Sinal de Esperança

Um novo Padre para a Igreja

Foi ordenado um novo padre para a Igreja Diocesana de Coimbra, no passado dia 18 de Junho, na Sé Nova desta cidade. Chama-se Pedro Alexandre Pinto dos Santos, tem 25 anos, é natural da paróquia de Almagreira, concelho de Pombal, e está a concluir o último ano do Seminário e do Curso de Teologia, no Instituto Superior de Estudos Teológicos de Coimbra.

Presidiu à ordenação o Sr. Bispo de Coimbra, D. Albino Cleto que, na homilia, manifestou a sua grande alegria em ordenar este jovem padre. Lembrou a recente Peregrinação Diocesana a Fátima e a Assembleia Diocesana de Catequistas ocorrida na Figueira da Foz no Domingo anterior. A partir destes acontecimentos e da Palavra de Deus que todos tinham acabado de escutar, aprofundou o significado da palavra "Esperança".

"Continuamos sempre confiantes em Deus, no amor que Ele nos tem, a nós sua Igreja nas terras de Coimbra" – começou por afirmar D. Albino. Esta confiança é por vezes sacudida pelo que os nossos olhos vêem: menos gente a frequentar as nossas igrejas… Mas a Esperança vê mais longe.

Foi uma Sé quase cheia, com bastantes padres e numerosos cristãos, não só da paróquia de Almagreira, mas também de muitas outras paróquias, que escutou esta reflexão sobre a Esperança: A Palavra de Deus fala-nos de uma sementeira, realizada num ambiente primaveril, aproximando-se a colheita. A semente cresce sem se saber como, torna-se um arbusto ou até uma árvore, em cujos ramos as aves se vêm abrigar. Ainda há muita gente que procura os ramos da nossa Igreja… A semente é pequenina e não é o agricultor a origem do seu dinamismo de crescimento.

Do velho, Deus faz nascer o novo. O amor de Deus colado ao nosso trabalho garante que dê muito fruto. Precisamos do sol e da chuva de Deus, para que germine a semente.

Um obstáculo a este crescimento poderá ser a nossa preguiça, pois Deus não torna fecundas as nossas preguiças. Não podemos esperar muitas vocações sem as merecermos. Poderíamos tornarmo-nos uma diocese vaidosa. Somos abanados por Deus para continuarmos a ser semeadores. É Ele que nos dá a semente ou ramo novo, esperando que trabalhemos a terra, que semeemos, que plantemos. Sejamos humildes, pois é Ele, não nós, que faz a parte mais importante. É preciso semear, sem marcar a Deus o dia dos frutos. Há que ser firmes na Esperança.

Depois desta reflexão, D. Albino contou a história do antigo pároco de Almagreira, Pe. Manuel Duarte Marques, que tanto desejou ter um padre da sua paróquia, que tanto sofreu nesta espera e acabou por morrer sem ver realizado o seu sonho. Agora é já o segundo Padre natural de Almagreira a ser ordenado, esperando-se ainda um terceiro. Deus não tem pressas – concluiu o Sr. Bispo. É preciso cuidar do terreno onde as vocações possam germinar, sobretudo cuidar das famílias.

Quem tem esperança pode estar cansado no corpo, mas jamais desanima na alma. Há que semear na oração. "Chamai, pais e catequistas" – foi o apelo final de D. Albino. Quem semeia com Deus e pede a Deus que regue, cedo ou tarde alcançará o fruto.

As últimas palavras da homilia foram para o Pedro: "Deus deu-te sinais de que te quer como semeador, um semeador cheio de esperança. Semeia a Palavra de Deus, ainda que os ventos pareçam contrários. Acolhe a Palavra de Deus, com plena confiança n’Ele. Nós confiamos sempre no Senhor."

                                                                                                                                                                                      Pe. João Dias