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Por Manuel Augusto Dias
SANTIAGO DA GUARDA (46)
Centro Social e Paroquial de Santiago da Guarda
Continuamos a divulgar dados sobre a maior freguesia do concelho de Ansião, precisamente Santiago da Guarda. Nas últimas edições, vimos dando maior destaque, sobretudo, às várias associações e colectividades que aqui exercem a sua actividade em prol da população que servem.
Não temos referido – por o considerarmos demasiado evidente e conhecido – que muitas destas instituições só vão sobrevivendo graças ao querer permanente dos seus mentores que, num gesto de altruísmo continuado, tudo vão fazendo para lhes dar vida, animados pelo enorme e imprescindível apoio que prestam aos outros. As comparticipações estatais recebidas são sempre minguadas em comparação com as necessidades reais.
Estas palavras vêm a propósito da Instituição de que vamos falar hoje: – o Centro Social e Paroquial de Santiago da Guarda.
Este tipo de organismos é indispensável numa qualquer freguesia (urbana ou rural), mas de forma mais urgente, naquelas que registam maior índice de envelhecimento da sua população e de interioridade, como é o caso presente.
Bem andou a Paróquia de Santiago, neste particular, pelas mãos do seu dinâmico pároco (Padre Armando Olívio Duarte), ao criar,
em 15 de Fevereiro de 1987, o Centro Social e Paroquial, que mereceu imediatamente a aprovação de D. João Alves, então Bispo de Coimbra, como pessoa colectiva religiosa, tendo sido feita comunicação ao Governo Civil de Leiria, para o necessário reconhecimento civil.Em 2002, dispunha já de várias valências: Centro de Dia, Apoio Domiciliário e Centro de Convívio, envolvendo quase sete dezenas de idosos.
Mas fiquemos, com a sua história, contada por pessoas ligadas ao próprio Centro Social e Paroquial de Santiago da Guarda:
«Desde o início começou a desempenhar algumas tarefas, ainda que pontuais, para promoção comunitária. Assim, enquadrou algumas actividades, como levantamento de tradições e costumes, apoio inicial à rádio local, animação de alguns tempos livres da juventude, recuperação de artesanato... Neste capítulo, desenvolveram-se alguns cursos de formação profissional, na área de actividades tradicionais, como a tecelagem tradicional e o fabrico artesanal do queijo. Estes cursos deram lugar ao aparecimento, respectivamente, da Artesicó – cooperativa de tecelagem artística de Santiago da Guarda e à Associação de Pastores e Produtores do Queijo Rabaçal.
Desenvolveu também, em conjunto com outras entidades da Paróquia, uma Rede de Intercâmbio e de Apoio ao Trabalho de Mulheres – Vida Nova para a Sicó. Assim, fizeram-se alguns cursos de formação, possibilitou-se o 2.º ano para algumas mulheres, e fez-se um estudo, que levou mais tarde à criação do apoio domiciliário, como parceiro do projecto de luta contra a pobreza, no concelho de Ansião, entretanto criado.
Neste momento, para além de realizar o apoio domiciliário a cerca de 42 utentes, com o fornecimento de refeições, limpeza da casa e lavagem da roupa, além de outros apoios, foi também criado o Centro de Convívio, para 15 utentes, em que se vão buscar todas as tardes a casa, para quebrar o isolamento e permitir melhor acompanhamento dos idosos.
Em 19 de Maio de 1998 procedeu-se ao registo definitivo dos estatutos de instituição particular de solidariedade social, reconhecido como pessoa colectiva de utilidade pública, pela Direcção-Geral de Acção Social.
Tem como fins contribuir para a promoção integral de todos os paroquianos, tendo como fim principal a segurança social e como fim secundário a educação e a cultura.
Serve actualmente as freguesias de Torre de Vale de Todos, Lagarteira, Alvorge e Santiago da Guarda. Prevê criar uma secção no Mogadouro, tornando o apoio extensivo à freguesia de Abiul».