Notícias eclesiais

Vamos recomeçar novo ano pastoral

Transmitir a fé na cultura actual

Como em todos os sectores da vida social, vivemos a nível pastoral o retomar da actividade comunitária. Este ano é marcado pela pausa do plano pastoral diocesano, que finalizou recentemente, e agora se dialoga sobre o sentido, objectivos e meios para o novo plano. O anterior tinha, como grande objectivo, lançar a semente, com incidência concreta em vários âmbitos da vida comunitária. Agora vai tentar-se enquadrar o âmbito para o novo plano diocesano de pastoral, través de assembleias, reuniões entre leigos, padres, consagrados, animadores da comunidade.

Mas o ano pastoral, como habitualmente, começa com jornadas de formação para o clero, sempre com uma temática relacionada, com os objectivos pastorais do ano. Assim, haverá dois turnos de formação, para as jornadas de reflexão e programação pastoral, na Praia de Mira, de 18 a 21 e de 24 a 26 de Setembro, respectivamente. Com a ajuda de diversos peritos teólogos e pastoralistas, serão desenvolvidos vários temas, dentro do grande objectivo de "transmitir a fé na cultura actual: crianças, jovens, família."

Ao logo das jornadas, com tempo para exposição e diálogo, serão cinco os temas fundamentais a reflectir:

- "Cultura actual e transmissão da fé";

- "Como transmitir a fé em contexto de mutação cultural: o que permanece e o que tem de mudar?"

- "Pedagogia da Fé numa proposta pastoral renovada, à luz do Concílio Vaticano II";

- "Como formar na fé as crianças e os jovens no actual contexto cultural";

- "A Diocese de Coimbra no momento actual: certezas e interrogações".

Haverá também oportunidade para partilha e síntese, para além dos normais espaços de oração, sendo finalmente feita a apresentação das prioridades pastorais do novo ano e do programa diocesano. Estes encontros vão contar com a participação de grande parte do clero no activo, de peritos para a exposição dos temas, bem como do nosso Bispo, D. Albino Cleto.

P. Armando Duarte

Voluntariado

A revista "Cooperadores Missionários Dehonianos", de Junho/Julho/Agosto – 2007, dedica quase todo este número (170) ao Voluntariado. Depois de várias considerações acerca do que é ser voluntário; do "Contexto Sociológico do Voluntariado" da "Dimensão Local e Internacional do Voluntariado e da Solidariedade" do "Perfil do Voluntariado"; das "Razões do Voluntariado"; etc. aflorando, mesmo os "Voluntários do Evangelho" (... vemos que havia mulheres que seguiam Jesus e os Apóstolos, provando as suas necessidades materiais: eram Voluntárias...", refere "uma carta que dá que pensar". Sem quaisquer comentários da minha parte, tão elucidativa ela é, permito-me transcrever, com a devida vénia, o teor dessa carta:

" No sábado, dia 1 de Março de 1997, mais de 70 pessoas que trabalhavam com um fim humanitário entre os refugiados e desalojados, partiram bruscamente de Kisangani, abandonando milhares de pessoas sem recursos, sem víveres, sem medicamentos. Este é um facto verdadeiro.

