Mulher de Outeiro – Lagarteira

suspeita de lançar fogos

A notícia caiu como uma bomba. Ninguém ia supor que uma mulher, Júlia Freire, de 50 anos, casada, mãe de dois filhos, trabalhadeira, ateasse incêndios na região. Mas, pelos vistos, parece ser responsável por vários incêndios. A população andava alarmada e vá de fazer vigilância de dia e de noite, e foi assim que a presumível incendiária foi descoberta pelos vizinhos em flagrante, às 4 horas da madrugada, como contaram à nossa redacção. O comportamento da senhora não fazia prever tal prática, e os vizinhos só admitem andar mal da cabeça ou haver bruxaria. Ao que consta, a senhora sofre dos nervos, tratando-se nos respectivos médicos, mas parece que não era suficiente, e vai de recorrer à prática da bruxaria. Alguém da Lagarteira nos contou que a bruxa teria mandado acender 21 fogos, e que não deveria ser ela a chamar os bombeiros.

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Mas o perigo era evidente, e, assim, foi detida pela Polícia Judiciária de Coimbra; depois de alguma resistência, terá confessado a autoria dos incêndios, aguardando agora julgamento, mantendo-se na situação de prisão preventiva em Leiria. Ao que consta, esta senhora, quando regressava com outras pessoas do combate ao incêndio, comentava: – "vão lá agora dizer que são os vizinhos"! E assim deitava as culpas sobre os outros. Perante provas directas, pediu desculpa às pessoas que a descobriram. Toda esta problemática nos foi plenamente confirmada pelo Presidente da Junta.

O estranho comportamento desta senhora pode ser analisado, com base no trabalho que publicamos noutra secção do nosso jornal, que reputamos de muito importante, e develevar autoridades e pessoas individuais a tudo fazer para que haja cada vez mais um clima de sanidade mental, moral, educativa, social e política, de modo a que a sociedade não se torne num pandemónio impossível de suportar. Para além dos crimes de incêndio, também os há nas estradas, no ambiente e em muitos sectores da comunidade. Que mundo é este? Lamentações e considerações vagas não chegam. Temos todos que exercer o papel interventivo, lutando pela formação nos variadíssimos níveis, contribuindo para uma sociedade com valores, promovendo a solidariedade e a participação social.

 

Lagarteira tem já Casa Mortuária

No decorrer da festa da comunidade, ao celebrar o padroeiro São Domingos, o Pároco da Lagarteira fez a bênção d Casa Mortuário, um espaço digno, erguido no quintal da residência paroquial. Numa perspectiva de fé, porque a Vida continua para além da morte, foi com regozijo que a comunidade participou neste acto inaugural, até porque é um benefício para toda a Paróquia. Os tempos evoluem, e no sentido de gerar condições de vida com mais qualidade, esta pois é uma obra importante. Não se trata apenas de comodidade, mas as situações hoje evoluem. Hoje, por exemplo, são muitas as pessoas que morrem nos hospitais, e não em suas casas, como antigamente. Naturalmente que há muitas outras razões, a justificar a evolução do velório das casas particulares para um espaço que reuna melhores condições, como é o caso.

Para que a Lagarteira pudesse ver concretizada esta aspiração, muitas pessoas se dedicaram. Para além do empenhamento pessoal do Pároco, Padre Manuel Ventura Pinho, o grande dinamizador da obra foi o Presidente da Junta, Clemente dos Santos, que juntamente com o senhor Elias Lourenço, mais se dedicaram à sensibilização da população da

Lagarteira, e também de instituições de fora. É significativo que os donativos de fora da freguesia tenham ascendido 7482euros,cercade 1500 contos. Na Lagarteira, Carlos Dias contribuiu com 12470 euros, cerca de 2500 contos, Armindo Dias com 3491 euros, cerca de 700 contos, dois anónimos com 997 euros, e com 498 euros cada, Elias Lourenço, José Maria Castela, e António Castela, para referir apenas os donativos superiores a estes, além dos que foram recebidos na igreja. De salientar que os custos totais da obra ascendem a cerca de 29928 euros

Tara além de nos fornecer estes dados, o senhor Clemente dos Santos informou que Junta, com a ajuda da Câmara, irá proceder ainda aos arranjos exteriores. Manifestou igualmente muita satisfação pela realização deste empreendimento, que muito valorizou o bem comum desta freguesia.

Estão de parabéns os responsáveis da Paróquia e da Junta, pelo acerto conseguido para o êxito desta realização, e o Povo da Lagarteira merece todos estes apoios para uma melhor qualidade de vida.

A. D.