em pleno até 2010

 

O novo programa de Educação Moral e Religiosa Católica dos ensinos básico e secundário, apresentado pela Comissão Episcopal da Educação Cristã, foi submetido à apreciação e aprovação da Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), reunida de 16 a 19 de Abril de 2007, na Casa de Nossa Senhora das Dores do Santuário de Fátima.

O documento apresentado enquadra a disciplina de EMRC, efine o seu quadro conceptual, define a sua identidade e metodologia e identifica a sequência das unidades lectivas por ciclo e nível de ensino.

Com a aprovação do novo programa de Educação Moral e Religiosa Católica, prevê-se o início da sua aplicação, numa primeira fase, nos primeiros anos dos vários ciclos do ensino (1º, 5º e 7º anos), num conjunto de escolas seleccionadas - as quais utilizarão materiais de apoio provisórios.

O Secretariado Nacional da Educação Cristã iniciou, com a aprovação dos novos programas, a elaboração dos Manuais Escolares, que pretende ver nas livrarias no Ano Lectivo 2008/2009.

A entrada em vigor dos novos programas de EMRC terá o seguinte calendário:

Ano Lectivo 2007/2008 - 1º, 5º e 7º anos só em escolas-piloto (de 15 a 20 escolas por nível de ensino, previamente contactadas), com recursos provisórios; Ano Lectivo 2008/2009 - entrada em vigor do 1º, 5º e 7º anos para todas as escolas do país, com os Novos Manuais Escolares (entrada em vigor dos 2º, 6º, 8º e ES, só em escolas-piloto); Ano Lectivo 2009/2010 - alargamento a todas as escolas para os 2º, 6º, 8º e ES, com os Novos Manuais Escolares - no Secundário estará preparado o 1º Volume - relativo a 6 Unidades Lectivas, (entrada em vigor dos 3º, 4º e 9º, em escolas-piloto); Ano Lectivo 2010/2011 - entrada em vigor do programa em todos os ciclos e escolas.

 

 

69 mil sacerdotes deixaram o ministério sacerdotal em 35 anos, mas 11 mil regressaram entre 1970 e 2004

 

69 mil sacerdotes deixaram o ministério sacerdotal em 35 anos, mas 11 mil regressaram entre 1970 e 2004. Os dados são revelados numa pesquisa publicada pela revista quinzenal italiana "Civiltà Cattolica", cujos textos definitivos são aprovados pela Secretária de Estado do Vaticano.

O artigo é assinado pelo próprio director da publicação jesuíta, o Pe. Gianpaolo Salvini, que cita as informações oferecidas ao Vaticano pelas dioceses de todo o mundo. Assim, entre 1964 a 2000 foram 69 063 os sacerdotes que deixaram o ministério (a maior parte dos quais para contrair matrimónio), mas de 1970 a 2004, 11 213 regressaram ao mesmo, o que representa uma percentagem de 16,2%.

"É um fenómeno de notável importância pastoral, que demonstra também a benevolência da Igreja", explica a revista.

Pelo que se refere à proporção das defecções dos sacerdotes, a Civiltà Cattolica assinala que, hoje em dia, o fenómeno não é comparável" ao que acontecia nos anos 70 do século passado.

O artigo, intitulado "Padres que abandonam, padres que regressam", ajuda a desmontar a ideia do abandono em massa de sacerdotes, veiculada sobretudo quando está em debate a questão de celibato. Em muitas ocasiões têm sido referidos números muito superiores a 100 mil sacerdotes "em fuga".

40% dos pedidos de dispensa chegam de sacerdotes pertencentes a ordens ou congregações religiosas. De 2000 a 2004 abandonaram o sacerdócio mais de 5 mil padres, em cada ano, o equivalente a 0,26% do total, mas cresceu o número daqueles que pediram para ser readmitidos.

O Pe. Salvini apresenta o "perfil" do sacerdote que abandona o ministério: 13 anos de carreira eclesiástica, ordenados aos 28 anos e com 50 anos de idade no momento de pedir a dispensa. 50,2% estão casados civilmente antes de verem aceite a sua renúncia, pelo Vaticano, e 35,2% permanecem sós.

 

 

Livro do Papa vendeu mais de um milhão de cópias

 

Pouco depois de ter chegado às livrarias italianas, o livro "Jesus de Nazaré" de Bento XVI já vendeu mais de um milhão de cópias na Itália, Alemanha e Polónia.

A obra de Joseph Ratzinger, considerado recentemente pela revista Cicero como o mais influente intelectual de língua alemã, vendeu 510 mil exemplares nas livrarias italianas desde 16 de Abril. Na Alemanha já foram vendidas 480 mil cópias e na Polónia 100 mil.

A Rádio do Vaticano adiantou, por outro lado, que a edição grega traz uma carta de Bartolomeu I, Patriarca Ecuménico de Constantinopla, que expressa o seu "grande e ardente interesse" pelo livro de Bento XVI como estímulo para o diálogo teológico, tendo em vista a "definitiva superação" da divisão entre Igreja Católica e a Ortodoxa.

No prefácio deste volume (o segundo está já a ser preparado) o Papa diz que o livro "não é, em absoluto, uma obra magisterial, mas unicamente a expressão da minha pesquisa pessoal do rosto do Senhor". Por isso, assegura Bento XVI, o objectivo é "tentar apresentar o Jesus dos Evangelhos como o verdadeiro Jesus, como o Jesus histórico no verdadeiro sentido da expressão".