Felizmente, há centenas de factos que nos mostram outra face da realidade. Há Voluntários até ao martírio. Mas este facto lamentável ajuda-nos a reflectir e a reagir. Porque partiste, meu irmão? Vieste ao Zaire com bons sentimentos, movido por ideais nobres; mas também por um desejo: enriquecer! Quando te vi pela primeira vez, senti-me reviver, mas, ao mesmo tempo, paralisava-me uma dúvida profunda: o objectivo que perseguias não era humanitário, como tu declaravas. Não sabia exactamente onde pôr o dedo, mas a minha sensibilidade de africano dizia-me que havia qualquer coisa pouco honrado em ti. O que tinha prioridade em ti era, antes de mais, o emblema do organismo que te enviara, que se servia de ti como um instrumento para ganhar prestígio aos olhos do mundo. Vi-te actuar com meios extraordinários. Nem te apercebeste. Mas as tuas visitas diárias a Ntingi-Ntingi, procedeste de Kisangani, era um anti-testemunho. Esta eficácia Europeia ou Americana enche-me de indignação. Teria apreciado que viesses comigo, até com meios mais modestos. Então teria entendido o sentido profundo da tua presença no Zaire, da tua acção humanitária. Vi-te gastar inutilmente milhares de dólares por dia. Vi-te desbaratar as esmolas que gente simples e pobre do teu país tinham posto á nossa disposição. Essas esmolas eram desviadas para pagar as tuas despesas de alojamento num grande hotel da cidade (150 dólares por noite). Vi-te, meu irmão, dar aos teus empregados, a pretexto de uma qualificação humanitária, salários que ultrapassam em muitos níveis locais, contribuindo assim para gerir discórdia e inveja. Sei que o teu salário diário é muito superior ao salário mensal de um operário zairense qualificado. Dizes-me que és um humanitário. Não acredito em nada do que me dizes. Vi-te abandonar-me com a desculpa de insegurança. Eu tinha fome, não tinha medicamentos, sou rejeitado pelo meu país. Tu viste-me com os teus próprios olhos neste estado miserável e, apesar de tudo, partiste, porque tiveste medo de ser sincero comigo, e partiste sem te despedires de mim. Essa atitude ter-me-ia permitido perdoar os teus medos.

Então eu te digo, meu irmão, a tia e a todos os teus semelhantes: Nunca mais cá voltes. Não vos aproveiteis mais da miséria dos pobres para enriquecerdes. Se estais sem trabalho no vosso país, não venhais cá para aliviar a vossa miséria, aumentando assim a nossa. Ficai no vosso país e deixai-me morrer na minha miséria. Pelo menos, não teria no meu coração o sentimento amargo de ter sido abandonado e enganado por um irmão que tinha vindo para me ajudar e que se recusou a fazê-lo porque se apresentou como um salvador quando, na realidade, era um interesseiro. Ele deixou-me com a morte no coração."

Talambula-Lubutu (Zaire)

Hermenegildo Coelho Marques

Jornadas Nacionais de Comunicação Social 2008 incidem sobre a realidade

Nos próximos dias 27 e 28 de Setembro realizar-se-á, em Fátima, na Casa das Dores, as Jornadas Nacionais de Comunicação Social. Destinadas a todos os profissionais da Comunicação Social, esta iniciativa promovida pelo Secretariado Nacional das Comunicações Sociais da Igreja será subordinada ao tema "Será verdade o que «Vemos, ouvimos e lemos»?". Vários oradores tentarão responder às seguintes questões: "Que realidade somos? Que realidade nos comunicam? Que realidade comunicamos? Estará de volta a questão de o que "vemos ouvimos e lemos" é verdade, ou vivemos o quotidiano iludido pelas imagens que fabricamos dentro e fora de nós próprios? O que é o real e o virtual como interagem e se viciam ou aperfeiçoam mutuamente? Quem nos engana? Gostamos de ser enganados? A verdade serve-se em bruto? Quem são os arquitectos e pintores da realidade? Que tom original oferece o olhar cristão? Como constrói a realidade o profissional cristão? Como a reflecte? Que ponte estabelece entre o imaginário e o concreto?"

In: Agência Ecclesia

 

Nova Cruz Alta levantada em Fátima

A nova Cruz Alta foi erguida junto à Igreja da Santíssima Trindade, no Santuário de Fátima, no dia 29 de Agosto, dia em que a Igreja celebra o martírio de São João Baptista, o Precursor de Jesus Cristo.

Devido às grandes dimensões, a cruz chegou em peças separadas desde o dia 27.

