Conheça a Sua Terra
Por Manuel Augusto Dias
SANTIAGO DA GUARDA (29)
A construção de uma nova igreja (3.ª parte)
Nas edições anteriores vimos o início dos trabalhos da construção da actual Igreja Matriz de Santiago da Guarda e o lançamento da 1.ª Pedra. Hoje teremos oportunidade de lembrar a primeira celebração da Eucaristia na nova Igreja (no dia de S. Tiago, do ano de 1972, cerca de dois anos após o arranque do importante empreendimento), ainda com as obras a decorrerem, e de "acompanhar" a evolução dos trabalhos, bem como a resolução do problema do Adro que envolveu alguma polémica.
Servimo-nos do jornal Luz, na sua 1.ª série, que então informava os leitores (residentes na freguesia e emigrados), a par e passo, sobre o andamento das obras da sua Igreja!
Em Julho de 1972 estavam já colocados os vitrais na parte da Igreja construída. Recorde-se que estes elementos, simultaneamente de decoração e iluminação do novo templo, envolveram as crianças da Paróquia na célebre "Campanha dos Vitrais". Na mesma ocasião, concluía-se a instalação eléctrica e eram montados os caixilhos das janelas e das portas, em alumínio anodizado. No mesmo mês procedeu-se à pintura dos tectos e à desmontagem de todos os andaimes interiores, para que se tornassem possíveis as celebrações eucarísticas no interior.
Vivia-se de facto um momento alto, considerado mesmo "um grande passo na história da construção da Igreja Paroquial" - a celebração da primeira Missa no Novo Templo - o que aconteceu no dia da Festa do Padroeiro. A edição da Luz, de Agosto de 1972, trazia a alegre notícia:
«No dia 25 de Julho, na festa litúrgica de S. Tiago - nosso padroeiro começou a ser celebrada a Eucaristia na parte construída da Nova Igreja.
Embora tenha sido facto bem marcante na história da construção da Igreja, não se deu ao acontecimento solenidade especial, a não ser a solenidade da missa, por se tratar da festa em honra de S. Tiago. A grande solenidade será quando da inauguração.
O facto de irmos celebrando a Missa mesmo antes das obras concluídas tem as suas vantagens. Assim iremos assistindo a todos os pormenores dos acabamentos. Sentimos mais de perto como a Igreja se vai concluindo. Depois da obra feita nem se dá conta de tudo quanto foi realizado. Crescerá aos nossos olhos!
Iremos compreendendo a razão de ser deste e daquele pormenor. E aumentará em todos nós o amor, o carinho e o empenho por um empreendimento, que nos toca a todos, que tem de ser fruto duma família paroquial unida e responsável».
Ainda no Verão de 1972, levantou-se o problema da delimitação do Adro com o espaço público envolvente, onde, mensalmente, se realizava a Feira do Gado, a que, nestas páginas, já tivemos ocasião de aludir. O problema do Adro, embora tenha envolvido alguma polémica, acabou por ficar resolvido a contento de todas as partes.
A explicação é publicada, na Luz, edição n.º 82, de Setembro de 1972:
«Uma vez concluída a primeira fase da Nova Igreja, foi necessário proceder à construção dum muro, do lado nascente, para suporte de terras, devido ao desnível do terreno e para preparar uma entrada para pessoas que venham do lado do Casal do Louco.
Isto levantou uma certa celeuma e confusão que importa esclarecer.
Só se pretende proteger a Igreja com um pequeno muro, uma vez que a feira dos animais se realiza no local que circunda a Igreja. Todos concordamos que assim tem de ser.
Há duas coisas que estão em causa e ambas são da freguesia - a Igreja e a feira (Não façamos comparação de valor entre uma e outra!). São duas coisas que importa salvar. E chegou-se à conclusão, com a opinião e apreciação da Junta de Freguesia e de alguns particulares mais representativos, que o citado muro protege suficientemente a Igreja (que é justo motivo de orgulho para a freguesia) e também se salva a questão da feira, que poderá continuar a fazer-se no mesmo local e que se reconhece de interesse para todos».
(continua na próxima edição)