No
dia 15 de Novembro de 2003 a Confraria do Queijo Rabaçal assinalou, em Ansião,
o seu primeiro aniversário. Recorde-se que a Confraria do Queijo Rabaçal foi
constituída a 9 de Novembro de 2002. Esta confraria surgiu, sobretudo, “da necessidade de preservar e
defender o queijo do Rabaçal”, um dos produtos endógenos das Terras de Sicó.
A
assinalar este primeiro ano de existência foi celebrado mais um capítulo da
confraria, em que quatorze novos confrades
dos seis concelhos da Adsicó foram entronizados. E na cerimónia de entronização
não faltou, como é óbvio, o juramento da confraria, que no fundo se trata de
uma declaração a duas vozes, sendo a do candidato a confrade aquela que
responde às perguntas do Grão-mestre Capitular da Confraria. Passo então a
citar o, já conhecido, juramento da Confraria, que nos remete também para a
razão da sua existência:
“JURA
em consciência e honra defender solenemente o Queijo Rabaçal – DOP e em
qualquer momento ou lugar promover as suas virtudes, salientar a sua nobreza e
valorizá-lo enquanto produto de qualidade da nossa região?
JURO!
Jura
apreciar o seu paladar, exigindo a sua confecção com leite de ovelha e cabra
dos rebanhos pastoreados junto à Serra de Sicó, onde espontaneamente nasce a
erva de Santa Maria?
JURO!
Jura
associar à promoção do Queijo Rabaçal, o cabrito e o borrego, o vinho e a
aguardente, o mel, o azeite, os frutos secos e o artesanato, produtos endógenos
da serra de Sicó que é nosso dever proteger?
JURO!
E
agora o que pretende?
Provar
o queijo Rabaçal!
Tem
canivete?
Sim!
Pica
e prova!”
Segundo
Fernando Pimenta, Grão-mestre chanceler da Confraria do Queijo Rabaçal, a
confraria, para além de pretender divulgar os produtos endógenos e o artesanato
da região, pretende ainda “conseguir que os produtores tenham mais incentivos
financeiros, de forma a poderem fixar-se na região e que eles possam
rentabilizar os seus investimentos”.
No evento participaram também cinco outras confrarias que defendem os valores e
os produtos endógenos das suas regiões. Foram elas a Confraria do Bacalhau, de
Ílhavo; os Nabos, de Mira; a Confraria do Queijo de São Jorge; As Carnes da
Madeira e a Confraria da Chanfana, de Poiares.
Após
a cerimónia de entronização dos novos confrades, seguiu-se a prova dos produtos
endógenos, bem como a visita à Coprorabaçal.
M.S.