Notícias eclesiais

Escola de leigos, em Coimbra
Uma Escola de Leigos vai aparecer no próximo ano pastoral, na diocese de Coimbra. Este é um dos pontos presentes no plano de pastoral, para os próximos cinco anos, na diocese de Coimbra, ultimado na Assembleia Diocesana do Clero de Coimbra, que decorreu, no Luso, dia 16 de Maio, e que obteve a aprovação dos sacerdotes presentes. Em declarações à Agência ECCLESIA, D. Albino Cleto informou que essa "Escola" irá funcionar em Coimbra, Pombal e Oliveira do Hospital.
Mas se este é um ponto virado para o interior da Igreja, o Bispo de Coimbra frisou que todo o plano assenta na ideia de "deixar de olhar para o umbigo e de sair de uma comunidade que se preocupa mais com a manutenção, para uma comunidade que se preocupa mais com a evangelização".

Entretanto a Diocese de Coimbra já apresentou publicamente o seu Plano Pastoral, no passado dia 26 de Maio, dia da Igreja Diocesana. Para uma melhor actuação pastoral foram definidos os seguintes campos:

Deste modo, o Plano prevê a preparação dos "semeadores" pois "foi esta a opção prioritária e grande pedido de todas as assembleias" na Diocese. As "escolas" que vão surgir, têm dois níveis: médio e superior. Além disso, também "estará presente o apelo para as vocações de consagração, particularmente para o sacerdócio"

Espera-se, pois, criatividade e esntusiasmo.

 

 

Atacar causas estruturais da pobreza
"Olhar o "outro" não como um mero instrumento de exploração fácil" e "sublinhar a dimensão positiva da mundialização" foram os dois desafios lançados por D. Tomaz Silva Nunes, Secretário da Conferência Episcopal Portuguesa(CEP), na sessão de abertura da Conferência Regional das Cáritas Europa. O representante da CEP afirmou ainda que "é fácil diagnosticar as situações de pobreza", as dificuldades residem no "encontrar as soluções para os problemas". "Isso implicaria atacar causas estruturais; fazer opções políticas e sociais mais ousadas; preparar medidas técnicas adequadas e competências próprias para as aplicar e ter a coragem de passar das intenções e dos princípios acordados por instâncias internacionais a programas operativos".
Para Eugénio da Fonseca, afirma que o verdadeiro combate à pobreza, em Portugal, "exige reformas profundas em, pelo menos, três sistemas sociais: educativo, mercado de trabalho e sistema de segurança". Se estas reformas não forem aplicadas, o Presidente da Caritas Portuguesa traça um futuro negro para os pobres: "as consequências da pobreza minam-lhe a personalidade". Na mesma alocução, o presidente da Cáritas Portuguesa fez uma breve história da instituição a que preside e salientou sublinhando que "há um longo caminho a percorrer" porque os cristãos muitas vezes estão "desligados das realidades sociais".
Eugénio Fonseca propôs ainda à Conferência que se enviasse uma mensagem aos Bispos de Timor: de regozijo pela independência e de compromisso na "colaboração para o desenvolvimento sustentado de Timor".

Dimensão social da fé
O VIII Colóquio Nacional de Paróquias realizar-se-á em Fátima, Casa de Nossa Senhora das Dores, de 8 a 11 de Julho, e será subordinado ao tema "A Dimensão Social da Fé nas Comunidades Cristãs". Ao longo dos quatro dias, os vários conferencistas colocarão em destaque o compromisso dos cristãos na construção de uma nova sociedade e na luta contra todas as formas de pobreza e exclusão social.

 

Migrações em destaque
O Encontro Anual dos Secretariados Diocesanos de Migrações irá realizar-se, de 15 a 18 de Julho, Centro Pastoral de Viseu, e será subordinado ao tema "Sazonais no estrangeiro e Imigrantes em Portugal". Uma iniciativa que contará com a presença dos responsáveis da Pastoral das Migrações de França e da Cáritas Nacional de Beja e que abordará as seguintes temáticas: "Mobilidade portuguesa na Europa e mundo"; "Direitos Humanos no contexto da Mobilidade"; "Viagem pela História da Emigração Portuguesa" e "A Pastoral Migratória nas dioceses portuguesas".