A obra "Cruz Alta" é da autoria do artista Robert Schad, da Alemanha, cuja proposta foi seleccionada no âmbito do concurso levado a cabo para a iconografia da Igreja da Santíssima Trindade. Feita em aço corten, tem 34 metros de altura e 17 metros de largura, ao nível dos braços.

Está assim substituída a antiga cruz, que era frequentemente o ponto de encontro de muitos peregrinos.

A nova igreja será inaugurada na Peregrinação Internacional de Outubro, pelo Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de Estado do Vaticano, e Legado Pontifício para esta celebração.

Vários artistas de renome internacional e de vários países estão responsáveis pela concretização das principais peças iconográficas da Igreja da Santíssima Trindade, em Fátima. Exemplo disso será o Crucifixo do altar, da autoria da irlandesa Catherine Green.

Os responsáveis pela obra lembram que "sendo o Santuário de Fátima um local de carácter internacional, por onde passam anualmente peregrinos de várias dezenas de nacionalidades, o novo espaço pastoral procurará que também através das obras de iconografia possa transparecer esta mesma universalidade".

 

Jornadas Missionárias arrancam a 14 de Setembro

As Jornadas Missionárias Nacionais vão realizar-se, de 14 a 16 de Setembro, no Centro Pastoral Paulo VI, em Fátima, com o tema ‘O futuro da Missão Ad Gentes. Perspectivas para o Século XXI’. Estas Jornadas serão um evento privilegiado para lançar o Congresso Missionário Nacional e realizar em 2008.

A organização é da responsabilidade da Comissão Episcopal de Missões, das Obras Missionárias Pontifícias e da Comissão Missões CIRP.

A primeira conferência, na noite do dia 14, será proferida por Isabel Varanda, com o tema ‘O Século XXI, terra de Missão’.

A manhã do sábado, dia 15, começa com Manuel Augusto Ferreira, que abordará o tema: ‘Os caminhos da Missão no Século XXI. De seguida, M. Manuela Carvalho, falará de ‘A Igreja Local no coração da Missão’.

De tarde haverá um painel: ‘Experiências de Missão Ad Gentes na Igreja Local, seguido de uma conferência de D. Carlos Azevedo: ‘Missão e Comunhão das Igrejas Locais’.

A noite será preenchida por um convívio missionário.

No domingo, Juan Ambrosio, falará de ‘A Missão dos Leigos no mundo de hoje’. O P. Manuel Durães coordena o espaço ‘A caminho de Congresso Missionário Nacional 2008’.

A tarde será preenchida com um painel sobre ‘A Missão partilhada do Povo de Deus’.

A Eucaristia, presidida por D. Manuel Quintas, Presidente da Comissão Episcopal de Missões e a apresentação das Conclusões encerram as Jornadas.

 

Ordem do Carmelo em Portugal com nova cara na Internet

A Ordem do Carmo em Portugal tem nova cara na internet. No início da página são relembradas as palavras de João Paulo II quando referiu que "o Carmelo é uma riqueza para todas as comunidades cristãs", riqueza esta expressa no carisma da Ordem Religiosa Católica de Homens e Mulheres, através da vocação para "na fraternidade com os homens feita Oração, Trabalho e Eucaristia".

Na página inicial se toma conhecimento das origens desta congregação, um pouco de história para contextualizar a fundação no Alentejo, a expansão missionária com a ida para o Brasil, a extinção em 1834 e a restauração, em 1930, través da Província da Bética, em Espanha, do Carmelo Português, em Lisboa. Informações mais detalhadas podem ser consultadas no link «História», na coluna esquerda da página principal.

Nessa mesma coluna, o internauta fica a conhecer a Virgem Maria e o Profeta Elias enquanto «Inspiradores» da Ordem, assim como o «Carmelo» -onde vai encontrar informações sobre a história, a espiritualidade e a actualidade. Links ainda sobre a «Regra» e o «Escapulário».

