LUZ ao longo dos tempos
quer difundir-se com mais intensidade
O nosso jornal faz 40 anos, um marco assinalável, que permite rever o caminho percorrido, e procura perspectivar-se em vista do desafio que o futuro faz sentir. São bem conhecidas as expectativas e muitas dificuldades que importa enfrentar. Se considerarmos que muitas paróquias tiveram o seu jornal, as razões para a sua criação são ainda mais fortes no presente, pois a Igreja adquiriu um sentido mais profundo de missão, de envio ao mundo, de presença na sociedade e de intervenção no campo da cultura. Os documentos da Igreja sobre este sector pastoral bem o atestam. Vale a pena lembrar que Campelo, Figueiró dos Vinhos, Graça, Penela, Chão de Couce, Abiúl, Vila Cã, Pombal, S. Tiago de Litém, Almagreira, Mata Mourisca, entre outras paróquias da nossa região, tiveram o seu jornal, entretanto desaparecido, subsistindo S. Tiago da Guarda e Redinha. O nosso jornal, inclusive, teve um período de suspensão. Julgo que este é um momento importante para fazer uma retrospectiva da nossa história, e procurar mais dinamismo na prossecução da caminhada.
O nº 1, com a data de Janeiro de 1966, na altura Boletim Paroquial da Freguesia de S. Tiago da Guarda, dedicava uma página à vida paroquial, e em que se convidava à sua assinatura com a seguinte informação:
Será este Boletim Paroquial propriedade da Igreja. Não se publica com fins lucrativos. Se um dia houver alguns lucros, estes reverterão em favor das obras paroquiais e dos pobres. Temos de marcar um mínimo para custear as despesas do papel e da impressão. Assinatura anual: na freguesia, 6$00; Portugal (fora da freg.), 10$00; Ultramar e Brasil (por avião), 25$00; Estrangeiro, 20$00; por avião, 40$00.
No cabeçalho do Jornal apareciam, como editor, o P. Manuel Duarte Marques, e, como Director, o P. Manuel Ramos, a quem singelamente queremos prestar homenagem, pelo arrojo de se terem lançado nesta aventura. O primeiro número não o menciona, mas é sabido que, por esta altura, se começaram a publicar estes boletins em diversas paróquias. Os primeiros foram os de Redinha e Almagreira, razão por que aparece o P. Marques como editor. Destes, sempre se publicou o da Redinha, em que o P. Caetano foi o grande resistente, sendo o timoneiro a persistir nesta árdua luta. Informou-me que "chegaram a ser 22 boletins paroquiais, nas dioceses de Coimbra, Leiria e Aveiro, com uma parte em comum, partilhando também o título "Luz", e o subtítulo respeitante à respectiva freguesia". No nosso, foram publicados 121 números, pelo menos, até Outubro de 1976, pois é esse o último jornal que encontro.
Depois de um longo período de suspensão, foi editada uma 2ª série, a partir de Julho de 1991. Na apresentação do 1º nº, eu referia que "a comunidade em geral sempre me foi falando com alguma saudade do jornal, sobretudo os emigrantes, que querem manter elos de ligação com o meio a que umbilicalmente estão ligados." Justificava, contudo, não ter correspondido há mais tempo a essas expectativas, em virtude dos trabalhos com o projecto radiofónico, mas "agora, porém, não só se caminha para a consolidação do projecto Vida Nova, como igualmente possibilita melhores meios de rentabilidade e complementaridade; isto é: um projecto de comunicação social, com as vertentes escrita e radiofónica". Mal eu sabia os trabalhos e desafios que teria de encarar, com vários problemas na Rádio, devido sobretudo a trovoadas, e também a falta de meios económicos, em virtude da limitação do potencial económico-social da região.
3. Boletim Interparoquial do Arciprestado de Ansião
Chegou entretanto uma 3ª série, em Abril de 1995, motivada pelo alargamento do âmbito do jornal, numa perspectiva de trabalho em comum, no arciprestado. Daí, a mudança de nome, passando a designar-se por "LUZ – Boletim Interparoquial do Arciprestado de Ansião". Em editorial se explicavam alguns motivos a presidir a mais esta renovação. Assim, "vai procurar ser uma resposta de proximidade, libertação e solidariedade com o homem e o meio em que a nossa comunidade está implantada. Procura responsabilizar e unir no mesmo projecto os adultos do arciprestado, desafiar os jovens e levar os adolescentes, de ‘consumidores’ consolidados a protagonistas e actores personalizados". Neste 1º número pôde ler-se também a palavra do pastor, D. João Alves, que afirmou: "Que este periódico sirva para promover as populações do arciprestado em todos os sectores da sua vida: na fé, na cultura, na solidariedade, na fraternidade, no emprego, na economia, na justiça, etc., etc.. Que ‘Luz’ ilumine sempre todos os que o lerem, à maneira de Cristo, que é a Luz do todo o ser humano que vem a este mundo". Igualmente, como Director do jornal, escrevi uma mensagem sobre "A Igreja em estado de comunicação", em que afirmei, nomeadamente: "Ser comunicação, estar na comunicação, fazer comunicação... são alguns vectores duma Igreja em estado de comunicação, prosseguindo os desafios duma comunicação total. O aparecimento do ‘Boletim Interparoquial do Arciprestado de Ansião’ é o resultado natural duma aposta desta comunidade local, após a audácia do projecto da Rádio Vida Nova, e do esforço de reedição do ‘boletim paroquial de Santiago da Guarda’". O Vigário Episcopal da Região Sul, P. Dr. Manuel da Silva Martins, passou a ser o Administrador, aumentou para 8 as páginas por cada edição, e teve outras novidades.
4. Estende-se a Penela
A 4ª série iniciou-se em Janeiro de 2001. Desta feita, mudou de novo o título, passando a designar-se apenas por ‘LUZ – Boletim Interparoquial’, alargando o âmbito da sua acção também a Penela. Passou a ter, como Director-Adjunto, um dos párocos de Penela, P. Nuno Santos. Em editorial, foram explicadas algumas razões que motivaram a renovação e também mudança de série, coerentemente com a linha seguida até aqui. Em resumo foi dito:
Entretanto, possui enorme informação da região, do mundo e da Igreja, com 16 páginas, e, no decorrer do ano de 2005, começou a publicar um suplemento, que é também publicado no jornal LUZ da Redinha, para servir toda a Região Sul da Diocese de Coimbra. Entretanto, a jornalista Marta Santos, da Vida Nova FM, em 2004, passou a coordenar a redacção, e, com este nº, o P. Paulo Filipe começou a exercer as funções de Director-Ajunto. A redacção, composição e paginação são feitas em Santiago da Guarda, prestando igualmente apoio em duas páginas comuns e paginação aos jornais da Redinha e Paião ( Figueira da Foz).
P. Armando Duarte