 

 

Igreja prepara Semana da Vida

 

A Igreja Católica em Portugal prepara-se para viver, de 13 a 20 de Maio, a Semana da Vida, este ano no contexto particular da legalização do aborto, após o referendo do passado mês de Fevereiro.

Esta iniciativa, que se repete desde 1994, terá agora como lema "Felicidade humana – preocupação de Deus". A Comissão Episcopal do Laicado e Família procura, seguindo a sugestão dada por João Paulo II em 1991, "suscitar nas consciências, nas famílias, na Igreja e na sociedade, o reconhecimento do sentido e valor da vida humana em todos os seus momentos e condições, concentrando a atenção de modo especial na gravidade do aborto e da eutanásia".

No texto de apresentação da Semana, a Comissão lembra os recentes acontecimentos vividos pela sociedade portuguesa, chamada a pronunciar-se sobre a legalização do aborto, bem como o processo de elaboração da respectiva lei. Por isso, assinalam que "é necessária a promoção de iniciativas que fomentem no nosso país uma verdadeira cultura da vida".

Retomando a reflexão sobre o Novo Contexto da Luta pela Vida, da Conferência Episcopal Portuguesa, chama-se a atenção para "uma acentuada mutação cultural no povo português, marcada pela ausência de valores éticos fundamentais, por lacunas na orientação da formação da inteligência, pelo individualismo no uso da liberdade e na busca da verdade, e pela relativização dos valores e princípios que afectam a vida das pessoas e da sociedade".

Neste sentido, a Comissão Episcopal do Laicado e Família convida a celebrar a Semana da Vida 2007 "voltados para o crescimento na fé, base sólida da formação da consciência e alavanca da criatividade e ousadia necessárias à participação activa na vida da Igreja e da sociedade".

A proposta para a celebração da iniciativa integra, além de um Cartaz, textos de apoio (www.ecclesia.pt/semanadavida2007) para diferentes momentos, destinatários e formas de utilização.

 

 

Ser Família em Terra Estrangeira

 

É o tema que proponho para a celebração da Festa dos Povos, na próxima Solenidade de Pentecostes (27 de Maio), em consonância com a Mensagem do Papa para o Dia Mundial do Migrante e do Refugiado e recolhendo a reflexão do VII Encontro Nacional de Animadores Sócio-Pastorais das Migrações, realizado em Fátima no passado mês de Janeiro. Tendo presente a ícone bíblica da família de Nazaré, forçada a emigrar para o Egipto, para fugir à ameaça de Herodes, as comunidades cristãs são convidadas a mostrarem-se solidárias com as famílias migrantes, que vivem na própria área. Os imigrantes não são simplesmente força de trabalho, mas pessoas com afectos e projectos de vida individual e familiar. Precisam de acolhimento e de apoio, para se sentirem integradas no nosso meio.

Hoje, verifica-se que 75% dos fluxos migratórios, a nível nacional, realizam-se, não por via laboral, mas pelo recurso legal ao reagrupamento familiar. Essa é uma boa política, que favorece a integração, mas tem de ser acompanhada por medidas de apoio, não só oficial, mas também de proximidade por parte das comunidades, em que as famílias migrantes estão inseridas. Há comunidades que, através de gestos simples de vivência quotidiana, já dão esse apoio, prevenindo qualquer tipo de exclusão. Encorajo que outras façam o mesmo, respeitando sempre a identidade cultural e religiosa dessas famílias.

«Ser família em terra estrangeira» tem dificuldades acrescidas. Para favorecer a integração das famílias migrantes na comunidade local, o referido Encontro Nacional de Fátima recomendava:

- Igualdade de tratamento das famílias migrantes e de acesso aos mesmos direitos das famílias portuguesas;

- preocupação especial pelas famílias numerosas, no que diz respeito, nomeadamente, ao alojamento e aos meios de subsistência;

- atenção particular aos filhos dos imigrantes e à segunda geração das comunidades imigrantes, instituindo, eventualmente, o bilinguismo na educação;

- intervenção activa e acompanhamento das famílias e menores em risco;

- acolhimento, sem preconceitos, de situações especiais, tais como: famílias monoparentais, uniões de facto, cônjuges sós, matrimónios mistos…;

- apoio aos desprovidos da rede familiar: os sem abrigo, os reclusos, os irregulares, os deportados, os órfãos, os idosos, os estudantes…

A vinda do Espírito Santo, em Pentecostes, foi para neutralizar a dispersão da Torre de Babel e reunir os povos de diversas proveniências e culturas na única família humana. O «Império do Espírito Santo» é a fraternidade universal, sem distinção de raça e condição social. Portanto, uma maneira muito própria para celebrarmos a Solenidade de Pentecostes será darmos lugar, nas nossas celebrações comunitárias, às famílias migrantes, com gestos concretos de boas-vindas e de solidariedade. Por outro lado, as nossas festas populares em honra do Espírito Santo ganhariam em dimensão católica, na medida em que se abrirem aos imigrantes. No nosso ambiente, cada vez mais plural, do ponto de vista cultural e religioso, Pentecostes tem de ser claramente a Festa dos Povos.

 

+ António, Bispo de Angra