Seguindo a ordem apresentada, a secção «Notícias» apresenta as novidades relacionadas com a Ordem do Carmelo. O link «Vocações» apresenta o carisma e o propósito da vida carmelita, disponibilizando ainda do Promotor Vocacional, o Frei Agostinho Marques de Castro.

Uma secção ainda para consultar o «Apostolado» e o trabalho de evangelização feito pelo Ordem do Carmo em Portugal e ainda a a «Formação».

Uma vasta lista de links estão disponíveis para a partir de www.ordem-do-carmo.pt aceder a várias parte do mundo.

Estão ainda disponíveis diversos esquemas de oração, assim como os contactos da Ordem em Portugal e das casas que têm em território nacional, e ainda em França.

O sítio na internet apresenta ainda um slide show com fotos de Santos Carmelitas.

In: Agência Ecclesia

Jovens Sem Fronteiras em Missão

Seis projectos missionários animaram o nosso país, de Trás-os-Montes aos Algarve, com pontes para Moçambique

De 17 a 27 de Agosto, Izeda, Talhas, Coelhoso, Calvelhe, Serapicos, Gralhós e Carçãozinho foram os locais por onde passou a onda jovem e onde se realizaram celebrações, encontros formativos, actividades com idosos, crianças e jovens e muita animação.

O prato forte desta experiência missionária foi a animação de Eucaristias com as comunidades locais. Não faltaram momentos fortes como a celebração do Crisma em Talhas e as festas da Sra da Boa Viagem, dos Padroeiros de Calvelhe e do Santo Amaro.

A aposta nas crianças e nos idosos também marcou esta Missão. Assim, todas as manhãs houve ATL de crianças e adolescentes em Izeda e Coelhoso e todas as tardes visita e animação nos lares de Idosos destas duas paróquias. Aqui se apostou na escuta, no canto, na dança, na celebração da Eucaristia.

Os jovens foram convidados para noites muito especiais em Izeda e Talhas. Com recurso às novas tecnologias da comunicação, os JSF partilharam a missão que se faz aqui e lá fora e deram um testemunho pessoal das suas convicções como jovens cristãos que são. O canto, a dança, o humor e a festa nunca faltaram.

Este projecto missionário abriu horizontes com uma viagem-peregrinação a Balsamão, Cerejais e Miranda do Douro e com a participação na Eucaristia e Procissão da Festa da Cidade de Bragança, a 22 de Agosto. Também animamos Eucaristia do dia 20 na Paróquia de Vinhas.

O Estabelecimento Prisional de Izeda foi também um dos alvos desta missão sem fronteiras. Os jovens ali animaram as Eucaristias de 19 e 25 de Agosto, organizaram um encontro sobre a missão no mundo de hoje e participaram num fórum onde o debate foi sobre o encontro de povos e culturas.

Os JSF não quiseram passar ao da cultura e ajudaram a organizar um Sarau Cultural e Missionário que encheu a Casa da Cultura Raul Morais. Ali cantaram, apresentaram uma reflexão sobre a Missão à escala do mundo e falaram sobre projectos missionários em África, a partir da experiência ‘Ponte’ que os JSF realizaram em 2006 no Huambo, onde participou a Cátia Ferreira, uma das coordenadoras desta Missão em Izeda.

O fim-de-semana de encerramento das Actividades foi marcado pela festa: houve Eucaristias em quase todas as Comunidades e realizaram-se festas nos lares de Izeda e Coelhoso, onde não faltaram as lágrimas típicas das horas de despedida.

Este Projecto Missionário dos JSF foi um dos seis que se realizaram este verão em Portugal. Os restantes aconteceram em S. Brás de Alportel (Algarve), Santa Luzia e Aljustrel (Beja), Penajóia (Lamego) e Teixoso – Covilhã (Guarda). Este mês de Agosto, um grupo de 16 JSF esteve em Moçambique no projecto Ponte 2007 e três JSF decidiram partir por um ou mais anos para uma das linhas da frente da Missão. Entre eles, a Cátia Asseiro, que tem as suas raízes em Gralhós.

