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Aprovada nova receita médica

No novo modelo de receita médica aprovada recentemente em Conselho de Ministros o médico terá de deixar claro se autoriza ou não a substituição do medicamento receitado por um genérico.

O médico prescritor terá, assim, de cruzar um dos dois quadrados da receita: "não autorizo a dispensa de um medicamento genérico" ou "autorizo a dispensa de um medicamento genérico".

No caso de não assinalar nenhuma destas hipóteses, essa ausência significa que o médico não se opõe à substituição do fármaco receitado por um medicamento mais barato.

Com este novo modelo de receita médica, o farmacêutico deve obrigatoriamente informar o utente da existência de medicamentos genéricos comparticipados pelo Serviço Nacional de Saúde e aquele que tem o preço mais baixo. O novo modelo de receita é válido pelo prazo de dez dias úteis a contar da data da sua emissão, mas, a partir de agora existirá o modelo de receita renovável que poderá ser efectuada num máximo de três vezes, com a validade máxima de seis meses.

 

Portugueses trabalham até idade mais avançada

Portugal tem a maior percentagem da União Europeia de pessoas com idade igual ou superior a 65 anos que continuam a trabalhar, segundo o Eurostat. Segundo os últimos dados, do ano 2000, 16 por cento da população da UE tem idade igual ou superior a 65 anos, que é a idade oficial de reforma na maior parte dos Estados-membros.

Dessa percentagem, há uma maioria de 60 por cento que são mulheres. Quanto maior é a faixa etária, mais alta é a percentagem de mulheres. Por outro lado, cerca de 7 por cento dos homens com idade entre 65 e 74 anos e 3 por cento das mulheres trabalham. Aqui há uma variação entre países, com Portugal a bater todos os "records": mais de 30 por cento dos homens e 18 por cento das mulheres portugueses nesta faixa etária trabalham, a percentagem, de longe, mais elevada na UE.

A agricultura é o sector mais importante, para os que têm idade igual ou superior a 65 anos, empregando 68 por cento dos homens e 72 por cento das mulheres

 

Alunos desmotivados

A maioria dos alunos, dos 6 aos 16 anos, não sente interesse nem motivação para as aulas, logo desde o início do ano lectivo. A indiferença prolonga-se, na maioria dos casos, até ao fim das aulas, resultando em insucesso escolar, revela um estudo agora divulgado pelo Instituto da Inteligência

Pouco depois de um milhão e meio de alunos (do básico ao secundário) ter iniciado mais um ano lectivo, o Instituto da Inteligência vem mostrar que, para uma parte importante deles, a escola não é um desafio aliciante, antes a sentem como uma tarefa penosa e fatigante.
Com efeito, estudos efectuados pelo Gabinete de Emergência Escolar daquele organismo no início de Setembro - com base em inquéritos feitos a cerca 1200 estudantes, dos 6 aos 16 anos - revelam que 26 por cento dos alunos sente ter dificuldades de aprendizagem, enquanto 33 por cento afirma indiferença e desinteresse, e apenas 41 por cento diz estar confiante no ano lectivo.

Portugueses divorciam-se cada vez mais

Os dados revelados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) mostram que o número de casamentos dissolvidos só nos primeiros seis meses deste ano ultrapassam já largamente a quantidade de divórcios realizados entre Janeiro e Setembro de 2001. Se entre Janeiro e Junho deste ano 15.431 casais se divorciaram, no ano passado no mesmo período apenas 10.257 casais dissolveram o seu casamento. No período entre Janeiro e Setembro do ano passado divorciaram-se 13.122 casais.

Quanto ao número de casamentos, os indicadores demográficos do INE mostram que este ano se realizaram, até Junho, menos matrimónios do que em 2001. A diminuição é da ordem dos 3,3 por cento, visto que nos primeiros seis meses do ano celebraram-se 21.059 casamentos e no ano passado no mesmo período comemoraram-se 21.775 matrimónios.