Vamos renovar o nosso jornal?

Tudo indica que sim. Falta apenas confrontar com algumas pessoas, importantes no processo. São variadas as razões a fazer avançar para esse passo. Vale a pena lembrar algumas:

-         o anunciado fim do porte pago, obrigando os jornais a adoptar novas estratégias, em que os custos sobem enormemente;

-         urgência em aumentar o número de assinantes, para reduzir custos, e aumentar as receitas;

-         alargar a região abrangida pelo nosso jornal, mantendo a sua identidade como boletim interparoquial;

-         repensar o suplemento, criado há algum tempo para a Região Pastoral Sul, mantendo-o como suplemento da Região, duma forma mais abrangente;

-         estender-se ao concelho de Miranda do Corvo, onde há necessidade de um trabalho pastoral, utilizando também a comunicação social, e procurar mais assinantes nos concelhos que já serve;

-         definir-se claramente como jornal regional, numa zona com muita homogeneidade e pontos de interesse comuns.

Poderíamos apresentar outras razões, mas estas são suficientes para motivar a nossa compreensão. Há, com certeza, quem pense que o jornal perde a sua identidade, por abranger uma região maior, mas não se prejudica nada com uma informação de horizonte mais amplo, pois o mundo é mais pobre quando nos concentramos demasiado em nós e nos fechamos aos outros. Um facto é que alguns jornais paroquiais têm vindo a desaparecer, por não terem sabido ou podido dar este passo.

Esta perspectiva de mudança vai também ser acompanhada por uma outra decisão que tenho vindo a defender, e tenho partilhado nomeadamente com os nossos assinantes. Teremos de caminhar para a criação duma entidade que apoie, sobretudo economicamente, a comunicação social cristã, numa perspectiva evangelizadora e missionária. João Paulo II, lembrava a alguns Bispos, em 2004: "- Não vos esqueçais aonde os vossos antepassados levaram o Evangelho!" Para além dos jornais, também a rádio precisa de ser apoiada, não simplesmente pela escassez de meios na nossa região, mas porque tenho em mãos o desafio da transmissão por satélite, para o serviço das rádios lusófonas católicas em África. Assim, lancei já uma informação junto dos sacerdotes da Diocese, com apoios que já chegaram, e a promessa de algumas dezenas aderirem. Quando houver mais informação, voltarei ao assunto.

Precisamos todos de ser solidários, não só no apoio à renovação, mas no cumprimento das obrigações, nomeadamente o pagamento atempado da assinatura, que se deve regularizar, no início do período a que diz respeito, por exigência da Lei, caso contrário ainda nos pode deixar numa situação complicada perante alguma fiscalização do Governo. É desagradável, mas temos que deixar de enviar o jornal a quem tem atrasos significativos no pagamento da assinatura, e a algumas pessoas para quem ia como oferta, pois nesses casos teríamos de pagar na íntegra os portes, e ainda para as paróquias, a quem oferecemos durante algum tempo.

Num tempo de enormes dificuldades, teremos que administrar e potencializar convenientemente os nossos meios. Aos nossos assinantes e leitores pedimos que nos acompanhem num enorme esforço que estamos a fazer. É um desafio para todos. Da nossa parte, vamos tentar cumprir. Que os nossos amigos se manifestem igualmente em solidariedade, pois o Senhor nos mande de novo lançar as redes para o outro lado do mar. Um discípulo não hesita!

                                                                                                                                                                                       P. Armando Duarte