In: Agência Ecclesia

 

Sociedade da eficiência marginaliza idosos

Os idosos são vítimas e sofrem as consequências da marginalização que é, hoje, potenciada pela "sociedade da eficiência". Esta foi a principal ideia defendida, no dia 2 de Setembro, pelo bispo auxiliar de Braga, D. Antonino Dias, no santuário de Nossa Senhora de Porto d’Ave, em Taíde, Póvoa de Lanhoso.

O prelado, que presidiu à missa solene da romaria, disse na homilia que os idosos, sobretudo da terceira e quarta idade, sofrem de marginalização «que encontrou terreno fértil numa sociedade que, baseando tudo na eficiência e na imagem envernizada de um homem eternamente jovem, exclui do próprio "círculo de relações" quem já não possua tais requisitos».

Perante uma assembleia que encheu por completo a igreja do santuário e que obrigou dezenas de pessoas a participar na eucaristia no exterior, D. Antonino Dias aludiu à programação arquidiocesana, que tem por tema de fundo "Família solidária: escuta, peregrina, partilha", para indicar que aos idosos «já lhes bastaria a evasão das responsabilidades institucionais e as suas consequentes deficiências sociais, a pobreza ou a redução drástica do rendimento e dos recursos económicos para lhes garantirem uma vida decente e a possibilidade de desfrutarem de tratamentos adequados» para se sentirem marginalizados.

Contudo, para além disso, tudo é «agravado pelo afastamento mais ou menos progressivo dos idosos do próprio ambiente familiar e social», salientou o bispo. Ora, «a falta de relações humanas dá a conhecer à pessoa idosa o sofrimento, não só da separação, mas do abandono, da solidão, do isolamento e do esquecimento pelas próprias famílias que não os visitam nem os estimam», alertou.

Para D. Antonino Dias, os idosos «têm importante papel a desempenhar no campo da evangelização e no contributo que prestam para a humanização da sociedade e da própria cultura, com o seu sentido de gratuidade, a sua memória histórica, a sua experiência e a sua visão mais completa da vida».

Na homilia, o prelado elogiou ainda «a harmonia e beleza», bem como o «enquadramento ecológico» e «a manutenção e zelo dos responsáveis » do santuário.

Ao Diário do Minho, o presidente da mesa da Real Confraria de Nossa Senhora de Porto d’Ave disse que, este era «um ano especial» já que foi inaugurado o restauro dos calvários do santuário.

Carlos Rufino disse que «ainda há muito que fazer» para conseguir-se «consolidar» o conjunto arquitectónico do santuário, indicando ser necessário intervencionar, a curto prazo, a capela de Nossa Senhora da Boa Morte e o antigo convento que lhe está adjacente.

Só depois da consolidação dos edifícios a confraria «procurará parceiros» para rentabilizar o património, concretamente, através da criação de uma pousada, frisou o responsável.

In: Agência Ecclesia

 

Jornada Mundial do Rosário unirá milhões de pessoas

Milhões de pessoas vão unir-se em todo o mundo ao "Terço Simultâneo" que se celebrará no próximo dia 7 de Outubro, Jornada Mundial do Rosário.

Os organizadores convidam a organizar nesse dia um rosário "num estádio ou igreja, ou em família e com os amigos", com intenções comuns de oração.

Em 2007 "celebramos onze anos desta obra e, com a bênção de nossa Mãe, a Santíssima Virgem Maria, ano após ano são mais as pessoas e os países que se unem para rezar o Terço", explica um de seus organizadores, o leigo mexicano Guillermo Estévez Alverde.

Este ano, o evento-sede será na Basílica de Guadalupe, no México, organizado pelo grupo "União de Voluntários" Para levá-lo a cabo, os organizadores sugerem nomear um representante que o coordene em cada localidade.

Pode-se solicitar mais informação escrevendo para rosario@churchforum.org ou visitando os sites www.churchforum.org/rosario ou www.rosario.catholic.net.

