Pelo País e pelo mundo

Proibido fumar no Parlamento Europeu

É proibido fumar desde o passado dia 1 de Maio nas zonas comuns do Parlamento Europeu. A decisão foi tomada no fim do mês de Abril e prevê ainda a criação de locais especiais para os fumadores.

Foguetes proibidos nas festas populares

O Governo vai proibir, em definitivo, o lançamento de foguetes e outras formas de fogo nos espaços rurais de 1 de Julho a 30 de Setembro, período durante o qual vão vigorar medidas especiais de prevenção contra incêndios florestais. De acordo com um projecto de decreto-lei, já agendado para Conselho de Ministros, "o lançamento de foguetes, de balões de mecha acesa e qualquer tipo de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, não são permitidos, excepto quando não produzem recaída incandescente". Esta proibição poderá não só significar a ‘morte’ da indústria de pirotécnica, mas também a das festas populares nas zonas rurais, que têm no fogo-de-artifício um dos seus principais atractivos.

Cáritas inicia 3ª fase de apoio às vítimas dos incêndios

Arrancou, no dia 14 de Abril, a 3ª fase da campanha "Renascença-Cáritas ajuda Portugal". Depois da reunião entre a Cáritas Nacional e as Cáritas diocesanas dos distritos mais afectados com os incêndios do Verão passado, os elementos presentes decidiram que esta etapa será "de ajuda às pessoas, engloba também os empresários, na reconstrução ou criação de postos de trabalho" –Afirmou Eugénio da Fonseca, Presidente da Cáritas Portuguesa. E acentua: "só nas situações onde o posto de trabalho se perdeu por causa dos incêndios".
As várias Cáritas diocesanas já identificaram a situação das vítimas dos incêndios, devido ao desaparecimento do seu posto de trabalho, e chegou "a hora de ajudar". Ao nível da aplicação das verbas, Eugénio da Fonseca sublinhou que "iremos atribuir mil contos por cada posto de trabalho criado". Metade será dado (fundo perdido), o restante será um empréstimo que "amortiza à medida que forem rentabilizando os seus postos de trabalho". Um objectivo pedagógico: "incentivar o interesse pelo seu trabalho" – referiu. Cada Cáritas diocesana destacará um técnico que fará o "acompanhamento e a viabilidade do projecto". Depois de verificarem as situações, o presidente da Cáritas Portuguesa disse que "já identificámos entre 15 a 18 postos de trabalho"
As duas fases anteriores apostaram na "resposta de emergência", o que levou Eugénio da Fonseca a afirmar: "ficámos satisfeitos com a capacidade dos grupos locais de acção sóciocaritativa". Revelou-se a verdade do princípio: "quem está mais perto consegue resolver mais depressa e com maior eficácia os problemas". Ainda sobre a 2ª fase da referida campanha, Eugénio da Fonseca salientou que "está concluída" embora "a maior parte das casas ainda esteja por entregar". E adianta: "até Junho teremos tudo entregue".
Em relação ao futuro, "não sabemos se haverá uma 4ª fase". Se existir será de apoio "à recuperação de equipamentos públicos que não possam ser recuperados com verbas oficiais". E finaliza: "não iremos colocar os dinheiros da solidariedade a funcionar naquilo que são competências específicas do Estado".

Católica de Braga cria novas licenciaturas e mestrados

"Igreja-Mundo – Cristianismo e neo-paganismos" e "O regresso dos deuses – crítica dos neo-politeísmos" – são os novos mestrados, a iniciar no próximo ano lectivo, no núcleo de Braga da Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa. Dois mestrados "convergentes" – um em Ciências Religiosas e outro na área da Teologia. Em declarações à Agência ECCLESIA, o director adjunto do referido núcleo, Pio Alves de Sousa, sublinha que os dois mestrados pretendem "fazer a leitura da nova realidade religiosa", porque "é assumido, de modo consensual, que estamos numa época de forte incidência religiosa".
Os destinatários destes cursos – acentua Pio Alves de Sousa – podem vir das áreas da Teologia, Ciências Religiosas, Filosofia, História e outras áreas próximas. Ao abrir estes mestrados a um público mais alargado, "esperamos ter uma boa adesão de alunos". Mestrados para "esclarecer as pessoas", num mundo onde o «mercado» do religioso "é confuso", porque "aparece misturado com a busca do religioso cristão" – salienta.
Apesar da abertura de novas propostas curriculares, o director adjunto do núcleo de Braga da Faculdade de Teologia, refere que "não estamos num período de crescimento" porque "dependemos do fenómeno vocacional". Situações que levam a Faculdade de Teologia a alargar horizontes e não ficar dependente da "formação de futuros sacerdotes". E adianta: "temos de nos abrir à sociedade" e "tentar ler as necessidades da Igreja local". Uma abertura a novos públicos que passa também por iniciativas "mais pontuais: cursos monográficos que respondam a temáticas muito concretas".
Para além destes mestrados, a Faculdade de Filosofia abrirá uma licenciatura em Psicologia e a Faculdade de Ciências Sociais criará uma licenciatura em Desenvolvimento Local e Regional. Sobre o primeiro, Pio Alves de Sousa disse que "é uma velho sonho da Faculdade de Filosofia" e que "se justifica porque continua a ter muita procura". O novo curso de Psicologia "não será uma mera reposição dos clássicos", mas uma oferta "com marcas muito próprias" – realçou.
Quando se fala no encerramento de algumas licenciaturas noutras universidades, Pio Alves de Sousa afirma que actualmente "um diploma de um curso superior não é certificado de emprego", mas "existe mercado de trabalho nestas áreas". A abertura dos novos cursos não implica o crescimento das instalações mas no futuro, no Campus Camões, "iremos recuperar um antigo edifício" – conclui.

João Paulo II destinou mais de 6 de milhões de dólares a obras de solidariedade em 2003

João Paulo II destinou cerca de seis milhões e meio de dólares a obras de solidariedade no ano de 2003. Os dados foram revelados no relatório do Conselho Pontifício "Cor Unum", organismo vaticano a que o Papa encomenda a distribuição das suas ajudas, tornadas possíveis pelos donativos de pessoas dos cinco continentes.
Segundo este relatório João Paulo II destinou 822.465 dólares a "emergências", em ajudas a populações que no ano passado sofreram por causa dos terramotos (Argélia, El Salvador, Irão, Turquia e Uganda), a populações vítimas de inundações (Argentina, Bolívia, Fidji, Guatemala, Sri Lanka, Vietname), a populações vítimas da guerra (Iraque, Libéria, Nigéria, República Democrática do Congo), vítimas da seca (Eritréia, Etiópia e Moldávia) e para refugiados e imigrantes (Argélia, Angola, Haiti, República Centro Africana, Uganda).
O segundo capítulo do relatório apresenta um montante de 858.223 dólares destinados pelo Papa à "promoção humana comunitária".
O Conselho Pontifício "Cor Unum", cujo presidente é o arcebispo alemão Paul Josef Cordes, destinou cerca de três milhões de dólares parar ajudar as populações vítimas da seca ou de desertização na região africana do Sahel. Estas ajudas, canalizadas através da Fundação João Paulo II para o Sahel, instituída por este Papa em 1984, serviram para financiar 235 projectos em Burkina Faso, Cabo Verde, Chade, Gâmbia, Guiné-Bissau, Mali, Mauritânia, Níger e Senegal.
Por último, em nome do Papa, o "Cor Unum" destinou 1.843.200 milhões de dólares em ajudas às populações indígenas, mestiças e afro-americanas camponesas pobres da América Latina.