Notícias de Torre de Vale de Todos

N. S. da Graça, em Torre de Vale de Todos

   Todos babados, os pais da Ângela festejaram no passado fim-de-semana, com pompa e circunstância, o 1º aniversário da sua risonha filhota. E como tio desse simpático  casal bajouquense  fui convidado a  também partilhar  da alegria desses pais babados, parentes e amigos que graças à Ângela se reuniram no Vale da Bajouca. Mas sorte ainda maior me estava reservada para o dia seguinte, dia 23,  2º Domingo de  Páscoa:  ir almoçar  a uma familiar e acolhedora casa de campo,   há pouco acabada de restaurar nas serranas fraldas de Sicó e Ansião. Ao cabo de 40 km de viagem, e depois de atravessar  Pombal, passar ao lado da vila de Ansião em direcção à Venda do Brasil, fui dar comigo numa  bucólica aldeiazinha que tem e dá o nome à  freguesia de Torre de Vale de Todos.   No fim do repasto,  com os demais comensais subimos até ao topo da Rua da Torre de Baixo, para no Café Central, único do lugar,  tomar a bica,  e após isso, uns passos mais acima, fazer uma visita à igreja paroquial, cuja padroeira vim a saber é N.S.da Graça.  Desde há muitos anos que  sabia ser  N.S. da Graça cultuada em terras de Ansião, mas ignorava em que local do concelho esse culto era festejado e  que por casualidade vim descortinar ser precisamente aqui na  terra do  Comendador Guilherme da Silva Dias, benemérito que tem uma rua com seu nome e um busto em sua homenagem e de sua  esposa, D. Joaquina dos Santos Silva Dias, que em 1981 a freguesia de Torre de Vale de Todos prestou a este casal de conterrâneos que no Brasil fez fortuna. Para mim que de perto Senhora da Graça só conhecia a minha, a de Vilar de Ferreiros, no Monte Farinha, foi uma alegria redobrada, mas  por certo  também o deve ter sido para as três irmãs ratas da Bajouca,   a Maria Emília, a Beatriz e a Maria da Saudade, sobretudo pela  caridosa visita que fizeram à Srª D. Margarida Santos Lopes Costa que com os 94 anos de idade, e os dentes ainda todos é um poço de sabedoria popular onde os estudiosos da região deviam ir beber antes que o poço seque... Gostei,  como também gostei de ouvir a D. Helena, que nos abriu a porta da igreja, a falar com mais ciência de cabras e ovelhas, do que do mariano templo que tem na fachada a data de 1749. Ao Virgílio e Sâozita que ofertaram a casa e ao Leonel e Isabel que me transportaram, um abração com um convite para que leiam este meu post de fim-de-semana no blog aocorrerdapena.

                                                                                                                                              José Augusto da Costa Pereira