In: Agência Ecclesia

 

Nápoles prepara-se para receber o Papa

Bento XVI visitará a cidade de Nápoles no dia 21 de Outubro, onde se encontrará com representantes de várias religiões durante a Reunião de Diálogo Inter-religioso pela Paz organizada pela Comunidade de Santo Egídio.

O Arcebispo de Nápoles, Cardeal Crescenzio Sepe, revelou à Rádio Vaticano os principais pontos da agenda de Papa e agradeceu a Bento XVI a sua decisão de aceitar o convite para visitar a cidade.

O programa inclui a celebração de uma Missa, concelebrada por Cardeais e Bispos da região da Campania, seguida da recitação do Angelus.

O Papa irá em seguida para o seminário maior de Capodimonte, onde se encontrará com os chefes das delegações e representantes de várias religiões do mundo. Está prevista a participação, entre outros, do Patriarca Ecuménico de Constantinopla, Bartolomeu I e do Metropolita Kyrill, de Moscovo.

Antes do regresso a Roma, Bento XVI visitará a catedral de Nápoles. A visita durará apenas 9 horas.

In: Agência Ecclesia

 

Abertas inscrições para animação das catequeses da JMJ/2008

Já estão abertas as inscrições para os jovens católicos que queiram animar as catequeses e missas da Jornada Mundial da Juventude de 2008 (JMJ/2008), a realizar no mês de Julho na Austrália.

Dirigida por bispos oriundos de todo o mundo, cada catequese será uma oportunidade para que os jovens peregrinos (esperam-se 500 mil) possam aprofundar a sua fé, discutir temas com os prelados e receber uma direcção espiritual mais aprofundada.

«O objectivo principal da catequese consiste em guiar, com a ajuda do Espírito Santo, as mentes e os corações dos peregrinos que poderão dar os passos para receber Cristo e corresponder ao seu convite», declarou o director do Departamento de Evangelização e Catequese do comité organizador da JMJ/2008.

«Estamos a procurar grupos de animação formados por seis pessoas, para coordenar os três elementos da catequese: preparação, ensinamento e a santa missa», acrescentou. Steve Lawrence esclareceu que a maioria das sessões de catequese espanhol, italiano e francês.

As inscrições podem fazer-se em www.wyd2008. org/catechesis.

In: Agência Ecclesia

 

Lourdes prepara celebração dos 150 anos das aparições

No ano em que em Fátima se completam 90 anos sobre a manifestação de Maria aos três pastorinhos, em Lourdes, no sudoeste da França, ali nas margens dos Pirinéus, prepara-se afanosamente a comemoração dos cento e cinquenta anos (1858-2008) da manifestação de Maria e Barnardette Soubirous, nas gruta de Massabielle, onde depois de edificaram as actuais basílica e igrejas adjacentes, a mais recente das quais se chama justamente Igreja de Santa Bernardette, de moderna arquitectura e de amplo espaço interior.

A preparação está a ser dimensionada para ocorrer ao longo de um ano, de 8 de Dezembro de 2007 a 8 de Dezembro de 2008, através de um amplo programa de formação e divulgação do sentido teológico, devocional e cultural deste acontecimento.

Uma carta do Bispo local, Mons. Jacques Périer, Bispo de Tarbes-Lourdes afirma. "Vêm a Lourdes cada ano seis milhões de pessoas. Quem vêm eles ver? Um lugar turístico? Há em França outros melhores. Vêm porque Lourdes é um lugar diferente: onde o cristão manifesta livremente a sua fé; onde os pequenos e humildes têm todos os direitos; onde os doentes ou menos capacitados são privilegiados; lugar de oração de serviço e fraternidade entre os povos; lugar que às crianças e aos jovens lhes parece "super"; lugar aberto a todos, quaisquer que sejam as suas ideias.

Mesmo umas poucas horas em Lourdes não se esquecem. Por isso muitos voltam de novo, várias vezes na sua vida.