Constituição Europeia deve referir Deus
Os Bispos da Comissão das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia (COMECE) desejam ver uma referência a Deus no futuro Tratado Constitucional da União Europeia (UE). Este foi aliás, um dos pontos contidos na contribuição da COMECE apresentada, dia 22 de Maio, à Convenção Europeia que debate "O futuro da Europa: compromisso político, valores e religião".
A COMECE sugere assim que "o texto constitucional - da União Europeia - contenha uma referência inclusiva à transcen-dência", o que, continua o texto, "constitui uma garantia para a liberdade da pessoa humana", "permite uma identificação dos cidadãos com os valores da UE " e "mostra que o poder público não é absoluto".
Reconhecendo que "a criação da Convenção Europeia oferece uma oportunidade única, aos cidadãos, instituições, associações e comunidades dos Estados membros e dos Estados candidatos à adesão, para se implicarem na construção do futuro da Europa", a COMECE salienta também que o êxito da Convenção dependerá "da sua capacidade de melhorar a contribuição da UE para a paz e para a prosperidade".
Assim sendo, a COMECE apresenta outras recomendações e reflexões à Convenção Europeia. Os Bispos das Conferências Episcopais da Comunidade Europeia referem que, no reconhecimento dos direitos fundamentais, deve estar também "reconhecida a liberdade religiosa nas suas dimensões individual, colectiva e institucional", devendo "os grandes movimentos e tradições religiosas, espirituais e intelectuais ser reconhecidos como uma herança viva da Europa", bem como "a contribuição específica das Igrejas às sociedades".
Assim, a COMECE recomenda que o futuro Tratado Constitucional da EU incorpore a Declaração nº11 da Acta Final do Tratado de Amsterdão, "assegurando o respeito pelo estatuto das Igrejas e das comunidades religiosas, como reconhecidas por cada Estado membro". A COMECE refere ainda a integração no Tratado Constitucional da "busca do bem comum como um dos objectivos nucleares da UE".
Os trabalhos da Convenção Europeia devem terminar no início de 2003, sendo que a COMECE pretende ainda fazer novas contribuições para os trabalhos.

 

Papa na Jornada Mundial da Juventude
Peregrinação, vigília e eucaristia no programa

Uma peregrinação até uma Vigília nocturna com o Santo Padre e, no dia seguinte, uma eucaristia presidida por João Paulo II. Vão ser estes os pontos altos da Jornada Mundial da Juventude, que decorrerá, em Julho próximo, em Toronto, Canadá, e cujo programa foi tornado público, dia 30 de Maio, pelos seus organizadores.
Assim, dia 27 de Julho, após terminarem diversas eucaristias em várias igrejas paroquiais da arquidiocese de Toronto, "os jovens – refere o programa – vão ser enviados em peregrinação, para se encontrarem com o Santo Padre em Downsview Lands", esperando-se que tomem consciência de que "somos um povo peregrino em viagem até ao Reino dos Céus".
Chegados a Downsview Lands, espera-os João Paulo II, com que partilharão parte da noite numa Vigília de Oração, preenchida por testemunhos de jovens de todo o mundo, inspirados no tema das Jornadas: "Vós sois o sal da terra, vós sois a luz do mundo". Explica o programa que "quando a luz do dia declina, necessitamos da Luz de Cristo para poder brilhar com força no meio da obscuridade da noite".
Àquele mesmo local, os jovens regressam na manhã de dia 28 de Julho para celebrarem a eucaristia, presidida pelo Papa que "rezará com eles para que as suas palavras possam salgar o mundo com o sabor do Evangelho", afirma o programa, e para que "as suas vidas sejam modelos brilhantes de Jesus que é a Verdadeira Luz".
João Paulo II, "com cardeais, bispos, sacerdotes e jovens de todo o mundo, confirmará de novo a fé dos seus jovens amigos e motivá-los-á a irem além desta grande assembleia, para serem sal da terra e luz do mundo".