Papel de "Luz Boletim Interparoquial" na Região Pastoral Sul
Gostaria de propôr aos leitores do LUZ duas pequenas reflexões a partir de duas perguntas.
Primeira: quantos cristãos na nossa região pastoral sul têm oportunidade de tomar conhecimento actualizado dos acontecimentos eclesiais mais importantes, em que palpita a vida da fé, a vida da Igreja ao ritmo do nosso tempo, ao ritmo do mundo em que vivemos? Quantos têm a oportunidade de contactar com a opinião pública católica nesta sociedade democrática e plural, como agora se diz?
Seguramente, um número muito reduzido. É certo que temos vários meios de comunicação social de impacto nacional, a agência noticiosa Ecclesia, ou uma ou outra revista ou jornal diocesano mais divulgados; mas esse impacto, sendo nacional, não é capilar, isto é, não pode nunca chegar à maioria dos cristãos se não houver outros meios de comunicação multiplicadores através do impacto regional. É esse o papel muito importante de jornais como o LUZ, papel que deve ser assumido por todos nós, promovendo a sua base de sustentação em assinaturas, considerá-lo como nosso, como obra nossa ao serviço do Reino de Deus.
Quanto cristãos na nossa região têm consciência de que a nossa diocese está dividida em quatro regiões pastorais, coordenadas por um representante mais directo do bispo, o vigário episcopal, para que melhor a diocese se una em torno de objectivos pastorais e eclesiais comuns? Será este também, se o quisermos, um papel muito importante do LUZ; dar-nos mais espírito de corpo, mais consciência de órgão do corpo de Cristo que é a Igreja presente nos cristãos reunidos à volta do bispo de Coimbra.
Para ser mais nosso, portanto, o LUZ precisa de ser mais conhecido e assinado pelos cristãos mais directamente colaboradores da missão da Igreja, pelo menos, para depois poder chegar ainda mais longe, a ajudar na tarefa sempre urgente da evangelização.
P.e Pedro Miranda, Vigário Episcopal da Região Pastoral Sul