Esta aventura começou em 1858 quando a Santíssima Vigem se manifestou a Bernardette Soubirous. Desde então a afluência de peregrinos e visitantes não deixou de aumentar.

In: Agência Ecclesia

 

Sem Justiça não há Paz

Após a entrada em vigor da lei que permite o aborto, que os seus patrocinadores eufemisticamente chamam IVG, não mais cessou a abordagem do tema nos mass media.

Ficámos a saber que se prevê a prática de cerca de 20 000 abortos por ano nos hospitais, que os responsáveis garantem estarem em condições de efectuar, e que irão custar ao erário público mais de 5,8 milhões de euros por ano.

Será uma medida justa e em prol da paz social, logo dirão os seus promotores.

Será mesmo?

Jamais haverá paz sem justiça, e esta não é uma medida justa.

Não é justa, desde logo, para os nascituros que deixam de o ser, seres humanos inocentes e indefesos, imolados no altar de inconfessáveis conveniências. Por mais que se ignore a tragédia, por mais que se diga o contrário, trata-se do massacre de milhares e milhares de seres humanos!

Não é justa para uma sociedade envelhecida que se vê privada das novas gerações que viriam rejuvenescê-la e sustentar a sua velhice. O índice de natalidade está em 1,36, com tendência a descer, e em 2006 o nascimento de bebés é o mais baixo desde que há estatísticas, segundo fonte do INE.

E não é justa para o normal contribuinte, obrigado a pagar impostos para custear uma actividade reprovável que a sua consciência não aceita. Milhões e milhões gastos para matar seres humanos, com prioridade sobre as filas de espera para tratamento de doenças!

Com que fundamento, cumpre perguntar, o Estado se arroga o direito de custear com o erário público, a despesa dos abortos voluntários?

Com o resultado do referendo, logo dirão os fazedores da lei!

Há, nesta parte, um equívoco que cumpre denunciar e desmontar.

A pergunta do referendo, a que apenas ¼ dos eleitores votou "sim", incidia sobre a descriminalização do aborto: estava em causa saber se os autores do aborto praticado até às dez semanas continuariam a ser criminalmente punidos, ou se deixariam de o ser.

Face ao resultado do referendo, o Estado entendeu demitir-se de proteger os inocentes e indefesos seres humanos eliminados naquela fase da sua vida, e legalizou a sua morte.

Mas, não se ficando por aí, logo avançou para o custeamento dos abortos voluntários, como se garantisse um direito fundamental do cidadão.

Nada mais errado! O aborto não é um direito, é antes um "poder de facto", que deixou de ser punido quando efectuado nas situações previstas na lei.

"Promover" o aborto a direito, equipará-lo a um caso de saúde pública, obrigar todos os contribuintes – os que concordam e os que não concordam, os que o praticam e os que não o praticam – a pagar impostos para o custear, é um abuso e uma violência inadmissível em qualquer sociedade, muito mais numa sociedade democrática.

O aborto voluntário, como aliás a gravidez, não é uma doença. Excepção feita aos casos de violação, só engravida quem quer, e só aborta quem quer.

Enquanto é compreensível a protecção social á natalidade – protegendo-a, a sociedade protege-se a si própria – já não se compreende igual protecção ao aborto, um acto atentatório da própria sociedade.

Ninguém defende que o suicídio é um direito que o Estado deva proteger! Porque haverá então o Estado de patrocinar o "suicídio social" que é o aborto?

Descriminalizar o aborto, é uma coisa; custeá-lo com o erário público, é outra.

Não há que confundir as coisas, nem meter tudo no mesmo saco, como insistentemente vem sendo tentado.

Que, ao menos, não se nos negue o direito de protestar e denunciar!

Queremos e lutamos por uma sociedade em paz, com a certeza, porém, de que só há paz onde reina a justiça.

Comissão Diocesana "Justiça e Paz" de Viseu